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Érica Drumond - Fevereiro 2007

  • Empresária Érica Drumond - Foto Divulgação/ BHC&VB


Empresária acostumada a trabalhar com indicadores, Érica Drumond aspira iniciar seu trabalho na Setur investindo em infra-estrutura e promoção dos destinos turísticos mineiros. Em sua gestão a secretária dará ênfase no desenvolvimento do turismo no Estado estrategicamente, trabalhando com pólos turísticos já consumidos para ofertar outros a serem comprados.


Por Tatiana Pires


Portal Descubraminas - Como a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) pretende trabalhar o turismo em Minas Gerais transformando-o em uns dos principais destinos turísticos do Brasil, assim como foi na década de 40 e 50?
Érica Drumond -
Os destinos nessa década foram muito comprados e em conseqüência disto eles acabaram saturados no mercado, acredito que agora é hora da retomada dos nossos produtos. O setor turístico brasileiro e mineiro está sendo reestruturado com vários investimentos na infra-estrutura. Para Minas, em especial, acredito que este é o momento de destaque e possibilidade de avançar o turismo no Estado, pois ele apresenta um produto único; diferente do sol e mar - grandes destaques em vendas nessas últimas duas décadas. A Setur vai agir estrategicamente; o que já está estruturado vai para a "prateleira" da promoção e o que ainda não está estruturado - com perfil de consumo - será trabalhado para que seja promovido posteriormente. A prioridade é: investimento de infra-estrutura e investimento de promoção. Delimitar alguns emergenciais a serem vendidos e promovê-los. O turismo é feito de promoção. Começaremos a trabalhar em pólos turísticos já consumidos para ofertar outros a serem comprados. Internacionalmente trabalharemos, inicialmente, com mercados culturais mais próximos, como: Buenos Aires, Santiago, Lisboa, Madri, Roma, dentre outros. São cidades que já compram e que não podemos deixar de dar continuidade a esta promoção.


PD - Como a Casa de Minas em São Paulo apresentará o Estado, sem que Minas Gerais fique apenas veiculada à Estrada Real e como este espaço vai dar visibilidade a novos pontos estratégicos que possam atrair o investimento dos executivos?
ED -
A Casa de Minas vai ser um estabelecimento localizado no bairro Jardim Europa, em São Paulo, que terá como finalidade fechar negócios e possibilitar que a negociação, entre o grande mercado e os empresários mineiros, fique mais próxima.


O consumidor tem uma tendência a visitar lugares de produtos que ele consome, então se a pessoa consome o queijo, cachaça e doces mineiros e também vê roupas mineiras sendo ofertadas, ele acaba se interessando pelo Estado e pelo local de onde o produto veio. Na casa, trabalharemos na captação de eventos, contato com grandes operadores, agências, publicidade de Minas Gerais, através da oferta dos produtos mineiros, e também abriremos espaço para que micro-empresários tenham à oportunidade de ofertar seus produtos para o comércio atacadista. Nós queremos aproveitar todos os produtos de Minas Gerais e dentro do roteiro da Estrada Real há muitos produtos a serem ofertados,mas também vamos trabalhar com a promoção e investimento de infra-estrutura em outras regiões como o Vale do Jequitinhonha.


Quanto a estrutura do estabelecimento iremos trabalhar com duas vertentes do Estado: Minas histórica X Minas moderna e como estes dois cenários se fundiram atualmente e transformaram Minas Gerais em uma região rica culturalmente e contemporânea, com um potencial tecnológico peculiar. Enquanto a fachada será feita com materiais mineiros que variam do aço à pedras preciosas, passando pela palha - que remete o tradicionalismo mineiro - o seu interior será marcado pela tecnologia e modernismo inerentes do Estado.


PD - São João del-Rei foi eleita a Capital da Cultura 2007. Qual estratégia a Setur pretende utilizar para trabalhar este título em prol do desenvolvimento do turismo na região e em seu entorno?
ED -
A iniciativa, Capital Brasileira da Cultura, é um projeto cultural e como tal iremos trabalhar na captação de turistas a partir do produto que a cultura nos oferece. Promover a cidade e fazer com que ela seja tão visitada quanto Tiradentes, Ouro Preto, dentre outras.


PD - Quais serão as estratégias adotadas para intensificar o turismo de eventos e negócios em Minas Gerais?
ED -
Captação de eventos empresariais e institucionais, recriação de feiras de moda e apoio ao Convention & Visitors Bureau, na captação dos itinerantes dos eventos científicos e de informação. Estas serão algumas das premissas estratégicas que a Setur pretende adotar para fomentar este tipo de turismo em Minas Gerais. Iremos também ofertar um portifólio dos possíveis municípios e espaços existentes no Estado para que o organizador do evento escolha qual espaço e localidade são mais apropriados para a realização do seu evento.


PD - Que ações a Secretaria de Estado de Turismo adotará para intensificar a interlocução entre o Governo Federal em prol do desenvolvimento turístico do Estado?
ED -
A interlocução entre a Setur e o Governo Federal está, atualmente, muito boa. Temos grandes executivos mineiros nos Ministérios que gostam e sabem do potencial que o Estado apresenta. É preciso ter criatividade para elaborar bons projetos, ofertá-los e executá-los. Quanto à promoção não temos nada a reclamar, a ajuda recebida nesta área tem sido grandiosa. O que tem que ser feito é traçar uma meta, conseguir recursos e apresentar os planos. Para a infra-estrutura há recurso, agora precisamos é de bons projetos municipais e, a partir dos municípios que já tem plano diretor, atuar junto ao desenvolvimento turístico.

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