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Rodrigo Quik - Julho 2013

  • Belo Horizonte - Bailarino Rodrigo Quik - Ilana Lansky

Arte, corpo, imaginação e improviso! Descubra a história do diretor e coreógrafo Rodrigo Quik. Ex-bailarino do Grupo Corpo, Rodrigo apresenta a dança contemporânea a crianças, jovens e adultos de baixa renda do bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. Responsável pela Quik Companhia de Dança, nosso entrevistado prova que é possível mudar a vida das pessoas por meio da arte.


"Eu acho que Minas interfere no nosso trabalho, na vontade que temos de quebrar alguns paradigmas, gosto muito de ser mineiro, amo Minas Gerais, mas tenho muita vontade de transcender, de ir além do que temos".


Por Roberta Almeida


Descubraminas - Sabemos que a dança contemporânea cria sua própria estrutura e permite a junção de várias outras artes em um só espetáculo. De que modo você caracteriza essa forma de expressão corporal?

Rodrigo Quik
- Bom, acho que esse início que você falou, sobre essa junção, é interessante porque vem de uma característica muito pura da dança moderna, com aquela técnica específica, aí você fazia, por exemplo, uma aula de Martha Graham que preparava um determinado corpo para dançar aquilo especificamente, então isso era feito com muita qualidade, mas era fechada àquela linguagem. Já com o contemporâneo, o pós-moderno, a coisa foi se abrindo, e a primeira coisa que eu acredito que quebrou foi essa fronteira entre o fazer apenas dança e a fusão entre as artes plásticas, a música. Isso aconteceu nos anos 1960 e 1970 e tudo foi se contaminando porque o espaço foi aberto para a questão da interlinguagem.

Também nesta época, a dança contemporânea abriu espaço não só para aquele corpo que tinha a habilidade específica da dança, então o cidadão comum pode se expressar, quer dizer, você não é bailarino, mas na dança contemporânea você pode dançar. Começou-se a incorporar na dança movimentos do cotidiano das pessoas, por exemplo, ao invés de você fazer um passo muito técnico, de repente o artista só anda meia hora em cena, isso quebrou um padrão na época e as pessoas começaram a conhecer algo que também poderia ser considerado como dança, aliás, chocando e inovando ao inserir coisas do cotidiano e de outras artes, o que foi se abrindo para a arte contemporânea como um todo.

Acredito que essa flexibilidade, essa abertura foi ganhando espaço e a dança contemporânea realmente entendida como democrática, pois todos podem participar. É claro que nós somos bailarinos há anos e já temos uma habilidade específica, como em toda profissão, mas aqui há a possibilidade de abrir para o de fora, para outros universos. Antigamente, só tínhamos essa coisa específica e hoje já unimos nosso trabalhos com o hip hop, com a capoeira, dança popular e isso se abriu também para a própria linguagem da dança, que era muito seletiva, aceitamos informações de todas as áreas, e pessoas também, há coreógrafos que preferem fazer trabalhos com não bailarinos e isso é muito comum na dança contemporânea.

A Pina Bausch mesmo fez várias remontagens de obras dela com pessoas que não eram bailarinos. Kontakthof, por exemplo, ela fez com a companhia, remontou com idosos e depois com adolescentes, ou seja, acontece também essa abertura para corpos que não necessariamente possuem a técnica, justamente porque é democrática. No início, a dança contemporânea causou muito estranhamento, pois, infelizmente, até hoje apenas o balé ou uma apresentação muito virtuosa são vistos como dança, e a ideia é realmente desbravar, descontruir essa informação, passar a trabalhar a dança mais como forma de conhecimento, reflexão, discussão, não sendo apenas uma área de diversão, de lazer, e, enquanto artistas, essa nossa concepção está integrada a todas as ações aqui do Quik Espaço Cultural.


DM - Por 12 anos, você participou das montagens coreográficas e se apresentou com o Grupo Corpo pelo Brasil e pelo mundo. Como foi fazer parte dessa renomada companhia de dança mineira?

