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Hino de Minas Gerais

O Hino

Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais

Tuas terras que são altaneiras
O teu céu é do puro anil
És bonita oh terra mineira
Esperança do nosso Brasil
Tua lua é a mais prateada
Que ilumina o nosso torrão
És formosa oh terra encantada

Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais

Teus regatos a enfeitam de ouro
Os teus rios carreiam diamantes
Que faíscam estrelas de aurora
Entre matas e penhas gigantes
Tuas montanhas são peitos de ferro
Que se erguem da pátria ao cantil
És altar deste imenso Brasil

Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais


Hino de Minas Gerais
A Constituição Estadual de 1989 estabeleceu pelo art. 7: “São símbolos do Estado a bandeira, o hino e o brasão, definidos em lei.”


Mas Minas Gerais não possui um hino oficial. Para que uma música se torne o hino oficial é necessário que essa seja aprovada em concurso público ou por decreto do governador.


A Secretaria de Estado de Cultura organizou em 1985 um concurso público para a escolha de um hino. Por decisão do corpo de jurados, nenhuma das 72 composições inscritas foi escolhida.


Em 1992, a Assembléia Legislativa organizou um novo concurso com o tema “Inconfidência Mineira”. A comissão julgadora avaliou que “todas as músicas foram desclassificadas porque algumas fugiram do tema Inconfidência Mineira, outras por falta de respeito à métrica e outras por falta de qualidade”. Foram inscritas 570 músicas.


Duas músicas em homenagem ao Estado se tornaram populares. Uma chamada Hino a Minas, letra de João Lúcio Brandão, e música do Padre João Lehmann, muito cantada nas escolas nas décadas de 1920 e 1930 por fazer parte do hinário distribuído nas escolas.


Outra, a conhecida “Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais”. Esse refrão pertence à mais popular e conhecida música sobre Minas Gerais em todo o Brasil, e que muitos pensam ser o hino oficial do Estado.


A música da canção “Oh, Minas Gerais” é de uma valsa italiana chamada Viene Sul Mare, que se popularizou no Brasil através das companhias líricas que se apresentavam no final do século 19 e início do século 20.


Os compositores José Duduca de Morais – De Moraes e Manoel Araújo fizeram uma letra enaltecendo Minas Gerais para a já conhecida música italiana que foi gravada em 1942.


De Moraes
José Duduca de Morais


Cronologia
Nascimento: 1912
Falecimento: 25 de novembro 2002 – Juiz de Fora
Natural de Santa Maria do Itabira


Atividades

Compositor, cantor e violinista


Trajetória de vida
Sua vida artística começou na Rádio PRC-7. Depois foi trabalhar na Rádio Tamoio, na cidade do Rio de Janeiro. Um de seus programas de sucesso foi a “Hora Sertaneja”.  Entre 1943 e 1950, com o parceiro Xerém, formou uma das duplas sertanejas de maior sucesso no Brasil. Entre os anos de 1950 a 1962, formou dupla com a cantora Doquinha – Hermelinda Afonso dos Santos.


Foi autor de mais de 200 músicas, entre valsas, marchinhas, quadrilhas, modas e rasqueados.


Quando De Moraes faleceu, por falência respiratória, vivia de uma pensão de R$ 590,00 e morava em uma simples casa.


'O falecimento, em Juiz de Fora, do compositor itabirano De Moraes comove a gente mineira. Devemos a ele a criação de “Oh! Minas Gerais”, hino do Estado pela vontade popular. Desde que foi gravada pela primeira vez, há sessenta anos, a canção passou a ser entoada em louvor a Minas, a fim de expressar o júbilo da terra natal e os valores da nossa cultura. Tentativas de se escolher e oficializar outro hino contribuíram para fixar, definitivamente, no sentimento geral, os versos de De Moraes, agregados à valsa Viene Sul Mare.


De Moraes deixa obra expressiva que críticos abalizados inscrevem no melhor repertório da música popular brasileira, merecendo respeito e interesse. “À família e aos amigos do ilustre compositor, quero manifestar o pesar e a solidariedade do Povo e do Governo do Estado. Ele será sempre lembrado por ter dado aos mineiros o mais querido símbolo sonoro das Minas Gerais'. Itamar Franco


Principais composições
Linda Curitibana
Mulher Que Não Me Dá
Adeus Mãezinha (c/ Antenógenes Silva)
Adeus Mariquinha
Adeus Moreninha (c/ Antenógenes Silva)
Agradeço a Lembrança (c/ J. R. de Oliveira)
Ai São João (c/ Floriano Rios e César Cruz)
Amor de Vaqueiro (c/ Jeová Rodrigues Portela)
Amor Perfeito (c/ Zequinha Torres)
Arrasta o Pé (c/ Xerém)
Balão Cruz-de-Malta (c/ Vargas Jr.)
Brincando com os Dedos
Cabeça do Janjão (c/ Elpídio Viana)
Caboclo Violeiro (c/ J. Portela)
Carioquinha (c/ César Lúcio da Cruz)
Casamento de Juaninha (c/ Antônio P. Marçal)
Chega de Tanto Sofrer
Chegou Meu Fim
Dança do Calango (c/ J. R. Oliveira)
Dói, Dói, Coração (c/ Antenógenes Silva)
Esperando Meu Benzinho
Eu Sou Marinheiro
Eu Tenho Paixão por Você (c/ Antenógenes Silva e Geraldo Costa)
Gavião do Mar (c/ Manezinho Araújo)
Levanta, Balbina
Meu Balão (c/ Zé Praxedes)
Meu Boi Maiado (c/ Pereira do Carmo)
Meu Nordeste
Meu São João (c/ José Casimiro)
Minha Viola (c/ Marques da Silva)
Não Posso Esquecer (c/ Antenógenes Silva)
Não Posso Viver Sem Ti
Nunca Mais Te Verei (c/ João Bastos Filho)
Partida Cruel (c/ Antenógenes Silva)
Partiu Meu Benzinho (c/ Izari)
Passa pro Lado de Cá (c/ Antenógenes Silva)
O Pau Rolou (c/ Xerém)
Perdoa Mãezinha
Remorso de Caboclo
Santo Antônio Dá um Jeito (c/ Oldemar Magalhães)
São João no Rio (c/ J. Mendonça)
Saudade de Minha Mãezinha
Saudades de Marianinha
Saudades de Minas Gerais (c/ Carlos Filho)
Sonora Saudade (c/ Marinho Silva)
Tirei a Aliança
Triste Caminho (c/ Geraldo Costa)
Triste Fiquei (c/ Antenógenes Silva)
Uma Mulher para Mim (c/ Antenógenes Silva)
Vai-se Embora Saudade
Vamos ao Circo (c/ Lúcio Sampaio)
Vida de Carreiro (c/ Zequinha Torres)
Vida de Roceiro
Viola Entristecida
Zulmira
Zum-Zum no Mar (Motivo popular/Arranjo De Moraes)


Homenagem
Cidadão honorário de Juiz de Fora –1998

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