Cultura

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Glossário Circense

1. Acrobacia
Movimento corporal que revela destreza, agilidade e força. O acrobata é equilibrista, dançarino, malabarista e um artista ginástico. Foram técnicas utilizadas para treinar os soldados chineses em artes marciais.


2. Ágrafos
Povos que não arquivam sua história e sua vivência por escrito. Todo conhecimento e filosofia de vida é passado de pai para filho de maneira tradicional. Evoluindo no tempo e no espaço.


3. Artista Circense
O que diferencia um artista normal de um artista circense é que o circense tem a habilidade de armar e desarmar um circo, sabe como confeccionar um ”pano”, entende de eletricidade, de mecânica, de carpintaria, de pintura, “empatar uma corda” ou um cabo de aço com segurança, além de dominar o próprio aparelho que utiliza para sua apresentação. Arma e desarma cuidando sempre da segurança própria, de seus colegas e do público que o assiste. Sabem preparar a “praça” para o espetáculo, são bons de “picadeiro” e  “bons de fundo de circo”.


4. Artista histrião
É o artista comediante, cômico, palhaço, bufão.


5. Ciganos – Grupos humanos nômades de origem incerta com costumes e línguas que variam entre os muitos grupos em que se dividem:

Os Rom que vivem no Canadá, na África do Sul, na Austrália, no Japão, na Europa Central e Ocidental;

Os Manouche, estabelecidos essencialmente na Itália, França, Alemanha, na antiga Rússia e Canadá;

Os Kalé, ou Gitano que vivem em sua maioria na Espanha, Portugal, França, África do Norte, Alemanha e América do Sul;

Os Ciganos Franceses , Kalé e Manouche são também chamados de Boêmio, pois acreditam que tem suas origens na Boêmia.

No século 19, pesquisadores chegaram ao consenso de que os ciganos tiveram suas origens na região de Gurat, à margem direita do Rio Sind, no norte da Índia. (TEIXEIRA, Rodrigo Correa- História dos Ciganos no Brasil e FILHO,Mello Moraes – Os ciganos no Brasil e Cancioneiro dos ciganos, Editora Itatiaia,BH 1981.


6. Circo
A palavra Circo alude ao Circo Máximo de Roma, construído 70 AC.
 

7. Circo Contemporâneo
Desde 1980 com aparecimento das Escolas de Circo, os artistas formados por estas escolas, se organizam em grupos misturando várias modalidades artísticas e têm trabalhado fora do picadeiro.

 


8. Circo- Família
Característica do Circo no Brasil, do século 19 aos meados do século 20. As famílias tradicionais transmitiam todo aprendizado do ofício, legado pelos antepassados. Era uma vida comunitária, pois, viviam e trabalhavam no mesmo local. Todos deveriam conhecer a arte de armar e desarmar um circo. Respeitavam com rigor a ética, estética artística e cultural da atividade. Havia códigos de convivência. Era a arte e a vida
dos que viviam e trabalhavam “debaixo da lona”.

 


9. Espetáculos Híbridos
Espetáculos que congregam vários tipos de apresentações artísticas circenses, como o ilusionismo, malabarismo, contorcionismo, doma de animais domésticos e selvagens, entre outros.

 


10. Espetáculos de prestidigitação
Arte e técnica de ilusionismo, a arte mágica. Nesta habilidade, o artista, pela ligeireza dos movimentos das mãos, faz deslocar ou desaparecer objetos, iludindo a vigilância do espectador de maneira que parece inexplicável.

 


11. “Gente da Praça”
Pessoas que têm habilidades circenses e fogem com o circo ou a ele se incorporam. Sabem incorporar a filosofia da família circense e sabem discernir a dimensão cultural e ética da vida circense.

 


12. Lei do Circo
T
exto do projeto de lei, feita por Hugo Possolo.

 


13. Malabarista
É o artista que tem a habilidade de destreza de lidar com situações difíceis, inseguras e instáveis. Ele é também pantomineiro que executa jogos com malabares, tais como o equilíbrio e habilidades com as pelotas.

 


14. Palhaço
No Brasil identificamos três tipos de palhaços;

O Excêntrico: é aquele que usa as roupas mais espalhafatosas, sapatos grandes, conta piadas e é o centro de todas as falas.

O Clown (também chamado de “escada”): anda bem vestido, tem conhecimentos intelectuais, é poliglota que auxilia o excêntrico, nas aberturas das apresentações cômicas e intervalos dos espetáculos.

O Toni de Soirée: ele surge na mudança de cenário, fala pouco ou quase nada, tem prática em todos os aparelhos do circo. Faz parodias com todos os artistas que fazem números relevantes nos aparelhos, despertando inúmeras gargalhadas no público.

 


15. Pantomina
É a arte de fazer mímicas e gestos, expressões corporais ou fisionômicas prescindindo da palavra e da música, que pode ser, também, sugerida por meio de movimentos.

 


16. Picadeiro
Área circular e central do circo, onde os artistas realizam suas exibições.
Para o “Circo de Cavalinhos”, a forma circular daria maior comodidade e equilíbrio sobre os cavalos (força centrífuga).

 


17. Saltimbancos
Artistas populares itinerantes que se exibe nos circos, feiras ou por conta própria.

 


Fontes utilizadas:
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda - Editora Nova Fronteira, edição revisada e ampliada 1986.
Enciclopédia Delta Larousse1998
Barsa -1980

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