RQ
- Foi maravilhoso porque essa bagagem fica com a gente a vida toda, pertencer ao Grupo Corpo foi muito bom, entrei muito novo, tinha 17 anos, e já tinha dois anos de dança, foi uma oportunidade maravilhosa porque eu fui crescendo lá dentro. Defendo que acrescentou muito para minha bagagem como artista, e eu não tinha formação acadêmica, pois naquela época não havia cursos superiores de dança ou artes cênicas em Belo Horizonte. Na minha geração, tínhamos muito essa ideia de escolher dançar, você se especializava em um determinado estilo e seguia investindo na prática mesmo, o Corpo abriu essas portas para mim e deu certo, poderia não ter dado, mas deu.

A minha formação inicial como pessoa, cidadão e artista foi proporcionada por aquela estrutura ali do Corpo, que, além de ser muito profissional, é muito família também. E foi lá, depois de 12 anos, que tive a segurança para criar, aprender e produzir como artista, eu tenho uma inquietação muito grande e decidi sair para enfrentar novos desafios. Foi uma luta só, não é fácil tomar a decisão de sair de uma estrutura tão forte como a do Corpo, mas depois deu muito certo.

Essa bagagem é muito boa, primeiramente para o currículo, que é um nome que você leva para a vida toda, e pela experiência, o bom modelo. Com a referência de estrutura que o Corpo nos deu, conseguimos hoje montar o Espaço Cultural aqui no Bairro Jardim Canadá, que tem também um projeto voltado para a comunidade e hoje estamos conseguindo mostrar isso como sendo um trabalho da Quik Companhia de Dança, claro que temos essa herança do Corpo, mas hoje já encontramos nosso equilíbrio, pois conseguimos somar e construir novas oportunidades com o que aprendemos.


DM - No ano 2000, você e a Letícia Carneiro fundaram a Quik Cia de Dança. Qual é o objetivo da companhia hoje? Há uma expectativa para que a instituição se torne referência no cenário da dança contemporânea e também de outras expressões artísticas?

RQ
- No início, eu e Letícia, que também foi do grupo Corpo e é minha esposa, simplesmente queríamos continuar sendo artistas. Depois, vimos que queríamos criar. No Corpo, por exemplo, nós éramos mais intérpretes e eu tinha muito o desejo de criar espetáculos, e foi o que fizemos quando montamos a Quik. Já em 2002, veio a ideia do projeto sociocultural integrado à Companhia. Como moramos aqui perto do bairro Jardim Canadá, eu já gostava e conhecia essa região, achava aqui bem diferente, fora do contexto, e acreditei que isso daria certo, então alugamos esse imóvel em parceria com a Prefeitura de Nova Lima e junto à manutenção da Quik Companhia de Dança veio esse trabalho sociocultural, que foi crescendo paralelamente e hoje já se misturou, se uniu de uma maneira muito interessante à companhia, sempre trabalhando em conjunto.

Não é só uma questão de dar aulas para a comunidade, hoje, nossa pesquisa, linguagem e pensamento estão voltados para a dança, sempre acreditando na nossa missão, que é levar a arte a outras pessoas e mostrar que a dança pode ser um caminho de cura, de espiritualização, de crescimento. Acreditamos que a primeira coisa que a Quik defende hoje é o ser artista, se deixarmos essa parte de lado, o projeto morre, e isso fica cada vez mais claro para nós. Às vezes, as informações brigam, mas antes de tudo somos empreendedores porque se você não empreende, não consegue alcançar determinados objetivos, ou seja, o desafio da Quik é descobrir como empreender, ser fiel à pesquisa artística e manter um projeto sociocultural, quer dizer, descobrir como esses três objetivos se misturam.

