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Ronaldo Simões Coelho - Julho 2011

  • Ronaldo Simões Coelho - Divulgação/Emanuel Martins O. S. Coelho

O descubraminas.com traz no mês de julho o escritor Ronaldo Simões Coelho. O mineiro de São João del-Rei, nos contou um pouco sobre sua trajetória e do seu amor pela literatura infantil. Confira abaixo a íntegra da entrevista!


"A criança que a pessoa conserva dentro de si permite que ela se transforme num artista, num ser criativo. Se ela se esqueceu dessa criança, ela será um ser qualquer..."


Por Caroline Melo e Jéssica Andrade


Descubraminas - Você nasceu em São João del-Rei. Como foi sua infância?
Ronaldo Simões Coelho - Eu nasci em São João del-Rei mas passei toda a minha infância em Prados, uma cidadezinha à 20Km de São João del-Rei. Todos da cidade eram parentes entre si. É muito interessante porque sempre teve a média de 3.000 habitantes e sempre a metade dos habitantes são de músicos, a ponto de ter criancinha de três anos fazendo parte da orquestra tocando com flautinha de brinquedo, para ir substituindo os que vão morrendo mais tarde. Então vai sendo uma escola permanente. As minhas maiores lembranças são de Prados.


Em São João eu morava na rua principal e era o caminho de tudo, carnaval e enterro. Lá, cada igreja tem o seu cemitério e uma coisa que me impressionava muito era o enterro dos anjinhos, que são crianças que morrem novinhas e que passam com o caixão aberto. Ali da janela víamos criancinhas mortas passando, inclusive, essa janela fazia coisas incríveis, porque passavam em frente a ela uns trezentos fios de telefone. Não existia telefone em casa, éramos chamados na Central para receber as mensagens. Quando chovia, esses fios ficavam pingando água, formavam gotas e eu ficava fascinado com aquilo. Quando não estava chovendo, ficava cheio de passarinho pendurados neles, dando a impressão de que eram notas musicais.


Eu morava em frente ao riacho do Meieiro, que, na verdade, chamamos de praia e de cais, como se estivéssemos no Rio de Janeiro ou no Oceano Atlântico. Na época que chove muito ele transborda, então ficávamos na janela vendo passar as árvores e animais se afogando, isso que tem aqui em Belo Horizonte, que são tragédias terríveis.


Como nós tínhamos uma casa muito grande, muitos irmãos e uma horta grande fazíamos de tudo, desde brincar de pique, de cabra-cega, até pião e vinca. Por isso, eu escrevi um livro, uns anos mais tarde, Troca de Segredos. É um avô que vai visitar o neto com um embrulho nas mãos e o neto quer saber o que é ele responde que são os segredos dele. Na verdade, são os brinquedos que ele tinha quando criança, então eles começam a trocar. No fim, ele descobre que muitos dos jogos que tem no computador já eram brincados pelo avô, mas percebe a coisa mais importante: que jogar com outra pessoa é muito melhor que jogar com o computador.


Eu tinha irmãos muito mais velhos do que eu, e todo mundo estudava nos dois colégios importantes que tinham em São João, que hoje vieram para Belo Horizonte, o Colégio Instituto Padre Machado e o Colégio Santo Antônio. Em 1950, eu fiz parte dos primeiros alunos do Santo Antônio e nós saímos de São João del-Rei, criando o Colégio Santo Antônio em BH. Ele era de frades holandeses, frades interessantíssimos, homens que fumavam charuto, cigarro, cachimbo, cigarro de palha e bebiam cerveja, tinham uma fábrica de cerveja dentro do colégio. Eram pessoas alegres e jogavam futebol, ao contrário do Padre Machado que era rígido, tudo tinha que ser uniformizado. Não tinha nada a ver com a liberdade que havia no Santo Antônio, tanto que tem um poema do Paulo Mendes Campos em que ele cita o Colégio Santo Antônio como o paraíso da liberdade.


