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Ziraldo

Ziraldo Alves Pinto


Cronologia
Nasceu: 24 de outubro de 1932
Natural de Caratinga/MG


Formação
Curso primário Grupo Escolar Princesa Isabel
Curso Secundário Colégio Nossa Senhora das Graças
Bacharel em Direito Faculdade de Direito de Minas Gerais


Atividades
Pintor
Cartazista
Jornalista
Chargista
Teatrólogo
Caricaturista
Escritor.


Trabalhou no jornal A Folha de Minas, sendo responsável por uma página de humor -1954

Colaborador do Jornal do Brasil, onde até hoje, diariamente, publica uma tira de comics - 1963


Trajetória de vida
Seu primeiro desenho foi publicado em 1939, aos seis anos de idade, pelo jornal A Folha de Minas.

Desde a infância, Ziraldo demonstrava gosto pela leitura e desenho. Leu desde Monteiro Lobato às revistas em quadrinhos da época. Quanto aos desenhos, eram feitos até nas calçadas, paredes e salas de aula.

No período da Ditadura, juntamente com outros humoristas, fundou um jornal não conformista, com intenso trabalho de resistência à repressão, conhecido como O Pasquim.

Quando foi editado o AI-5, enquanto alguns se escondiam para fugir à prisão, Ziraldo ajudava a esconder seus amigos. No dia seguinte, foi preso em sua residência e levado para o Forte de Copacabana.

Fez cartazes para diversos filmes, por isso é consagrado nacionalmente e internacionalmente como um dos melhores artistas gráficos da atualidade.

Casou-se com D. Vilma, em 1958, com quem teve três filhos.

Para a inauguração do Canecão, Rio de Janeiro, Ziraldo criou um mural numa parede de mais de cento e oitenta metros quadrados.

Em 1969, Ziraldo publicou seu primeiro livro infantil, Flicts, que é a história de uma cor que não encontrava seu lugar no mundo. Nesse livro usou o máximo de cores e o mínimo de palavras.

A Embaixada Dos Estados Unidos no Brasil presenteou com um exemplar os astronautas americanos que pisaram na lua pela primeira vez, quando visitaram o Brasil. Neil Armstrong leu o livro e comovido, escreveu ao autor: The moon is Flicts - A lua é Flicts .


Principais obras
Flicts (1969)

A Turma do Pererê (revista em quadrinhos, 1964-1984)

O Planeta Lilás (1979)

O menino maluquinho (1980)


Homenagem / Título / Prêmio
Ganhou o Oscar Internacional do Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas - 1969

Mesmo ano, recebeu o prêmio Merghantealler - prêmio máximo da imprensa livre da América Latina

Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira de Livros de São Paulo - 1980

Homenagem dos Correios e Telégrafos ao artista transformando O Menino Maluquinho, Bichinho da Maçã, Turma do Pererê em selos comemorativos do Natal - 1994


Fragmentos de alguns poemas

Flicts

Não tinha a força do Vermelho
não tinha a imensidão do Amarelo
nem a paz que tem o Azul
Era apenas o frágil e feio e aflito Flicts


O Planeta Lilás

E o espaço que era preto
de repente ficou todo colorido em seu painel.
E o bichinho exclamava: Eu sabia!
Eu sabia que outras cores haveria
além do roxo e do violeta do meu planeta lilás!


O menino maluquinho

Era uma vez um menino maluquinho

ele tinha o olho maior que a barriga

tinha fogo no rabo

tinha vento nos pés

(...)

E aí, o tempo passou

e, como todo mundo,

o menino maluquinho cresceu.

cresceu e virou um cara legal.

(...)

E foi aí que

todo mundo descobriu

que ele não tinha sido

um menino maluquinho

ele tinha sido era um menino feliz!

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