Cultura

Manifestações Culturais Tradicionais

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Batuque

Caracterizada por requebros, palmas e sapateados, acompanhados ou não de canto, a dança tem sua origem na África. Hoje, no Brasil, utiliza-se o termo para denominar ritmos marcados por forte percussão.


Podem acontecer variações na coreografia de acordo com a região. Em geral, o batuque acontece em um terreiro com dançadores de ambos os sexos, organizados em duas fileiras – uma de homens e outra de mulheres. Os passos possuem nomes específicos: “visagens” ou “micagens”, “peão parado” ou “corrupio”, “garranchê”, “vênia”, “leva-e-traz” ou “cã-cã”. São executados com os pares soltos que, saindo das fileiras, circulam livremente pelo terreiro. O elemento essencial em toda a coreografia é a umbigada, chamada “batida”: os dançadores dão passos laterais arrastados, depois levantam os braços e, batendo palmas acima da cabeça, inclinam o tronco para trás e dão vigorosa batida com os ventres.


Instrumentos musicais utilizados são: tambu, quinjengue, matraca e guaiá ou chocalho. Todos de percussão.


O batuque é uma dança típica de algumas comunidades quilombolas da região norte de Minas Gerais, como exemplo, a comunidade de Gorutuba no município de Jaíba onde os tocadores utilizam caixas artesanais que fazem a melodia típica, com acompanhamento de palmas.


A comunidade do Paracatu de Seis Dedos em Ponto Chique é um dos locais onde ainda se dança o batuque.


Francisco Cordeiro Barbosa, de Brejo dos Crioulos, comunidade quilombola localizada às margens do rio Arapuim, na divisa dos municípios de São João da Ponte e Varzelândia, conta que a umbigada, uma variação do batuque, não é mais praticada porque estava causando problemas de ciúmes, pois há um cunho sexual muito forte com as batidas leves, que se dá com o ventre.


Na margem esquerda do rio São Francisco a dança é chamada de lundum, enquanto que na margem direita do rio recebe o nome de batuque ou também sapateado.


Mas, infelizmente, existem registros de localidades que não praticam mais a dança. No quilombo de Cama Alta, em Teófilo Otoni, segundo informações de uma moradora, algumas expressões como o batuque de caboclo e a roda de encontro não são mais realizadas pela sua comunidade. Durante essas festas, eram tocados cavaquinho, sanfona, pandeiro, caixa de percussão e pratos com talheres. Esse prato e faca, expressão musical muito antiga, ainda hoje é tocado na região do Recôncavo Baiano.


Fontes
www.lori-moraes.blogspot.com.br

http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_dancas.pdf

www.cedefes.org.br

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