A infância é a parte mais importante da vida. As pessoas chamam criança porque só a criança que pode criar, através do brinquedo. Na frase de um grande escritor diz que a gente não parou de brincar porque ficou velho, a gente fica velho porque parou de brincar. Então brincar continuou sendo a parte da infância de cada um. Se vocês imaginarem, todos os grandes artistas do mundo sejam pintores, escultores, músicos estão sempre se referindo à infância deles. Tem um poema do Carlos Drummond de Andrade em que ele fala que o pai está a cavalo, a mãe está bordando na varanda, e ele está lendo Robinson Crusoe. Ele termina dizendo que ele não sabia que a história dele de infância era mais bonita que a de Robinson Crusoé. José Saramago, prêmio Nobel de literatura, tem uma frase fantástica: "Quando eu morrer, vão-se deste mundo duas criaturas, eu e o menino que eu fui".


A criança que a pessoa conserva dentro de si permite que ela se transforme num artista, num ser criativo. Se ela se esqueceu dessa criança, ela será um ser qualquer, um ser que vai aproveitar o que o artista vai escrever pra ele, já que ele não escreve, o que o artista pinta para ele, já que ele não pinta. Toda obra artística nos emociona porque ela está dizendo alguma coisa que a gente gostaria de ter dito, mas não sabe como dizer, então nós nos identificamos com esse artista e ele diz alguma coisa que vai bater nas nossas emoções.


DM - Quando surgiu o interesse pela literatura?
RS - O meu encontro com o livro começou desde cedo porque, não só na minha casa tinha livro demais, mas eu morava a 50 metros da Biblioteca Pública que era uma biblioteca enorme. Ela começou funcionando na Santa Casa de São João del-Rei, que é a terceira Santa Casa mais antiga do Brasil. A primeira é a de Santos e a segunda de Diamantina. O provedor da Santa Casa criou a biblioteca lá dentro e hoje é a Biblioteca Municipal. Como médico eu usei muito essa biblioteca, por causa dos livros que existem lá e outros livros raros de medicina. É muito interessante uma biblioteca de 1830 - 1840, com livros hoje raros. Essa biblioteca é tão rara que tem uma coleção da Revolução Francesa que só existe nessa biblioteca no mundo inteiro. Na França não existe, os franceses vem aí, pensam em comprar, tentam pagar qualquer dinheiro e o máximo que eles conseguem fazer é a fotocópia. Então são obras realmente importantíssimas e eu passava indo pra escola exatamente em frente à biblioteca. O diretor da biblioteca era músico e bibliotecário, era um sábio, sapateiro, igual ao pai do Hans Christian Andersen, então eu acho que os sapateiros são importantes, tem filhos brilhantes. O filho brilhante desse sapateiro foi aquele cardeal são-joanense que teve prestígio para vir a ser papa. Esse bibliotecário me puxava para dentro da biblioteca, eu tinha 6 anos.


O primeiro livro que ele me deu para ler era um livro em espanhol, o Dom Quixote, que era muito grande e muito grosso, com ilustrações mais lindas. Eu não sabia ler nem português, e ele me mandou - você vai ler em espanhol - e eu li o original. Ele é quem escolhia os livros para mim. Eu chegava e passava pela biblioteca e ficava lendo lá, durante anos e anos, tanto que eu dediquei um livro a ele, chamado Pérola Torta que é um livro sobre o barroco mineiro. A infância nessas cidades pequenas é muito rica.


A literatura sempre fez parte da minha vida, eu era uma ilha rodeada de livros por todos os lados, mas para me transformar num escritor, há uma distância muito grande. Eu falava sempre, desde criança que queria ser médico e escritor, e consegui. Tenho sete filhos, e eu sempre contava história para eles. Foram muitos anos contando história, então eu inventava histórias. Eu achava os livros para crianças pouco próprios para elas e eu acabei publicando as minhas histórias para outras crianças lerem. Tem muitos anos que eu faço isso, O Macaquinho, por exemplo, fez 25 anos de idade.


