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Dona dos Cachorros

Dona Thaís, era uma senhora aposentada que morava no bairro Cruzeiro do Sul. Ela devia beirar os sessenta anos, o jeito bonito de falar, falava mais de três línguas fluente, mesmo corcundinha de tudo, capengava pro lado direito, dava conta do recado, tinha uma saúde de ferro, os braços eram grossos de dar gosto.


Adorava criação tinha pra lá de vinte entre cachorro e cachorra, tudo apadrinhado na rua. Com a vizinhança num tinha conversa, era latido grosso, latino fino, de dia e de noite. Um cheiro de urina que quando o sol despontava, o cheiro varava mais de metros. Alguns vizinhos diziam que o cheiro da casa dela era pior que da empresa de frango da cidade. Dona Thaís não achava que a vizinhança tinha razão, achava que esse reboliço todo dos vizinhos era inveja. Tinha até medo dos vizinhos roubarem sua criação. Ela ficava ofendida se tocasse no assunto de cachorro, entrava com um quente e saía com dois fervendo.


Os vizinhos reuniram e pediram para o secretário da Saúde conversar com ela, pois do jeito que a coisa tava ficando, o pessoal ia jogar veneno pra matar a cachorrada toda.


Dali a pouco chega o Secretário Sérgio Leandro:
- Bom dia, dona Thais?
- Bom dia meu filho, come que vai?
- Firme, forte e feliz.
- Preciso fazer um acordo com a senhora.
- Que acordo?
- Bobagem à-toa, coisinha de nada.
- Então desembucha criatura.
- É a cachorrada, senhora sabe?
- Quê que tem os cachorros.
- O pessoal disse que ta cheirando mal.
- A senhora podia fazer doação de alguns pra faculdade?
- Vou pensar.
- Combinado?
- Amanhã eu volto.
- Cedo ainda, GASTA MAIS.
- Brigado.


No outro dia o secretário nem bem chegou, escutou o barulho de um martelinho, tá...tá...tá... Dona Thais mandou fazer uma placa dizendo:
- Não vendoO, não emprestoO e não dou NADA.

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