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18. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada

Antônio Carlos de Andrada

Antônio Carlos Ribeiro de Andrada


Cronologia
Nasceu: 5 de setembro de 1870
Faleceu: 1º de janeiro de 1946
Filiação: Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Adelaide Feliciana de Lima Duarte
Natural de Barbacena/MG


Formação
Bacharel em Direito - Faculdade de São Paulo - 1891


Atividades
Advogado
Promotor Público em Ubá/MG
Professor de Direito Comercial
Juiz Municipal da Comarca de Palma/MG
Presidente da Câmara de Vereadores em Juiz de Fora/MG
Secretário de Finanças do Estado de Minas Gerais
Prefeito de Belo Horizonte/MG
Senador estadual - 1907 a 1910
Deputado federal -1911 a 1911 - 1912 a 1914 - 1915 a 1917 - 1919 a 1920 - 1921 a 1923 - 1935 a 1937
Constituinte - 1933 a 1934
Ministro da Fazenda - 1917
Senador da República - 1925 a 1926
Presidente do Estado de Minas Gerais - 1926 a 1930
Membro do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro

 

Trajetória de vida
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada vem de uma família de longa tradição política, era sobrinho-neto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o 'Patriarca da Independência'.


Na época em que estudava Direito em São Paulo, aderiu ao movimento republicano. Posteriormente, ao retornar a Barbacena, criou o Partido do Operariado Barbacenense, que durou apenas três semanas. O manifesto escrito por Antônio Carlos usava termos que, nessa ocasião, eram restritos aos marxistas, como "proletariado" e "classe social".


Sua primeira experiência na vida pública foi como presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, cargo que, no princípio do século 20, correspondia ao de prefeito. Nesse período, começou a lecionar sobre Finanças e Direito Comercial, temas com os quais se identificou. Seu destaque como professor dessa área acabou motivando o convite do Presidente de Estado Francisco Sales para que ele ocupasse a pasta da Secretaria das Finanças. Nesse mandato, procurou dar apoio à economia cafeeira; uma das ações foi a organização de um congresso para as classes produtoras de café em Juiz de Fora.


No governo de Wenceslau Braz, período da Primeira Guerra Mundial, ocupou o cargo de ministro da Fazenda. Entre os anos de 1922 e 1926, foi líder do presidente Arthur Bernardes na Câmara dos Deputados, apesar de não ser aliado político do presidente. O governo de Bernardes, marcado pelo "estado de sítio", fez com que ele, presidente, tomasse a decisão de enviar à Câmara dos Deputados um projeto para instituir no País a pena de morte. Antônio Carlos, de formação liberal, conseguiu postergar o assunto, e, por essa razão, o projeto jamais foi apresentado ao Congresso Nacional.


Em 1926, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada foi eleito presidente de Minas Gerais, cargo que ocupou até 1930.


Ações de Antônio Carlos na Presidência do Estado:
Criação da Universidade de Minas Gerais, que nomeou como primeiro reitor o jurista Mendes Pimentel.
Prosseguimento da organização da Escola Agrícola de Viçosa, futura Universidade de Viçosa.
Reforma do ensino primário. Para isso, trouxe da Europa uma equipe de pedagogos, entre eles Helena Antipoff, que se tornou referência na área educacional do Estado. Essa reforma acabou se estendendo por outros Estados.
Realização do 1º Congresso de Ensino
Criação do Instituto de Educação. A novidade era o curso de Administração Escolar, que se transformou depois no curso de Pedagogia.
Construção de inúmeras escolas no Estado.
Início da construção da Penitenciária Agrícola de Ribeirão das Neves.
Construção do Manicômio Judiciário em Barbacena.


Ampliação das rodovias e do sistema de telefonia do Estado de Minas Gerais


Antônio Carlos foi um dos articuladores da Aliança Liberal. João Pessoa, da Paraíba, e Antônio Carlos, de Minas, apoiavam a candidatura do gaúcho Getúlio Vargas, em contraposição ao paulista Júlio Prestes, candidato oficial à Presidência da República, indicado por Washington Luís.


Com Getúlio vitorioso, Antônio Carlos passa a participar do governo de forma discreta. Foi dele a indicação do nome de Benedito Valadares para interventor no Estado após a morte de Olegário Maciel.


Foi eleito deputado federal nas eleições de 1933 e presidiu a Assembléia Nacional Constituinte. Após a promulgação da nova Constituição, exerceu o cargo de presidente da Câmara dos Deputados. Em setembro de 1936, apresentou o pedido de renúncia por discordar dos rumos totalitários que tomava a política getulista. A renúncia não foi aceita pelos colegas da Câmara, e o fato acabou se tornando uma atitude contra Vargas. Em 1937, Getúlio Vargas dá o golpe de Estado, e é instituído no País o Estado Novo; no mesmo dia do golpe, Antônio Carlos foi preso, ficando sob detenção domiciliar. Após esse episódio, ele se distancia da vida política.


Em 1942, em uma entrevista ao jornalista Samuel Wainer, Antônio Carlos diz: "As democracias vencerão a opressão; sou virtualmente contra as ditaduras". Essas palavras estamparam a primeira página da revista "Diretrizes" e tiveram grande repercussão nacional, apesar da tentativa de impedir a distribuição da revista. Três anos depois, começaria a redemocratização do Brasil.


Nas vésperas da renúncia de Getúlio Vargas, Antônio Carlos declarou em Juiz de Fora: "Tirar o país dos trilhos da legalidade é fácil, mas o difícil é fazê-lo voltar à situação anterior".



Homenagem:
Em justa homenagem dá nome:
Cidade de Antônio Carlos - Minas Gerais
Cidade de Antônio Carlos - Santa Catarina
Avenida Presidente Antônio Carlos - Belo Horizonte
Avenida Presidente Antônio Carlos - Rio de Janeiro
Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC/ diversas cidades de Minas
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos - Araguaína/Tocantins

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