E hoje a Companhia é essa mistura. Então temos muito essa expectativa de nos tornarmos referência no cenário da dança contemporânea e  no desenvolvimento de projetos sócioartísticos, inclusive, nossa missão é exatamente essa, mostrar que aqui não é só um lugar de apresentações de dança, mas sim de estimular o potencial artístico do indivíduo e criar oportunidades para crianças e adolescentes de baixa renda, fazendo com que esse cidadão tenha a oportunidade de conhecer a arte através da dança contemporânea.


DM - Nos espetáculos vocês abordam questões históricas, culturais e sociais e, em 2002, lançaram o projeto de arte e educação Quik Cidadania, onde crianças, jovens e adultos do bairro Jardim Canadá tem a chance de conhecer a arte através da dança contemporânea. Existe algum caso em que você conseguiu comprovar que a dança modificou mesmo a vida dessas pessoas?

RQ
- O Quik Cidadania oferece uma série de aulas de artes integradas, como dança, música e artes plásticas e, no final do ano, os 160 alunos que estão nesse projeto fazem um espetáculo de fechamento com um apuro artístico muito grande, pois não é um simples festival de escola para os pais assistirem, é um trabalho que já possui um pensamento artístico. Isso é o que permeia o trabalho de pesquisa da companhia e o Quik Cidadania seria o carro-chefe das ações socioculturais, mas hoje temos vários outros projetos.

Mas existem sim vários casos onde conseguimos comprovar a mudança na vida das pessoas, inclusive, temos muitos depoimentos registrados. Aqui há uma aluna, a Carla, que tem problemas familiares, de denúncias e intervenções do Conselho Tutelar e tudo mais, e com a participação nos projetos vemos nitidamente que ela fica bem mais tranquila para tentar conviver melhor com a família. Outro caso é o da Márcia, mãe de uma aluna que tem um pequeno problema psicológico; ela nos disse que a Quik é tudo para a filha, que a menina chora para vir para cá.

Como o marido da Márcia é jardineiro, ela resolveu nos doar o jardim aqui da entrada em troca do apoio que a Quik oferece à filha, ela resolveu tudo, percorreu pelo bairro, trouxe várias doações, todos participaram do processo, os alunos ajudaram com o plantio e foi muito bom, tudo em função da importância que o projeto tem para um membro de sua família, o que interfere diretamente no bem-estar de todos. Cada vez mais a Quik tem um papel reconhecido nessa comunidade, que tem nos dado um retorno muito grande, mostrando que aqui é um lugar de convivência, de redes e de aprendizado.


DM - E por falar em projetos, qual o objetivo do Conexões? De que forma este programa interage com a comunidade local e regiões mais próximas?

RQ
- Esse foi um projeto que trazia espetáculos para o Quik Espaço Cultural. Duas vezes por semana, sexta-feira e sábado, aconteciam essas apresentações, que eram mistas. Aos sábados, era aberto ao público e às sextas, a gente trazia duas turmas das escolas municipais e estaduais com os professores para assistir aos espetáculos de arte contemporânea. Esse foi um trabalho muito bacana porque além do aluno entrou também a família, pois os pais sempre vinham junto com as crianças, promovendo essa formação de público mesmo, ou seja, uma pessoa que nunca tinha ouvido falar em arte contemporânea teve a oportunidade de saber o que era isso.

Uma vez, o Marcelo Castilho esteve aqui e entrevistou vários alunos, ele ficou muito emocionado quando observou como a concepção de dança contemporânea modifica o cidadão, viu depoimentos em que as pessoas diziam que deixaram de assistir a novelas para ir ver os espetáculos, uma faxineira aqui do Vale do Sol disse que a partir desse projeto havia entendido o que era dança contemporânea, então tudo que fazemos é baseado na finalidade de quebrar o paradigma de que a dança é para a elite, para a classe social mais alta e o Conexões fez muito bem esse papel.

