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Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes

© Henry Yu Ouro Preto - Monumento à Tiradentes - Henry Yu Monumento à Tiradentes

Tiradentes      


Cronologia
Nasceu: 1746
Faleceu: 21 de abril de 1792
Filiação: Domingos da Silva Santos e Antônia da Encarnação Xavier
Natural de São João del-Rei – nessa data a Fazenda do Pombal pertencia à circunscrição territorial da Vila de São João del-Rei.


Formação
Autodidata


Atividades
Tropeiro
“Tira-dentes”
Médico Prático
Alferes
Serviu nas forças de defesa contra ameaças externas, Rio de Janeiro - 1777
Comandante do destacamento local, encarregado do Registro instalado em Sete Lagoas - 1780  Comandante do Destacamento do Caminho Novo - 1781
Chefia da comissão militar para averiguar as fronteiras à leste da Capitania, devida a sua “inteligência mineralógica”, segundo o governador - 1784


Trajetória  de  Vida
Aos 11 anos já era órfão de pai e mãe. Teria, então, morado com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão até a idade de 19 anos, quando começa sua atividade como mascate, tornando-se um grande conhecedor das estradas da capitania. Em 1775, com 29 anos, se alista, ganhando a patente de alferes, que hoje corresponde ao posto de 2º Tenente. Paralelo a essas atividades, exerceu a função de “dentista” e de “médico prático”. Segundo ele, possuía “alguma inteligência de curativo” e era “muito conhecido”, por causa dessas atividades. Na década de 80, envolve-se no movimento conspiratório da Inconfidência Mineira.Ele foi o elemento de ligação e o agitador por excelência”(Márcio Jardim). A principal função de Tiradentes no movimento era o de propagandista. Em suas numerosas viagens pela Estrada Real, teve a oportunidade de atrair adeptos para a causa e ser o elo entre mineiros e cariocas. No dia  10 de maio de 1789, Joaquim José foi preso no Rio de Janeiro, jamais voltaria a Capitania das Minas. No primeiro interrogatório diz “que ele não é pessoa que tenha figura, nem valimento, nem riqueza para poder persuadir  um povo tão grande a semelhante asneira” (Autos da Devassa). Prossegue, nos outros depoimentos, negando a participação até 1790 quando, no principio desse ano, confessa sua participação e a propaganda que havia feito. Também demonstrava sua mágoa por ter sido  “quatro vezes preterido na promoção”.


No dia 18 de abril de 1792, na sala do Tribunal do Rio, começa a leitura da sentença, que teve a duração de 18 horas. O Alferes Joaquim José era  condenado à forca e, depois, ao esquartejamento, e as suas partes expostas pela Estrada Real. Foram condenados a mesma pena: Francisco de Paula Freire de Andrade, José Álvares Maciel, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Oliveira Lopes e Luís Vaz de Toledo e Piza. Após quatro horas, foi lida uma carta de clemência de D. Maria I. Com exceção do Alferes, os outros condenados tiveram suas penas comutadas em degredo.


Na manhã de 21 de abril de 1792, Tiradentes, escoltado pela cavalaria do vice-rei, foi conduzido a um grande patíbulo nas cercanias da cidade. Aí, ao redor das 11 horas, sob o rigor do sol, com os regimentos formados em triângulo, depois de discursos e aclamações “à nossa augusta, pia e fidelíssima Rainha”, o bode expiatório foi sacrificado.” (Kenneth Maxwell).


Homenagem / Título / Prêmio
Patrono Cívico da Nação Brasileira

Patrono da Polícia Militar de Minas Gerais

Protomártir da Independência

Data da morte é feriado nacional – 21 de Abril

Centenas de ruas, avenidas e praças com seu nome nas cidades brasileiras.


Comentários
“Devemos, agora, analisar que base intelectual tinha o Alferes Xavier para sustentar toda essa cultura prática. Em outras palavras, a que nível podia ser medida a sua cultura. Pelos dados já transcritos, nota-se, sem margem de erro, ter sido o Alferes um homem dotado de inteligência fora do comum. Não quero dizer que teria sido ele um gênio, excepcional e superior aos homens do seu tempo. O que os documentos demonstram é que sua inteligência, devido às circunstâncias de sua vida, dirigiu-se  a muitos e variados interesses, que testemunham dedicação intelectual, se não superior, pelo menos diferente da maioria dos homens da época em que viveu.Tiradentes é um exemplo típico daquela espécie de homem que, em outra época e circunstâncias, teria podido sistematizar uma vida de sucesso em qualquer profissão.”  (Márcio Jardim)


“Tiradentes era muito conhecido em Minas e no Rio, parte devido à sua habilidade odontológica e de tratar enfermos e em parte devido à força de sua personalidade. Branco, ambicioso, sem propriedades, ele era o produto típico da América Portuguesa em busca de mobilidade vertical na estrutura social sem demonstrar especial preocupação quanto ao modo de consegui-la. Silva Xavier era particularmente amargurado pelo fato de ter perdido status – pois seu pai fora um homem de posição e de propriedades. Para o governo de Lisboa, cada vez mais impressionado com as histórias horríveis contadas a propósito dos acontecimentos franceses, Tiradentes era alguém com todas as características e ressentimentos de um revolucionário. Além do mais, ele se apresentara para o martírio ao proclamar sua responsabilidade exclusiva pela inconfidência... Tiradentes  seria um perfeito exemplo para outros colonos descontentes e tentados a pedir demais antes do tempo. “ (Kenneth Maxwell).

   

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