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Maria Elvira - Maio 2006

Continuidade e inovação: essas serão as palavras de ordem na gestão de Maria Elvira Salles Ferreira, na Secretaria de Estado do Turismo. Dar seqüência aos projetos iniciados na administração anterior, impulsionando o turismo de Minas, e inovar, explorando o que o Estado tem de melhor - a mineiridade de sua gente.


DM.: Sua política à frente da Secretaria de Turismo (Setur) seguirá as mesmas diretrizes das gestões anteriores e continuará com a certificação dos Circuitos Turísticos?
M.E: Algumas (diretrizes) sim, algumas não. Primeiro: existe um Plano Estadual de Turismo; segundo: existem as prioridades do Governo de Minas. Tanto o Plano quanto as prioridades incluem o Projeto Estrada Real, que é um projeto estruturante e, naturalmente, tem de ser a tônica dessa gestão. Tanto que escolhemos alguém para nos auxiliar. Trata-se da empresária Beth Pimenta, que também é uma das caminhantes da Estrada Real, grupo do qual eu participo. Ela é ex-diretora da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e será o elo entre a Setur, a Fiemg, o Instituto Estrada Real e o processo. Agora, a questão dos Circuitos: Circuito Turístico é uma política do Governo Federal, que nós (Setur) encampamos. Nós temos sido criticados pelo número de Circuitos que temos. Então, vamos ter um pouco mais de cuidado de agora pra frente. Vamos trabalhar melhor a questão da regionalização, fortalecendo a idéia de que a união faz a força. Nós tivemos uma conversa com o Ministro (Ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia) nesse sentido. Mas vamos priorizar alguns Circuitos dentro de critérios da própria Setur. A Secretaria vai continuar certificando. Outro quesito é o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo) que está parado e nós vamos intervir. É um programa federal, mas nós temos de lutar por recursos através de projetos e estamos agilizando isso. Isto é continuidade, mas vamos realizar novos projetos. Estamos atualizando o site da Setur; produzindo um filme para Minas; trabalhando na recuperação de Sabará, que é a cidade mais próxima à capital, e vamos trabalhar as demais cidades históricas, pois elas são viscerais; estamos criando um boletim mensal para a Setur, para divulgar nossas ações internamente e externamente; além de reforçar nossas parcerias com instituições como Sesi, Senai, Senac, Sistema Fiemg, Fecomércio e Sebrae.


DM.: Como a Setur pretende divulgar o turismo de Minas Gerais?
M.E.: Nós queremos trabalhar muito a divulgação do turismo de Minas dentro e fora do Estado. Vai ser um trabalho de formiguinha. Onde encontrarmos uma brecha, uma possibilidade, vamos aproveitar o que temos. Tendo em vista que a Setur tem limitações orçamentárias, faremos o melhor possível. Vamos aproximar o Ministério do Turismo à realidade do turismo de Minas: já viajamos com o Ministro, mantemos contatos permanentes e temos uma pessoa do Comitê Gestor da Setur, acompanhando esse processo com Brasília.


DM.: Minas Gerais vai participar em junho, do Salão do Turismo 2006, em São Paulo. O que será apresentado sobre o turismo mineiro neste evento?
M.E.: Nós vamos mostrar o que temos. O que vamos tentar inovar é a imagem da hospitalidade, uma imagem dos nossos diferenciais. Além dos atrativos do Estado, temos de trabalhar muito as tradições e a questão da hospitalidade. Isso nos diferencia. Temos de mostrar que o povo de Minas está sendo preparado. É aquela história: ‘arruma a casa que a visita está chegando'. Vamos trabalhar nessa linha - hospitalidade, aconchego e as coisas genuínas de nosso Estado.


DM.: São João del-Rei foi eleita a Capital Brasileira da Cultura 2007. A Setur planeja alguma ação para divulgar o título recebido pela cidade e assim ampliar o fluxo turístico na região e no Estado?
M.E.: Esse título foi muito importante e a Setur vai ter de pensar numa estratégia para trabalhar isso. Ainda não temos um planejamento.


DM.: A Estrada Real tem sido o referencial do turismo em Minas. Qual a relação entre a Setur e o Instituto Estrada Real (IER)?
M.E.: A Estrada Real é um projeto do Governo de Minas. A Setur é um órgão do Governo, então é a titular do projeto. A Fiemg é uma parceira e tem atuado como braço operacional, uma vez que criou o Instituto Estrada Real. Trabalhamos em parceria: a Setur faz repasses de recursos para eles. O Eberhard (Eberhard Hans Aichinger, diretor geral do IER) é uma pessoa que tem um mérito enorme nesse trabalho. Essa história de quem é quem não vale a pena. É uma questão de vaidade. O que importa para nós é o resultado para Minas Gerais: política de resultados para beneficiar os mineiros.


DM.: Há projetos previstos em parceria com o Governo Federal?
M.E.: Claro! Temos uma série de projetos em parceria com o Governo Federal: o Armazém de Minas; Estradas Ecológicas; Revitalização de Trechos Ferroviários; Centros de Apoio ao Turista e Centros Vocacionais; Recuperação do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico São Francisco de Paula, em Ouro Preto; Reforma e Adaptação do Minascentro, em Belo Horizonte e o Programa de Regionalização do Turismo, que entra em sua segunda edição, são projetos que já estamos desenvolvendo.

 

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