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Aspectos Econômicos

A história econômica de Minas Gerais teve início com a exploração de ouro e diamantes. A descoberta do ouro no final do século 17 atraiu grandes contingentes de exploradores e deu origem a inúmeros povoados nas regiões auríferas.


Após o apogeu, a atividade mineradora entrou em progressivo declínio por volta de 1750, em decorrência do esgotamento das reservas, sem que houvesse gerado expansão econômica. Seu legado mais importante foi um rico acervo de arte colonial mineira, mundialmente conhecido.


Encerrada essa fase, a política de isolamento, antes imposta à região mineradora como forma de exercer maior controle sobre a produção de pedras e metais preciosos, ainda inibia o desenvolvimento de outras atividades econômicas de exportação, forçando a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar, algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas autossuficientes, autárquicas e independentes. A estagnação econômica de Minas, como a de todo o Brasil, somente foi rompida no Primeiro Império com o surgimento de uma nova e dinâmica atividade exportadora, o café.


A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século 19. Localizou-se inicialmente na Zona da Mata, onde se difundiu rapidamente, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infraestrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República.


As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas principalmente nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais.


O predomínio da cafeicultura só vai se alterar, gradualmente, no período de 1930/50, com a afirmação da natural tendência do Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Nesse particular, merecem destaques a construção da Cidade Industrial entre os limites de Belo Horizonte e Contagem e a criação da Cia. Vale do Rio Doce em 1942 por Getúlio Vargas.


Ainda na década de 50, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator que contribuiu para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infraestrutura - sobretudo na área de energia e transportes - cujos resultados se traduziram na construção da barragem de Três Marias; na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG e na expansão da malha rodoviária estadual, com destaque para a inauguração da Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, no fim da década.


Nos anos 60, a ação do Governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional requerido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira.


A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 60, encontrou grande ressonância junto a investidores nacionais e estrangeiros. Já no início dos anos 70, o Estado experimentou uma grande arrancada industrial, com a implantação de inúmeros projetos de largo alcance sócio-econômico. O parque industrial mineiro destacou-se nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes.


Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o País registrou um crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira perdurou até 1980, quando o País passou a explorar, entre outras, as jazidas do complexo Carajás. Entretanto, em 1999, o Estado ainda respondia por 53% do valor da produção mineral brasileira do setor de metálicos.


A estrutura econômica atual (2003) do Estado é bastante influenciada pelo setor industrial, responsável por 42,8% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui com cerca de 8,5% e o setor de serviços, com 48,7%.


Esses indicadores caracterizam a grande transformação ocorrida nas últimas décadas.


O estado de Minas Gerais disputa com o Rio de Janeiro o segundo lugar em importância econômica no país, após São Paulo. Participa com 10% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) e se destaca no cenário nacional em diversos setores industriais: 30% da produção nacional de automóveis; 38% da produção de aço; 53% da produção nacional de ferro gusa; e 25% da produção de cimento. A agropecuária de Minas Gerais, que mantém a liderança nacional, ocupa quase 70% do território, principalmente no Triângulo Mineiro, Sul e Sudeste do Estado. Sua participação é relevante em diversos segmentos: possui o maior rebanho bovino do país, com 22 milhões de cabeças (13% do total); é o maior produtor de leite (32% da produção nacional); responde por metade da produção nacional de café; e se destaca ainda entre os principais estados produtores de abacaxi (34%), batata (27%), alho (21%) feijão (12%) e milho (10%), entre vários outros produtos agrícolas.


No setor de mineração, destaca-se como grande reserva mineral do país: o valor de sua produção corresponde a 1/3 do total brasileiro.


As exportações do estado representam cerca de 13% do total nacional, ressaltando-se que entre os principais produtos exportados por Minas Gerais estão automóveis, autopeças, minério de ferro, produtos de aço e café.


O PIB do Estado em 2011 foi de R$386.156 milhões correspondendo a 9,3% do PIB brasileiro.


Fonte: Itamaraty - Ministério das Relações Exteriores

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