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A Evolução do Circo no Século 19 e 20

O circo moderno é considerado um espetáculo de variedades, onde homens e animais compartilham o cenário demonstrando suas habilidades, seja na rua, num teatro, numa feira, num hipódromo, numa praça de touros, ou em seu ambiente mais característico, 'na lona'.


Na primeira década do século 20, mais precisamente a partir de 1910, os circos passaram por sérias dificuldades, em virtude da Primeira Guerra Mundial.


Em Minas Gerais, um palhaço teve a iniciativa de fazer o circo–teatro. Foi uma alternativa de acrescentar em seus espetáculos as peças dramáticas, pois, até então, os circenses encenavam sketch e comédia.


À princípio, havia ensinamento oral das falas do drama que seria apresentado, já que a maioria dos artistas não sabia ler e escrever. Mas chegou o momento em que essa realidade precisou ser mudada. Os inúmeros conhecimentos adquiridos com a leitura não impediram que outras vivências fossem transmitidas oralmente. Sabe-se que a alfabetização dos circenses foi um impulso para seu crescimento.


A autora Regina Horta Duarte, destaca que “a partir de 1930-40 começaram a aparecer as primeiras escolas especializadas na formação de artistas e, conseqüentemente, o modelo clássico de circo sofre mudanças. A descentralização do conhecimento marca a mudança, já que, até esse momento, o conhecimento era mantido no interior da lona, em 'posse' da família, transmitido de geração em geração”.


Hoje, com a estruturação técnica científica da Escola de Circo, há um maior intercâmbio de conhecimentos, uma diversificação das modalidades, de números artísticos concretizando um conhecimento mais sistemático, organizado. Todos esses acontecimentos fizeram nascer novos artistas e os circos foram se espalhando e disseminando a cultura circense pelo mundo.


Nova estética visual, produtos mais seguros para o equilibrista, para o trapezista e para o mágico, além de equipamentos de luz e som, contribuem para que a arte circense continue extasiando os espectadores. Valores sociais renovados e atenção especial com a saúde dos artistas e animais foram acrescidos ao mundo do circo.


O modelo 'tradicional' ainda existe na maioria dos circos do Brasil, da Europa e do mundo. Mas, até mesmo o tratamento dos animais e das pessoas são controlados por órgãos especializados.


O  Associação Internacional de Proteção dos Animais vem acompanhando o tratamento dirigido aos bichos e evitando que os circos venham domesticá-los de maneira brutal como ocorria tempos atrás.


A participação de animais será, gradativamente, excluída das apresentações circenses. A intenção é preservá-los e, ao mesmo tempo, proporcionar maior valor às apresentações criativas do ser humano.

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