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Viva Nosso "Tonho ou Neto"

Mal tinha acabado a votação, uma guerra anunciada com vitória do Neto, pronto derrubou os mandatários, ou seja, aquela corrente ou rede de mais ou menos trinta anos.


Uma febre de eleição, um povão e aquele zé povinho só falando em política; o que o povo tinha mais medo era de fraude da tal urna eletrônica, será que num dava pra mexer, alterar o resultado?


Os partidos aliados já diziam que tava ganha eleição, dava 45 % por cento na boca de urna, os secretários mais puxa sacos diziam vou tomar um banho pra comemorar, outros secretários batiam com a palma da mão no bolso da calça, já ganhei.


Na cidade inteira a política pegou fogo; três candidatos distintos. Era o Dr. Alfenus, que atual administração queria, anulando os partidos mais importantes, o PSDB prometendo secretarias e mais alguma coisa, anulou o PDT outro partido forte e com uma base muito boa e o PTB que tinha os empresários mais fortes da região. E mais o PV partido do professorado.


Os partidos concorrentes um era farmacêutica que o povão chamava de Dra Silvia, não tinha expressão nenhuma, saiu por sair, é aquele povo que é contra tudo e contra todos; até entre eles são contra.


E o outro partido do "Neto", caboco novo, boa aparência, filho de gente grande, menino esperto, ótimo orador, e segunda a meninada bonito por demais.


Eu num acho.


Bão pensando assim direitinho, vendo as coisas de outra forma, com outros olhos e a nossa realidade, num existia diferença entre os partidos não; tinha sim os que derramaram muito dinheiro, deram mais de mil cestas básicas, tinta pra pintar casa, construção de muros entre as chácaras, certas igreja que mandava recortar o número do santinho do candidato(a) e engolir pra Deus abençoar, uniformes de futebol, passagens pra família inteira, churrasco pra dar com pau e mais os candidatos a vereadores que jogavam nos três times. Fora no dia da eleição que os pais de candidatos deram cédula da votação e mais cinqüenta reais para cada eleitor.


Logo que começou os comícios a rivalidade virou uma guerra; uns candidatos nem subia no caminhão do comício pra se comprometer com ninguém. O partido da máquina administrativa lançou candidato de vereador de todo jeito, até aqueles que nem a família vota de tão xarope, nem voto tinha.


Mais a briga mesmo era entre os coronéis de um lado e do outro o "Neto", depois da apuração, aquela campanha de porta em porta do "Neto" surgiu o resultado, coisa que o povo nunca tinha visto, todo mundo tomando partido, o povão lavou a alma, pois a partir de agora não era mais o sobrenome que ia comandar a cidade, ninguém ficou de fora, uma coisa era certa: o sentimento de vingança, uma vontade de desforrar. Fora o tanto de difamação, mentira de tudo que é tipo, "Neto" estava eleito. Uns mais exaltados gritavam acabou a ditadura e o escravismo.


Na comemoração carreata e uma buzinação dos infernos, nem quando o Brasil foi campeão do mundo teve tanto foguetório e arruaça desse jeito.


Mas nada como um dia atrás do outro; aquela rede de mais de trinta anos, formada pelos partidos de esquerda aliada com os sindicalistas, alinhavou e costurou o novo prefeito, mostrando que nossa cidade só tem um Cacique e ponto final.


Isto é para o povão aprender que quem manda em uma cidade é a rede e o dinheiro que voa demais, e que não é tanta banana pra muito macaco, mas o povo não aprendeu a votar não é mesmo.


Parece que vão mudar até o nome da cidade, pois o tronco da família é muito grande. O importante é pensar um pouco, medir as conseqüências de cada palavra e cada gesto, pois língua fere mais que muitas facas. Principalmente quando tem um DVD que a família diz que esse é um político diferente, não é igual aos outros..........


Por isso eu acho que o VOTO não deveria ser obrigatório, não é mesmo!

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