DM - Você se formou em medicina e se especializou em psiquiatra. A sua formação o ajudou a descobrir aptidão para a literatura infantil? Por que escrever para as crianças?
RS - Logicamente uma coisa interfere na outra, mas não é minha intenção. Eu trabalho com psiquiatria de adulto, não psiquiatria de criança. Eu coleciono frases de crianças porque eu acho que a criança é tão interessante, pena que os pais não façam isso, porque a criança todo dia fala uma coisa diferente. Esses dias um menino falou para a mãe: "já sei o que são anjinhos. Anjinhos são crianças que morrem muito pequenininhas e vão para o céu. Como Deus não tem nada pra fazer, fica dando aula para eles lá." Olha que coisa sensacional. Ele virou para essa mesma mãe e falou: "mamãe, saiu uma lei que é proibido bater em filho. Você já me bateu, mas eu não vou te denunciar", frases de um menino de três anos. São coisas fantásticas e eu acho que o que a criança consegue transmitir de sabedoria é tão bonito, é tão verdadeiro, tão concreto, que vale a pena escrever.


DM - Como é a sua relação com as crianças? Qual o maior desafio de escrever para esse público?
RS - Minha relação com criança foi sempre muito grande, eu sempre gostei de crianças, desde que eu era criança. Não existe muita pretensão para escrever livro para criança. O escritor que fala que escreve livro infantil, em minha opinião, é pretensioso demais, porque quem decide se o livro é para criança é a criança, não é o adulto, nem o escritor.


Você pode colocar na frente de crianças 100 livros diferentes, e o que elas escolherem como aquilo que elas gostam é literatura infantil. Pode ser até um livro de adulto, como o caso do Robinson Crusoé que é um livro que não foi feito para crianças, mas as crianças se apropriam. Cecília Meireles dizia que não existia literatura infantil a priori, existia literatura infantil a posteriori, depois que as crianças dizem como é esse livro.


DM - Quais os autores que te influenciaram em sua trajetória como escritor infantil?
RS - Eu era pequenininho e estava lendo o livro O Elefante Basílio, do Érico Veríssimo e, por acaso, quando eu terminei de ler o livro, cheguei à casa da minha avó e ela estava falando com o meu pai: "amanhã a minha prima vai chegar com o marido dela, o Basílio."Eu ouvi aquilo e fiquei louco, desvairado, porque eles chegavam pelo trem, estrada de ferro, oeste de Minas, e eu falei: "imagina, o elefante Basílio vai chegar", e insisti com meu pai para ir à estação e ver o trem chegar. E chega a mulher, prima da minha avó, com o marido dela, um homem como outro qualquer, de gravata borboleta, de chapéu e bengala e eu quase morri de desaponto, porque eu estava esperando um elefante e chegou um cara que não tem nada a ver com a história. Foi um dos grandes desapontos da minha vida.


Então, me influenciaram na literatura Érico Veríssimo, Júlio Verne, Monteiro Lobato, e tinha uma escritora que eu já procurei por ela em toda parte chamada Regina Melillo de Souza, de Juiz de Fora. Ela escrevia em uma revista que se assinava da editora Ave Maria, e nessa última página sempre tinha uma historinha que eu adorava.


Comecei a ler também o Tarzan e ao mesmo tempo tinha o cinema, o Xazam!, Capitão Marvel, e tudo isso que era aventura, ficção científica, inclusive, eu lia.


Monteiro Lobato foi um modelo, e todo mundo que pretende escrever alguma coisa vai encontrar em Monteiro Lobato o modelo mais importante.


DM - Quais lembranças você guarda de Belo Horizonte na época em que era estudante de medicina?
RS - Eu vim para Belo Horizonte quando tinha 18 anos, e o colégio Santo Antônio era um colégio muito diferente e interessante. Eu lembro da minha turma, os doze primeiros lugares do vestibular eram de lá.


Quando entramos no colégio, Belo Horizonte tinha 200 mil habitantes, e acabava na Savassi, existia somente em volta da Contorno. Todos os bondes passavam na praça Sete, e lá era o ponto de todos os bondes que iam para todos os bairros da cidade. Belo Horizonte tinha dois prédios grandes na época de 1950, que é o Edifício Acaiaca e o Financial. Depois que começaram a surgir os outros e a capital era uma cidade muito provinciana.


