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Roberto Drummond

Robert Francis Drummond


Cronologia

Nasceu: 21 de dezembro de 1933
Faleceu: 21 de junho de 2002
Natural de Ferros, Minas Gerais


Formação

Colégio Arnaldo - Belo Horizonte
1963: Curso Científico incompleto, Colégio Afonso Arinos - Belo Horizonte


Atividades
Contista, romancista, cronista e jornalista.
Repórter da Folha de Minas.
1960: foi editor da revista mineira Alterosa.
1964/1965: Jornal do Brasil
1966/1991: Jornal Estado de Minas


Trajetória de vida
Na juventude foi militante do Partindo Comunista e, após o golpe de 64, passou a escrever com mais afinco. Suas paixões eram: família, Literatura e futebol.


Em 1998, sua obra Hilda Furacão foi adaptada pela autora Glória Perez, ficando conhecida nacionalmente ao ser apresentada como minissérie para a TV.


Roberto morreu de ataque cardíaco.


Principais obras

A Morte de DJ em Paris (1971)
O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado (1978)
Sangue de Coca-Cola (1980)
Quando fui morto em Cuba (1982)
Hitler manda lembranças (1984)
Ontem à noite era sexta-feira (1988)
Hilda Furacão (1991)
Inês é morta (1993)
O homem que subornou a morte (1993)
Cheiro de Deus (2001)


Homenagem/Título/Prêmio

1971: Prêmio no IV Concurso Nacional de Contos do Paraná pela obra A Morte de D. J. em Paris, em Curitiba/PR.
1975: Prêmio Jabuti como revelação de autor pela obra A Morte de D. J. em Paris, São Paulo.


Trechos da Crônica Esportiva


Seja o que Deus quiser*

"Escrevo esta crônica 12 horas antes do jogo Brasil x Inglaterra. Vocês sabem: sou fascinado com bolas de cristal, videntes, tudo que pode prever o dia de amanhã, o futuro e seus mistérios, o que está por acontecer. Mais do que nunca, gostaria de ter uma bola de cristal ou os poderes de vidente de minha amiga madame Janete, só para saber quem venceu, se a Seleção de Ronaldinho, se a seleção de Beckham.

Poucas vezes desejei que o Brasil vencesse como agora. É verdade, a gente sempre quer que o Brasil vença. É uma vontade, um sonho, que está no coração de mais de 170 milhões de brasileiros. E não é para menos. Nosso país tem uma porção de esperanças, mas a vitória no futebol alegra o coração brasileiro, faz subir a nossa auto-estima, tão castigada, tão arranhada. E nos permite uma festa de irmãos e de irmãs, já que a Seleção Brasileira nos une acima das ideologias, dos partidos políticos e, num ano eleitoral como este de 2002, acima dos candidatos a presidente da República.

Nenhum estadista brasileiro, nem mesmo os dois maiores, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek de Oliveira, deram à nossa alma carente as alegrias que Pelé e Garrincha, Didi e Nilton Santos, Tostão, Gérson, Rivelino, e Jairzinho e ainda Taffarell , Romário e Bebeto nos deram. Em outros tempos, as esquerdas brasileiras diziam que o futebol era o ópio do povo.

(...)

Mas futebol é futebol e eu estou, como cronista, particularmente engajado com a Seleção Brasileira, principalmente por causa de Ronaldinho, em cuja recuperação apostei. Contam os outros jogadores também, incluindo, claro, Gilberto Silva e Edílson. E eu sou brasileiro. Ainda: Inglaterra é um adversário forte demais e vencer (ter vencido) o time de Beckham, é carimbar o passaporte para o penta".

*Última crônica de Roberto Drummond publicada no dia 21 de junho, jornal Estado de Minas.

 

 

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© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Roberto Drummond - Praça da Savassi - Maria Lucia Dornas Roberto Drummond - Praça da Savassi
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