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Sem tempo

Istrudia tinha dois amigo cunversano, ês dizia:

- On cê mora?
- Moro São Binidito. E ocê?
- Sargado Fio.
- Lá é bão?
- É mais mió dondé co tava.
- Cê sá co vô fazê?
- Quê?
- Caçá jei d’imbora pru interiô.
- É mermo?
- Lá tem sussego.
- Cê sá qué mermo!
- Aqui é maió curriria.
- Poisé, sô!
- Cu’esse tar de celulá é cu trem danô!
- Tem hora qué bão, mas às veiz trapaia.
- Poisé, uai!
- Cê pó tá on cê tivé, quês acha!
- Cê male resorveu uma coisa, já vem otra.
- Num dá tempo pra nada.
- É cada quá pra si.
- Tá todo mundo mei pancada. Zoró.
- É um pavoramento pra nada.
- No fim os infiliz morre de disgosto.
- Ninguém arruma tempo. “Oh, fulano! Cumé cocê tá?” “Tô sem tempo.”
- Acho que é moda.
- Essa moda é meia besta. Fingi que num sabe diministrá a vida é burrice.
- Qué vê ês arrumá tempo é só balangá umas nota de cem na cara. Laiga inté cego travessano rua.
- Viche! Deve de sê isso mermo. Ês só pensa im dinhero.
- Né só isso não. Deve de sê trarma de num tê as coisa derêitio. Coitiado! Cê prigunta prum ansim: “que cocê tem?” Ês respôndi: “um carro, uma casa, um cachorro, uma bicicreta...”
- É mermo? Lá im minha terra ês fala é de sintimento: “tem aligria, tem prazê im vê um zozotro, tem amô prus fio, prus vizinho, prus amigo...”
- Cê sá co tomém vô fincá o pé na istrada!...


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