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35. Itamar Augusto Cautiero Franco

Itamar Franco

Itamar Augusto Cautiero Franco

Cronologia
Nasceu: 28 de junho de 1930
Faleceu: 02 de julho de 2011
Filiação: Augusto César Stiebler Franco e Itália Cautiero Franco
Natural de Salvador/BA

Formação
Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade de Juiz de Fora - 1955
Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas

Atividades
Auxiliar de estatística do IBGE
Topógrafo do DNOS
Diretor da Divisão Industrial de Juiz de Fora
Diretor do Departamento de Água e Esgoto de Juiz de Fora
Eletrotécnico
Industrial
Engenheiro
Servidor público
Administrador
Prefeito de Juiz de Fora/MG - 1967 a 1971 e 1973 a 1974
Senador - 1975 a 1983 e 1983 a 1990
Vice-presidente da República - 1990 a 1992
Presidente da República - 1992 a 1994
Governador de Minas Gerais - 1999 a 2003
Embaixador do Brasil na Itália - 2004 a 2005

Trajetória de vida
A naturalidade baiana de Itamar Franco se justifica: ele nasceu a bordo de um navio. Sua mãe, recentemente viúva, registraria o filho em Salvador, onde morava um tio. Sua família era de Juiz de Fora, onde ele cresceu e se formou em Engenharia Civil em 1955.

Iniciou a vida política em 1967, quando foi eleito prefeito em Juiz de Fora. Foi eleito para mais um mandato em 1973, mas ficou no cargo por apenas um ano, já que concorreu e ganhou uma vaga no Senado. Em 1982, é reeleito para o cargo. Disputa o governo de Minas em 1986, mas é derrotado por Newton Cardoso.

Em 1989, Itamar filia-se ao desconhecido Partido da Reconstrução Nacional (PRN) para ser candidato à vice na chapa de Fernando Collor de Melo. Em 1992, Collor é acusado de corrupção e renuncia ao cargo no dia 27 de dezembro. Itamar assume o País com uma inflação de 1.100% em 1992. No ano seguinte, a inflação atingiria 6.000%. Em meio a essa crise, várias cabeças de ministros da Economia rolaram, até que Fernando Henrique Cardoso chega com a proposta de implantar o Plano Real, uma idealização do economista Edmar Bacha. O plano dominou a hiperinflação.

Em seu mandato também foi realizado um plebiscito que decidiria qual a forma e o sistema de governo no País. Quase 30% dos votantes não compareceram ao plebiscito ou anularam o voto. Dos que comparecem às urnas, 66% votaram a favor da República, contra 10% favoráveis à Monarquia. O Presidencialismo recebeu 55% dos votos, ao passo que o Parlamentarismo obteve 25% dos votos. Em função dos resultados, foi mantido o regime republicano e presidencialista.

Em 1998, Itamar elege-se governador de Minas pelo PMDB. Governo bastante turbulento, logo no primeiro dia, Itamar decreta a moratória do Estado. Essa atitude polêmica levou Itamar a ser acusado pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de agir contra a estabilidade de regras necessária à atração de investimentos estrangeiros. Outro episódio marcante foi sua reação contra a privatização de Furnas, quando a Polícia Militar foi mobilizada para intervir no caso.

Nas eleições de 2006, Itamar candidata-se ao cargo de senador, mas não consegue ser eleito.

Homenagens
Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha - Governo da Alemanha - 1982
Comenda Henrique Guilherme Halfeld - Prefeitura Municipal de Juiz de Fora - MG - 1984
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar - 1990
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Aeronáutico - 1990
Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco - Ministério das Relações Exteriores - 1990
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Naval - 1991
Grã-Cruz da Ordem do Mérito das Forças Armadas - 1991
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário Militar - 1993
Grão-Colar da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho - 1993
Ordem do Mérito Legislativo de Minas Gerais - Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais - 1993
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito - 1993
Grão-Colar da Ordem do Libertador San Martin - Governo da Argentina - 1993
Grande Colar da Ordem da Inconfidência do Estado de Minas Gerais - Governo do Estado de Minas Gerais - 1994
Grande Colar Marechal Francisco Solano Lopez - Governo do Paraguai - 1994
Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo - Governo de Portugal - 1995
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho de MG - 2000
Ordem do Mérito da Cidade de Niterói/RJ - Câmara Municipal de Niterói/RJ - 2000
Comenda Centenário de Milton Campos - Câmara Municipal de Ponte Nova/MG - 2000
Colar do Mérito Judiciário Militar de Minas Gerais - Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais - 2000
Comenda da Paz Chico Xavier - Governo do Estado de Minas Gerais - 2001
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cartográfico - Sociedade Brasileira de Cartografia, Geodésia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto - 2002
Comenda do Mérito Legislativo - União dos Vereadores do Estado de Minas Gerais - set./2002
Medalha Machado de Assis - Academia Brasileira de Letras - 1993
Medalha da República - Governo do Uruguai - 1993
Medalha 2 de Julho - Prefeitura Municipal de Salvador/BA - 1993
Medalha Alferes Tiradentes - Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - 1999
Medalha do 5º Centenário de Portugal - Governo de Portugal - 1999
Medalha Cel. Fulgêncio - União Reformados da Polícia Militar - 1999
Medalha do Mérito Policial Civil - Secretaria de Estado de Segurança Pública - 2000
Medalha Juscelino Kubitschek - Governo do Estado de Minas Gerais - 2000
Medalha Pedro Álvares Cabral (500 anos do Brasil) - Câmara Municipal de Mariana/MG - 2000
Medalha Sobral Pinto - Câmara Municipal de Barbacena/MG - 2000
Medalha Gustavo Capanema - Governo do Estado de Minas Gerais - 2000
Medalha de Ouro JK - 100 anos - Ministério da Cultura - 2002
Doutor honoris causa da Universidade Federal de Lavras - UFLA - set./2002
Doutor honoris causa da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes - Set/2002

Fragmentos de discursos

"[...] O Brasil está pronto para ocupar o futuro. O que lhe cabe, agora, é crescer na prosperidade comum. A criminalidade encontra os meios de sua realização porque o Estado se ausentou das regiões de pobreza [...]."
Discurso de posse, em 29 de dezembro de 1992

" [...] Desenvolvimento econômico e razão política dependem da vida de todos os brasileiros e só a democracia poderá liberar as energias criadoras da nacionalidade. [...] Tenho profunda fé no destino de nosso país. [...] Quero agradecer a cada um de vocês por ter me incentivado com o seu apoio e com a sua crítica nestes dois anos de governo. [...]."
Discurso na última reunião ministerial em 30 de dezembro de 1994.

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