A Escola de Medicina da UFMG foi um atrevimento de um grupo de médicos em Belo Horizonte, porque a cidade tinha entre 13 a 17 anos de existência e 30 mil habitantes quando ela foi fundada.


A minha turma na Escola de Medicina foi uma turma privilegiada porque foi uma época em que praticamente todos os professores antigos, desatualizados, foram substituídos por professores jovens e houve uma renovação total dos currículos. Tanto que muitos dos meus colegas continuaram como professores na escola e são grandes figuras conhecidas internacionalmente. São pessoas brilhantíssimas, conhecidas e como eu não podia competir com eles como médico arranjei outra atividade [risos].


DM - Como é para você ver que alguns de seus livros foram recomendados pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique e publicados em países de língua espanhola?
RS - A Biblioteca Internacional da Juventude é a biblioteca mais importante do mundo nessa área de livros. Lá eles aceitam voluntários, estagiários de várias partes do mundo ajudando a selecionar esses livros. Quando estive lá, eu vi uma das histórias mais fantásticas da minha vida. A diretora da biblioteca foi me mostrar o espaço físico e não cabia mais de livro, então eles resolveram construir um subterrâneo para fazer salas para caber os livros. Foi feito um projeto maravilhoso e este teve que ser abandonado, porque no caminho da construção, tinham raízes de uma árvore. Aqui você vê derrubar árvores de graça, só para maltratá-las.


Também no México, foi muito interessante, porque a secretária de educação do México que corresponde ao nosso ministro de educação quis O Macaquinho, e uma vez ela ficou hospedada comigo, uns dois ou três dias, e disse que nunca tinha lido esse livro. Eu dei O Macaquinho em espanhol para ela e ela leu o livro e falou que o português era igualzinho ao espanhol. Marta não viu que estava lendo em espanhol.


As aventuras desse livro são muito interessantes, aliás, um dos últimos livros que eu escrevi chama-se Bichos, com ilustração da Ângela Lago, uma das maiores escritoras e ilustradoras do Brasil. Um dia eu estava indo para Hungria, e, pesquisando na Internet informações sobre o país, de repente apareceu o meu nome na embaixada do Brasil. Dos 237 livros que tem na embaixada, um era ele, Bichos, e eu queria ir à embaixada para ver como eles adquiriram esse livro, como ele foi parar lá. Quando eu cheguei era feriado e eu não consegui ir à biblioteca. É uma coisa engraçada a evolução que o livro faz.


Uma das histórias mais gratificantes que eu já vivi foi quando eu estava no Canadá, viajando de Vancouver para a Ilha de Vitória num trajeto de navio. Vi que tinha um senhor jovem com uma menina, conversando muito animado. Eu vi os dois sentados numa mesa, e eu fui até lá. Ele é médico e eu também, então começamos a conversar. Lembrei do livro O Macaquinho, que foi distribuído gratuitamente entre as escolas e ele traduziu para a filha dele de sete anos, em espanhol, sobre Monito e ela respondeu que era O Macaquinho porque ela já tinha lido este livro. Uma das coisas mais gratificantes que eu já vivi, eu em um navio no Canadá, vendo uma menina mexicana corrigir o pai porque já tinha lido o meu livro.


O que é gratificante é conviver com crianças em escolas no Brasil inteiro. Eu me divirto com as perguntas, com os teatros, com as frases, com as interpretações que eles têm do que lêem. Uma das coisas mais interessantes foi em Ouro Preto, no Festival de Inverno há três anos, em que as professoras deram aos meninos pequenos, de três a cinco anos, só as capas dos livros para eles imaginarem as histórias que teriam lá dentro. Foram histórias sensacionais, construídas a partir dos títulos dos livros, e eu vi ali, pregadas nas paredes, todas as possibilidades de histórias que o livro daria.


