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Coco

"Antes de mais nada convém notar que como todas as nossas formas populares deconjunto das artes do tempo, isto é cânticos orquésticos em que a música, a poesia e a dança vivem intimamente ligadas, o coco anda por aí dando nome pra muita coisa distinta. Pelo emprego popular da palavra é meio difícil da gente saber o que é coco bem. O mesmo se dá com “moda”, “samba”, “maxixe”, “tango”, “catira” ou “cateretê”, “martelo”, “embolada” e outras." (Mário de Andrade)

 


Coco é uma dança bem brasileira, provavelmente surgiu do encontro das tradições da cultura negra e dos povos indígenas. Existem algumas versões sobre suas origens. A primeira diz que o ritmo surgiu no século 17, no Quilombo dos Palmares, região que hoje faz parte do estado de Alagoas. Durante a 
atividade da quebra do coco para se retirar a amêndoa os quilombolas usavam tamancas com solas de madeira e realizavam essa tarefa com movimentos cadenciados.


A outra versão explica
que a tradição da dança do coco surgiu nas comunidades rurais a partir do costume de realizar uma festa em comemoração a construção das casas de pau-a-pique. Os participantes da festa dançavam o coco para comemorar a conclusão da obra e para nivelar o piso das casas.

 

O Coco, que é ao mesmo tempo nome do ritmo e da dança, se difundiu por vários estados do Nordeste do Brasil, estando presente principalmente em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em cada estado apresenta variações na estrutura coreográfica e nas características da música (ritmo, melodias, letras). Da mesma forma, o ritmo recebe nomes diferentes como Coco-de-roda, Coco-de-praia, Coco-de-embolada, Coco-do-sertão, Coco-de-umbigada, Coco-de-ganzá ou Coco-de-Zambê. Embora tenha surgido no interior, o coco se difundiu também pelo litoral destes estados, estando presente nas festas populares de todo o litoral do sertão nordestino.

 

Em Alagoas o coco chegou aos salões no final do século 19, o que fez com que a dança agregasse elementos coreográficos das danças européias.

 

O ritmo é executado por pandeiro, surdo, triângulo e ganzá e acompanhados pelos sons das tamancas de madeira e pelas palmas dos dançadores, além da cantoria com versos simples. A coreografia é realizada em pares, fileiras e rodas e cada grupo recria a dança acrescentando características do grupo e da população local.

 

 


Fonte
http://zabeleparafolclorico.blogspot.com.br/

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