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Os três porcos

Eu tinha a mais bonita loja de sapatos da cidade, "Elegante Calçados", e meu amigo João era meu contador, que também tinha vários clientes na roça, clientes estes que só o pagavam com porcos, galinhas, etc.


Um belo dia de Natal, a loja cheia de fregueses da alta sociedade, eis que chega o João, com um saco que continha três porquinhos, e grita: "Leva para o seu sítio e engorda para nós".


Imagina, loja cheia e três porcos correndo no meio dos fregueses. Fiquei enfurecido, mas levei os porcos para o sítio. Daí para frente, João não perdia tempo em me gozar com os amigos, a respeito dessa peça que ele havia me pregado.


Eu precisava me vingar do João.


Um dia falei com ele que um dos porcos havia morrido; então, ele respondeu: "Ainda tem dois".


Passado mais um tempo, falei com o João: "Morreu outro porco". Ele falou: "Tá bom, ainda tem um".


Quando ele largou os porcos na loja, era para criarmos ‘de meia'.


Um dia estava numa roda de amigos, e o João quis me gozar, contou o caso e falou que, dos três porcos, só havia sobrado um, e me perguntou: "De que os porcos morreram?" E eu respondi: "De faca mesmo, eu matei e comi", e ele: "Por que você não me falou?" e eu respondi: "Você nunca me perguntou do que eles morreram".


Fonte: Almanaque do Comércio 2010 - Conselheiro Lafaiete Sindcomércio

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