Cultura

Entrevistas

Senac
  • Logo Senac Minas
  • Hotel Grogotó
  •  

Milton Nascimento - Setembro 2011

  • Belo Horizonte - Milton Nascimento - Divulgação/Daryan Dornelles

O cantor e compositor Milton Nascimento é o entrevistado deste mês do Descubraminas. Criado em Três Pontas, conhecido carinhosamente como Bituca, recentemente lançou um novo CD: "E a gente sonhando". Em um rápido bate papo, ele nos contou sobre sua carreira e suas lembranças do Clube da Esquina.


"E tudo o que eu vivi quando era criança em Três Pontas marcou para sempre em minha vida."


Por Caroline Melo e Jéssica Andrade


Descubraminas - Você nasceu no Rio de Janeiro, mas veio morar em Três Pontas, ainda pequeno. Conte-nos, como foi sua infância no interior de Minas?
Milton Nascimento -
Foi uma das melhores, meus pais - Lilía e Zino - tiveram uma dedicação extraordinária comigo. E tudo o que eu vivi quando era criança em Três Pontas marcou para sempre em minha vida.


DM - Quando você começou a se interessar por música?
MN -
Comecei muito cedo, e novamente meus pais tiveram grande participação nisso. Minha casa sempre foi muito musical. Ainda pequeno eu já tocava gaita e sanfona ao mesmo tempo. E então começou tudo.


DM - O Clube da Esquina se tornou um importante movimento da música brasileira. Como foi essa participação no Clube e quais as recordações que você guarda dessa época?
MN - Na verdade, os primeiros passos do Clube foram com as músicas que Lô Borges e eu fizemos. Depois é que foram entrando outros músicos, artistas, letristas e todo mundo que estava em nossa volta. Foi uma fase muito boa, amigos, estradas, muita música...


DM - Você participou de muitos festivais de MPB. Qual a importância dessa fase na sua carreira?
MN  - Eu participei de três festivais da canção nos anos 1960. No terceiro, em 1967, no FIC, eu classifiquei três músicas. E foi nesta edição que meu trabalho começou a aparecer em vários lugares do Brasil. Travessia veio deste festival, a partir daí minha carreira passou a ficar em evidência, gravei um disco no Brasil, e depois fui gravar outro nos EUA com o Eumir Deodato.


DM - Sua música Coração de Estudante marcou o período das Diretas Já. Como é ter uma música que virou "hino" de uma parte importante da história do Brasil?
MN - A música é do Wagner Tiso, e a letra é minha. É muito gratificante ter participado dessa parte da história do Brasil. Ainda hoje guardo lembranças daquela época.


DM - Há pouco tempo você foi homenageado com uma sala permanente no Memorial de Minas Gerais - Vale. Qual a diferença do Milton Nascimento que tocava em bailes em Três Pontas para o Milton que hoje tem reconhecimento internacional?
MN - Para os meus amigos eu ainda continuo sendo apenas Bituca.


DM - A estranha mania de ter fé na vida... Fé é essencial na sua vida? Como você a exterioriza?
MN - Com música e amizade.


DM - O público percebe que você apoia de coração aberto novos talentos como Marina Machado, Bruno Cabral e os grupos ligados a cultura popular, por exemplo, Ponto de Partida e Meninos de Araçuaí. Ajudar promover outros artistas é uma forma de compartilhar o seu sucesso?
MN - Claro que sim, pois o que seria de nós sem a juventude?


Papo de Mineiro


DM - Adoro um bom prato de...
MN -
Típica comida Mineira.


DM - Para quem visita Minas, o que você diz ser imperdível?
MN -
Três Pontas.


DM - Atlético, Cruzeiro ou América?
MN -
Cruzeiro.


DM - Fim de semana na cidade grande ou na roça?
MN -
Qualquer lugar onde possa estar com bons amigos.


DM - Minas Gerais é...
MN -
Tudo.

Enviar link

Outras entrevistas