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Música - Século 19

© Maria Lucia Dornas Mariana - Museu da Música - Maria Lucia Dornas Museu da Música

Nos primeiros anos do século 19, saiu de cena o estilo barroco das composições, entrando o romantismo, que tinha como tema a exaltação da natureza e forma musicais mais maleáveis.


A música erudita religiosa incorporou melodias líricas presentes na música profana. O nome de maior expressão desse período é o do padre João de Deus Castro Lobo, que utilizou em suas obras referências clássicas e românticas.


Apesar da pouca criação musical, surge uma tradição que ainda hoje faz parte da história de Minas: as bandas de música. No embalo das bandas, um novo gênero de composição é feito para os instrumentos de sopro: as músicas sinfônicas. Instrumentos como clarinetes, trompetes, tubas e pratos ganham espaço, possibilitando maior mobilidade às bandas, que passam a se apresentar mais em ambientes abertos, abandonando as igrejas e as casas de óperas. Dobrados, polcas, quadrilhas e outros gêneros semelhantes são amplamente exibidos em praças, coretos e adros de igrejas.


Nessa nova fase da vida econômica do Estado, a Escola Sanjoanense foi a responsável pela produção musical, principalmente na segunda metade do século 19. A grande quantidade de músicos que havia na cidade também foi um fator que fez de São João del-Rei a capital mineira da música. Desse período, podemos destacar os compositores Francisco de Paula Miranda, Joaquim Bonifácio Braziel, Antônio dos Santos Cunha. Martiniano Ribeiro Bastos (cujo nome hoje é dado a uma orquestra) e o principal nome, padre José Maria Xavier, que compôs mais de cem obras catalogadas e outra grande parte ainda à espera de registro.


Em 1878 é inaugurado o prédio da Filarmônica Sanjoanense, que hoje é o Teatro Municipal da cidade. Nesse local, a partir de 1901, o clube Ribeiro Bastos orquestrava os "Concertos Populares", numa forma de popularizar a música erudita. Essa evolução, no entanto, fez a sociedade sanjoanense e mineira em geral mais cosmopolita, buscando a música fora das fronteiras da província. "Minas passou a ser um centro consumidor de música, não mais produtor".

 

 

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