DM - Seus livros são usados por professores como material de apoio ao aprendizado. Quando você escreve, pensa em como sua obra pode ser um instrumento para auxiliar na educação?
RS - Não. Essa é uma consequência para mim muito gratificante, porque hoje mesmo eu recebi uma notícia que um dos meus livros foi selecionado por um dos programas de distribuição gratuita. Soube também que a Prefeitura de São Paulo comprou um número grande de livros para as escolas municipais. Isso é um verdadeiro prêmio, mas que não faz parte de uma pretensão minha escrever para ser premiado, escrever para ganhar qualquer tipo de consagração.


Escrevo porque eu acho bom escrever, acho bom que os meus leitores leiam. Dos chamados prêmios que são feitos, penso que só um é realizado por um júri infantil, que é o de Belo Horizonte, o Projeto João de Barro, que também tem um júri de adultos. É o único. Se eu concordo que quem decide a literatura infantil é a criança, como é que eu vou aceitar que os marmanjões venham dizer que é? Ocorre aí um paradoxo. Mas mais importante é isso, e não sair por aí para exibir os prêmios.


DM - Recomende clássicos da literatura mineira para os nossos internautas.
RS - A literatura mineira tem figuras fantásticas, como a turma do Drummond que foi para o Rio de Janeiro na década de 20, tem a turma do Fernando Sabino, que foi para o Rio de Janeiro na década de 40, mas tem a turma muito anterior, muito antes da Semana da Arte Moderna que é o povo de Cataguases, que são grandes escritores.


Aqui, há quantidade de brilhantes poetas como Emílio Moura, Cândido Martins de Oliveira Júnior, muitos membros da Academia Mineira de Letras, e muitos outros que não são membros. Minas continua sendo o berço, principalmente da coisa mais importante que é a contação de causos. O mineiro é o especialista em contar causos.


Os três maiores escritores mineiros eu colocaria, como mais recentes, o Campos de Carvalho, o Guimarães Rosa e o Mário Palmério, que substituiu o Guimarães Rosa na Academia Brasileira de Letras. Mas tem desde Bernardo Guimarães a Oswaldo França Júnior, e gente que está produzindo livros maravilhosos, inclusive na literatura infantil, que, como estão vivos, eu prefiro não citar para não correr o risco de omitir algum.


Um dos pioneiros da literatura infantil mineira, o Rochinha, muitos não sabem nem que existiu e era um grande desenhista, um grande cartunista. Eu encontrei no sebo alguns livros dele. Por coincidência, o pai dele era meu padrinho de crisma. Rochinha era como ele assinava os seus cartuns nos jornais de Belo Horizonte, como o Diário Católico, Estado de Minas e Folha de Minas.


Papo de Mineiro


DM - Quem é ou foi verdadeiramente mineiro.
RS
- O mineiro verdadeiro é o contador de causos.


DM - Aquela música que tem a alma de Minas.
RS
- Coração de Estudante - Fernando Brant e Milton Nascimento.


DM - Adoro um bom prato de...
RS
- Frango ao molho pardo.


DM - Para quem visita Minas, o que você diz ser imperdível?
RS
- O barroco mineiro, principalmente de Diamantina. É a coisa mais bonita, mais leve, não só a arquitetura, mas também a música.


DM - Em uma viagem, o que você sempre leva na bagagem para presentear?
RS
- Pão de queijo.


DM - Qual melhor escritor representa Minas?
RS
- Campos de Carvalho.


DM - A paisagem que te inspira...
RS
- Montanhas, porque te permite imaginar o que está atrás. O que a gente não enxerga, talvez seja o mais importante na inspiração.


DM - Atlético, Cruzeiro ou América?
RS
- Todos.


DM - Fim de semana na cidade grande ou na roça?
RS -
Roça.


DM- Quando estou fora morro de saudades...
RS -
Eu nunca estou fora. Posso estar viajando, mas eu levo Minas comigo.


DM - Minas Gerais é...
RS -
Única. Quem te conhece não esquece jamais.

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