Foi um programa tão reconhecido que ganhamos um prêmio, o Fundo Estadual aprovou a gente como parceiro e agora o Conexões foi desmembrado, como disse, ele era para escolas e para o público em geral, agora vai ser feito só com escolas e virou o "Corredor Cultural". Esse ano, a gente vai trazer oito espetáculos para as escolas, então há uma preocupação com o meio, a interação com a comunidade é nítida, visto que realmente a realidade dos moradores é alterada com as ações que são muito concretas.


DM - A companhia já possui em seu histórico diversas apresentações, espetáculos e prêmios de reconhecimento no panorama das artes cênicas. O que é realmente arte para você?

RQ
- Se eu falar que é tudo seria demais, não é? (risos). Bom, a sensibilidade para o "ser artista" eu acredito que todos nós temos, e, desde criança, percebi que tinha uma coisa de gostar das cores, tinha um olhar mais estético, além do concreto, realmente uma coisa mais voltada para a percepção estética. A partir disso, você vem com o pensamento, o conceito, a criação e transforma tudo isso em profissão.

Eu acho que arte é isso, é ver o mundo de uma maneira diferente, perceber que pode trabalhar esse dom e se dar o direito de fazer escolhas, mudando o mundo para você e para os outros, pois fazer só para si não adianta, é preciso levar sua vocação, sua missão para o mundo. Eu acredito que a arte não é para você se deleitar somente, acho que sua experiência, sua bagagem, seu fazer deve chegar ao outro. Na Companhia, por exemplo, temos essa preocupação em comunicar esse pensamento artístico com o próximo, e, para mim, isso é arte.


DM - Vocês promovem muitos espetáculos de dança em lugares onde a cultura chega com mais dificuldade. Quais são os desafios de tirar as apresentações dos tablados e levar aos espaços urbanos, como visto em Ressonâncias? Qual é a reação do público?

RQ - O Ressonâncias, que é a penúltima produção da Companhia, foi construído para ser apresentado em espaços públicos, então a gente percebe que nossa missão, nosso DNA, é buscar essa integração entre o fazer artístico, a educação e sair mesmo dos palcos tradicionais. Esse fazer é tão verdadeiro para a gente que quando saímos do palco e apresentamos ao público acontece uma troca maravilhosa e é exatamente o que acontece hoje com o "Ressonâncias".

Em "Rua", nosso primeiro espetáculo, que também foi pensado para espaços públicos, ele tinha um formato mais coreografado, mas o "Ressonâncias" quebrou completamente isso, é um trabalho que a gente faz com o nosso corpo, se adequa e ocupa um determinado espaço, fica bem ao acaso, tem um trabalho de improviso muito grande, o público afeta muito a nossa criação e vice-versa, e a gente se mistura completamente com aquelas pessoas e aquele lugar, com sua arquitetura e cultura.

Na última Virada Cultural de São Paulo, nós fomos a Assis, chegando lá, vimos que iríamos apresentar na fachada de um teatro, onde só tinha um asfalto, aí voltamos naquela ideia do improviso, é claro que a gente tem uma estrutura prévia, mas tivemos que sentar e conversar por horas sobre o espetáculo, e foi maravilhosa a apresentação, pois, mesmo sem condições, de fato nós nos abrimos para aquele lugar, criamos um roteiro onde passávamos pelos fundos do teatro, levando o público a conhecer um espaço que eles não conheciam por dentro, passamos por trás, chegamos à rua, interagimos com banheiros químicos, criamos um roteiro com o que tínhamos e tivemos um feedback maravilhoso.

Então acho que esse trabalho desmistifica um pouco esse lugar do artista, a pessoa te vê de perto e é muito evidente esse trabalho de romper as fronteiras, pois o "Ressonâncias" tem fala, música, dança, imagem, ou seja, ele interage muito bem com todas as linguagens artísticas, tendo a dança como essência.


DM - Você é natural de Belo Horizonte, mas viveu por muito tempo em Nova Lima, inclusive, o Quik Espaço Cultural está instalado nessa cidade. Qual a importância das referências mineiras em seu trabalho?

