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Nordeste Mineiro

  • Pirapora - Barco de enfeite à margem do Rio São Francisco - Divanildo Marques

Aspectos relevantes que influenciaram na formação da cultura regional


Aspectos Físico-geográficos
Predomínio do Planalto Atlântico com terrenos cristalinos e elevações que variam de 800 a 1800m de altitude. Apresenta vales fluviais que chegam até 200m de altitude.


Relevo
Maciço do Espinhaço
Serra dos Cristais
Serra da Lapa Pintada
Serra dos Poções
Serra do Itambé – Pico do Itambé – 2002 m de altitude.
Serra dos Aimorés


Clima
Semi-Árido, Tropical e Tropical de Altitude.


Vegetação

Matas Tropicais totalmente devastadas desde o período da mineração, Caatinga, Cerrado, Campos Naturais. 

Existem algumas Unidades de Conservação como o Parque Estadual do Rio Preto, Parque Estadual de Biribiri, Parque Estadual do Pico do Itambé, Reserva Biológica Estadual Matas dos Ausentes e Reserva Biológica  Estadual  Mata do Acauã.

Atualmente, há formações vegetais pobres na Bacia do Médio Jequitinhonha, sofrendo com o problema da seca.


Hidrografia
Bacia do Rio Jequitinhonha, com destaque para o Rio Araçuaí, um de seus afluentes. 
Bacia do Doce, destacando-se o Rio Suaçuí Grande.
Bacia do Rio Pardo, com atenção para o Rio Mosquito.
Bacia do Rio Mucuri, na qual sobressai o Rio Todos os Santos, que banha Teófilo Otoni.
Bacia do Rio São Mateus.
                                       
                                       
Aspectos Histórico-sociais
Diferentes culturas se fizeram presentes nesta Região, principalmente as culturas índia, portuguesa e negra. Do índio - a tribo Krenak ainda hoje está presente na região -, o povo herdou a utilização da cerâmica, das construções de pau-a-pique e coberturas de sapé, as danças, as indumentárias e instrumentos utilizados em alguns folguedos, a alimentação e os vocábulos utilizados para denominação de rios, cidades etc; do negro, os cantos, as histórias e a religiosidade popular; e do português, além do aprendizado da língua, as devoções religiosas, danças e folguedos, o sistema de trabalho, etc. As culturas alemã e suíça também contribuíram e ainda contribuem com o processo cultural regional, através da exploração e comercialização de pedras preciosas.


Na formação cultural do povo desta Região, existem influências da Região Cultural da Mineração devido à exploração de ouro e diamantes no local, durante os séculos 18 e 19. A atividade mineradora ali se prolonga até hoje com a exploração do minério de ferro e o garimpo de pedras preciosas e semipreciosas.


Hoje, a base da economia regional é a pecuária extensiva, o extrativismo vegetal, a agricultura de subsistência, a plantação de eucaliptos, o artesanato e a pesca artesanal. O que favoreceu o intercâmbio econômico da região com as outras foi a construção da Rodovia Rio-Bahia - BR 116.


Existem muitas semelhanças culturais entre o povo desta Região e o do Nordeste Brasileiro, cujas origens estão no sistema agrário que se caracteriza pelo latifúndio, monocultura ou pecuária extensiva, paternalismo, escravismo e dependência do poder político ou religioso para a solução de problemas.Conseqüentemente, esse povo ainda é conservador na manutenção de prerrogativas e privilégios, dependente e submisso.


Os contrastes sociais são marcantes. Um exemplo: ricos criadores de gado, donos de grandes latifúndios, e pobres sem terra e trabalho. Nos setores beneficiados, há uma cultura influenciada pelos meios de comunicação, apresentando-se corajosa e ousada. Em outros setores, a cultura é nativa, devido à firmeza e resistência do povo, característica marcante no Vale do Jequitinhonha. Em toda a Região Cultural do Nordeste Mineiro, o povo evidencia hospitalidade, vida familiar, formas de mutirão, músicas, maneiras de dançar e uma religiosidade toda especial.Na região do garimpo, o tipo “aventureiro” e “persistente” ainda vive dias de glória com grandes achados e dias de miséria, quando a busca de pedras preciosas é em vão.


Hoje, essa gente simples e bonita vem, a duras penas, modificando sua maneira de pensar em decorrência de várias atividades sociais e políticas que vêm sendo desenvolvidas pela Igreja Católica Reformada, pelo Movimento dos Sem Terras e pelos Encontros Nacionais das nações indígenas.


As manifestações folclóricas da Região Cultural do Nordeste Mineiro envolvem o rio, as condições climáticas e suas consequências sociais, o gado, a migração, a política e os garimpos. O povo possui uma terminologia própria, usando, muitas vezes, o português arcaico. A tradição oral vem sendo conservada através das músicas com os violeiros nas feiras, mercados e festas.


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