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19. Gustavo Capanema Filho

Gustavo Capanema

Gustavo Capanema Filho

Cronologia
Nasceu: 10 de agosto de 1900
Faleceu: 10 de março de 1985, Rio de Janeiro
Filiação: Gustavo Xavier da Silva Capanema e Marcelina Júlia de Freitas Capanema
Natural de Pitangui/MG

Formação
Faculdade de Direito de Minas Gerais - 1923.

Atividades
Vereador de Pitangui/MG - 1927
Oficial de gabinete do governo de Olegário Maciel
Secretário do Interior e Justiça do governo de Olegário Maciel
Participou da fundação do Partido Social Nacionalista (PSN) - 1932
Presidente do Estado de Minas Gerais - setembro a dezembro de 1933
Ministro da Educação e Saúde - 1934 a 1945
Ministro do Tribunal de Contas da União - 1959 e 1961
Mandato no Senado Federal - 1970 a 1979

Trajetória de vida
Capanema iniciou seus estudos em Pitangui, transferindo-se em seguida para Belo Horizonte onde frequentou os colégios Azeredo, Arnaldo e o Ginásio Mineiro. Em 1920, ingressou na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Lá se tornou amigo de Abgar Renault, Mário Casassanta, Gabriel Passos e Emílio Moura, que mais tarde formaria junto a Capanema o grupo conhecido como "os intelectuais da rua da Bahia", do qual também faziam parte Carlos Drummond de Andrade, Mílton Campos, João Alphonsus e João Pinheiro Filho.

Iniciou sua vida política em 1927, aos 27 anos, quando foi eleito vereador de Pitangui. Pouco depois, em 1929, com o rompimento do pacto entre as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo em torno da próxima sucessão presidencial, Capanema aderiu à Aliança Liberal - coligação que reunia os líderes políticos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.

Em 1930, ele apoiou à candidatura presidencial de Getúlio Vargas; na mesma ocasião, o primo de Capanema, Olegário Maciel, elegeu-se para o governo de Minas, e Gustavo Capanema foi nomeado seu oficial de gabinete e, logo em seguida, secretário do Interior e Justiça.

Em 1931, o coronel Júlio Pacheco de Assis, comandante do 12º Regimento de Infantaria de Belo Horizonte participou de um golpe articulado pelo ministro Osvaldo Aranha e contou com a participação de políticos mineiros descontentes com os rumos da política estadual, além da conivência do próprio presidente da República. A intenção do coronel Pacheco de Assis era afastar Olegário Maciel do seu cargo, assumindo assim, o governo do Estado.

Capanema liderou a reação a esse golpe e meses depois atuou como intermediário no processo de reaproximação entre Vargas e Olegário com o objetivo de recuperar confiança e evitar uma possível aliança entre Minas Gerais e São Paulo. Desempenhou ainda importante papel nas negociações que deram origem ao chamado 'Acordo Mineiro', em fevereiro de 1932.

Com a morte de Olegário Maciel, no dia 5 de setembro de 1933, Capanema assumiu a interventoria federal em Minas.

Em 1934, Vargas venceu a eleição para a Presidência da República e surpreendeu a todos nomeando o deputado Benedito Valadares para o cargo máximo do governo mineiro. Em compensação, Capanema foi designado pelo presidente para dirigir o Ministério da Educação e Saúde.

Como ministro realizou obras importantes, entre as quais se destaca a criação de órgãos nacionais como a Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e o Instituto do Livro. Além do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) e a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, que viria a ter profunda influência no ensino médio e superior.

Durante a sua gestão, a reforma do ensino secundário se efetivou com a promoção do ensino técnico e profissionalizante e, por meio de convênios com entidades empresariais, deu origem ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

Gustavo Capanema ocupou o cargo até 1945, quando foi eleito deputado federal constituinte em Minas Gerais. Permaneceu na Câmara dos Deputados até 1970. Em 1975, foi eleito para a Academia de Letras, na cadeira de nº 29. Mais tarde conquistou um mandato no Senado Federal, onde permaneceu até 1979, quando encerrou sua carreira política.

Casou-se com Maria de Alencastro Massot, filha do coronel Afonso Emílio Massot, comandante por mais de 20 anos da Brigada Militar do Rio Grande.Teve dois filhos.

Homenagem
Em justa homenagem seu nome foi dado a:
Palácio Gustavo Capanema
Por sua importância, e particularidades do projeto arquitetônico, o edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), três anos após sua inauguração, ocorrida em 1945. O edifício, sede do Ministério da Educação, tem 14 andares. Foi construído entre os anos de 1937 e 1945 e é considerado um ícone da arquitetura moderna brasileira e mundial por ser projetado por uma equipe de arquitetos e incluir grande número de obras de arte.


Bachiana brasileira nº 7
Importante peça sinfônica do Heitor Vila-Lobos, composta em 1942, dedicada a Capanema. Encontra-se depositada no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas.

 

 

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