RQ
- Metade da minha vida passei em BH e metade aqui em Nova Lima. Bom, eu acho que essa mineiridade é maravilhosa, na gastronomia, por exemplo, acho fantástico, mas me preocupo com essa questão de estar lutando o tempo inteiro para quebrar o tradicionalismo, o conservadorismo, a não aceitação do novo, que faz parte de nossa proposta de trabalho. Tudo que é daqui faz parte de mim, do que eu sou, mas acredito que precisamos estar mais abertos também ao que vem de fora, o que outras culturas nos proporcionam.

Uma coisa que eu acho bem mineira é o fato de querermos fazer tudo bem feito, com carinho, cuidado e amor. Foi assim no início da  Quik, quando tomamos a decisão de onde montar esse Espaço Cultural, assumimos, assim, o risco de dar certo ou não, mas sempre acreditando que iria dar certo, e olha que este não era um lugar valorizado, e é aqui que entra a ideia de desbravar, que é muito importante para a aceitação do novo. Esse é um ponto positivo do mineiro, mas temos que parar com esse receio, essa desconfiança de tudo.

Em 2002, aqui não tinha nem acesso e se tivéssemos agido com desconfiança, nunca teríamos chegado onde estamos. Acreditar no que parece inseguro, no que não é tão bonito seria um jeito de deixar essa desconfia de lado. Então quando pensamos em um trabalho como o "Ressonâncias", a gente espera que o lugar das apresentações no ajude a produzir o espetáculo, você mesma quando assistiu a apresentação em Mariana pensou que o trabalho tinha sido preparado para aquele espaço característico mineiro, enquanto ele apenas se adequou ao contexto, então a gente se abre para que aquele momento aconteça. No entanto, às vezes, quando pensamos na apresentação em alguns destinos mineiros, enfrentamos vários empecilhos, teve uma cidade que a gente não podia usar a fachada da igreja, nem o cemitério, lidamos muito com os limites de nossa tradição, pois temos que ter toda uma negociação para trazer esse novo.

Eu acho que Minas interfere no nosso trabalho, na vontade que temos de quebrar alguns paradigmas, gosto muito de ser mineiro, amo Minas Gerais, mas tenho muita vontade de transcender, de ir além do que temos. Desejo continuar apresentando meu trabalho, junto à minha cultura, história e origem mineiras, mas sempre querendo ir além de nossos limites, para que assim haja uma troca entre outras culturas, outras crenças e a gente valorize as trocas como fundamentais para nosso crescimento. Todos nós, inclusive minha parceira Letícia, que  nasceu em Santos, achamos tão importante essa referência mineira que estamos aqui até hoje, que escolhemos Minas para viver, sempre com essa ideia de estar sediado aqui, mas recebendo muito bem o que vem de fora. Minas te dá essa base forte, uma estrutura firme, sempre abrindo os ares para ver novos horizontes.



Papo de Mineiro


DM
- Quem é ou foi verdadeiramente mineiro?
RQ
- Farnese de Andrade.

DM - Aquela música que tem a alma de Minas?
RQ - Amor de Índio, do Beto Guedes.

DM - Adoro um bom prato de...
RQ
- Gosto muito de saladas, e de pão de queijo, claro!

DM - Para quem visita Minas, o que você diz ser imperdível?
RQ
- Nossas cidades históricas.

DM
- Em uma viagem, o que você sempre leva na bagagem para presentear?
RQ
- Queijo Canastra e cachaça.

DM
- Qual cantor melhor representa Minas?
RQ
Milton Nascimento e Lô Borges.

DM
- A paisagem que te inspira...
RQ
- As cachoeiras e riachos de Minas.

DM
- Atlético, Cruzeiro ou América?
RQ
- Atlético.

DM
- Fim de semana na cidade grande ou na roça?
RQ
- Na roça.

DM
- Quando estou fora morro de saudades de...
RQ
- Como sempre estou com Letícia, morro de saudade dos meus cachorros.

DM - Minas Gerais é...
RQ
- Deslumbrante!

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