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Escultura - Século 19

No que se refere às artes, o século 19 se iniciou com a execução do maior conjunto escultórico do nosso Estado e, também, o maior do Brasil neste período. Entre 1800 e 1805, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, esculpiu doze profetas em pedra sabão, em tamanho natural, para o adro da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. Essas esculturas encerram com chave de ouro o período da arte colonial mineira. Foi o primeiro e último grande trabalho escultórico do século.


Com a economia mineradora totalmente decadente, não havia mais dinheiro para financiar as construções. Os velhos mestres haviam falecido e uma parte da população havia deixado a região em busca de outras alternativas de trabalho e sobrevivência.


No Rio de Janeiro, devido à organização da Escola Imperial de Belas-Artes, a escultura começou a ser ensinada pelos franceses Marc Ferrez e Zepherin Ferrez dentro de uma rigorosa estética neoclássica. Ao longo do século, a escultura foi se tornando acadêmica como aconteceu com a pintura. Os temas preferidos dos escultores eram a mitologia e as figuras do governo imperial, principalmente, o imperador D. Pedro II.


A província de Minas Gerais estava longe de receber os conhecimentos transmitidos pela Academia. Aqui, ainda persistiram alguns santeiros. Muitas imagens encontradas nos museus sacros mineiros são identificadas como peças do século 19, mas não se tem o nome nenhum escultor desta época. O século anterior, que tinha sido tão profícuo, neste, mostrou uma produção muito pequena. Do princípio do século, podemos citar os nomes de: Pe. Félix Antônio Lisboa, meio irmão do Aleijadinho, que, nos anos de 1806 e 1807, executou imagens para o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos de Santo Antônio do Pirapetinga, distrito de Piranga; Vicente Ferreira Pinto, que executou entre os anos 1806 e 1809 obras para a mesma igreja. Existem recibos onde aparecem o nome de Vicente Ferreira em 1824 e 1826. 


As congregações estrangeiras que chegaram em Minas Gerais no século 19, a partir de 1820 não incentivaram a produção de santeiros e não contrataram artistas locais.Toda a imaginária necessária para as novas igrejas neogóticas eram importadas, principalmente, da França e de Portugal.


No final do século 19, artistas estrangeiros chegam a Belo Horizonte contratados para executarem trabalhos decorativos nos edifícios públicos da nova capital de Minas Gerais. As temáticas destes trabalhos eram: figuras alegóricas como as da República, escudos com os brasões do Brasil e Minas Gerais, capitéis, cartelas, guirlandas, cariátides, medalhões e esculturas para jardins. As obras mais famosas são as Estações do Ano, que, atualmente, estão nos jardins do Palácio da Liberdade. Alguns escultores se fixaram em Belo Horizonte e continuaram a trabalhar no início do século 20. Os principais escultores foram:


Carlos Bianchi
(* 1871 + 1926)
Italiano, trabalhava com baixos-relevos, letreiros e florões. Uma obra de destaque é a escadaria do Centro de Cultura de Belo Horizonte, rua da Bahia, 1149. Executou várias esculturas para a decoração de túmulos no Cemitério do Bonfim.


João Morandi
(*1862 +1936)
Suíço, arquiteto e escultor, trabalhou na decoração do Palácio da Liberdade, do Centro Cultural de Belo Horizonte (antigo Conselho Deliberativo), Secretarias de Estado, Conservatório Mineiro de Música, Igreja Nossa Senhora de Lourdes (parte interna e externa), Igreja da Boa Viagem, Igreja São José, Instituto de Educação e antiga Estação Central. Morandi criou a primeira escola de arte de Belo Horizonte.


Luis Olivieri
(*1869 +1937)
Italiano, arquiteto, desenhista e escultor. Entre seus trabalhos, destaca-se  a coleção de figuras de tipos populares de Belo Horizonte. Olivieri instalou o primeiro escritório de desenho e arquitetura da capital.


Frederico Steckel
(*1872  +1921)
Alemão, pintor e decorador, foi responsável por várias obras da nova capital mineira, como a ornamentação do Palácio da Liberdade, Secretarias de Estado, Arquivo Público Mineiro, Escola Afonso Pena, Imprensa Oficial, Quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar, forro da Igreja de Santa Efigênia, Casa do Conde de Santa Marinha e Palácio da Justiça.

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© André Fossati Itambé do Mato Dentro - Santo - André Fossati Santo
© André Fossati Itambé do Mato Dentro - Santo - André Fossati Santo
© Maria Lucia Dornas Congonhas - Oseias - Maria Lucia Dornas Oseias
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Det. Fonte da Praça da Liberdade - Maria Lucia Dornas Det. Fonte da Praça da Liberdade
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Det. do Prédio do Centro de Apoio ao Professor - Maria Lucia Dornas Det. do Prédio do Centro de Apoio ao Professor