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Entrevista Ubiraney de Figueiredo Silva - presidente do Circuito Turístico do Ouro

© Divulgação/Guilherme Bergamnini Divulgação/Guilherme Bergamnini

Descubraminas - O Circuito do Ouro é sem dúvida sinônimo de história. Como o Circuito está celebrando os 300 anos de elevação à Vila de Mariana, Ouro Preto e Sabará?
Ubiraney de Figueiredo Silva
 - Com muita alegria! Na verdade os municípios se organizaram e estão ofertando uma variedade de atividades em comemoração aos 300 anos de elevação à Vila. Mariana por exemplo, no dia 08 de abril comemorou os 300 anos da primeira Vila de Minas com missa, concerto do Órgão Arp Schnitger, seresta dentre outras apresentações. Mais uma vez a produção e a oferta cultural do Circuito do Ouro valorizam o nosso calendário e ofertam qualidade artística para uma data tão especial. Celebrar estas datas fortalece o espírito cidadão das comunidades e enaltece o cenário e o legado histórico de um passado calcado em coragem, ousadia e determinação. A contribuição dada por estas cidades para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e industrial de Minas e do Brasil são até hoje reconhecidos e reverenciados por todos e isso amplia a alegria de celebrar os 300 anos por todo o território nacional.


DM - Como o Circuito do Ouro analisa a infraestrutura das três cidades?
UFS -
São três importantes cidades do período colonial brasileiro e que nos oferecem um legado de história, arte e desenvolvimento social. Naturalmente que com o aumento natural das respectivas populações e com o concorrido aumento do fluxo de turistas, os municípios precisaram se organizar para tais demandas. Turisticamente falando, temos desenvolvido na Associação do Circuito do Ouro, programas inteligentes que auxiliam as administrações municipais neste contexto. Seria ousada uma avaliação do Circuito do Ouro sobre a infraestrutura geral dos municípios uma vez que não participamos do dia-a-dia administrativo das mesmas. No entanto, no que tange a sua preparação para o desenvolvimento do turismo, observamos uma atenção bastante especial para a implementação de políticas públicas consistentes para que as cidades funcionem bem, ofereçam bons serviços e tenham a sua cadeia produtiva capacitada e, sobretudo, profissionalizada.


Naturalmente que percebemos ainda lacunas em algumas questões, como sinalização e conservação nas vias de acessos aos municípios, sensibilização de comunidades acerca da importância do papel cidadão da comunidade. Já que estamos às vésperas de eventos importantes como a Copa do Mundo em 2014 e até mesmo as Olimpíadas de 2016. O fato é que chegamos aos 300 anos de história com administrações modernizadas, conscientes e sensíveis às necessidades de investimentos e aprimoramento dos processos de gestão, estão economicamente equilibradas já que a região é rica comercialmente, industrializada e por consequência beneficiada por este legado. Esta percepção é um alento, pois nos confirma que o patrimônio cultural existente em nossa região estará protegido por mais alguns séculos.


DM - Quais são os pontos fortes das três cidades?
UFS -
Apesar da riqueza mineral e industrial, peço licença para destacar aqui a potencialidade para a vocação turística. Minas Gerais possui em média 60% do patrimônio cultural edificado do Brasil e o Circuito do Ouro possui algumas pérolas deste cenário colonial. Entre eles destacamos os tricentenários municípios de Sabará, Ouro Preto e Mariana. A eles, ouso atribuir como ponto forte à tradição dos festejos religiosos, a riqueza arquitetônica ali encontrada, o mistério e o lirismo das caminhadas pelas ruas, becos e vielas levando-nos às mais saborosas sensações. Sem pestanejar, aproveito para confirmar o peso da tradição gastronômica que também se destaca neste trio centenário do Ouro. Enfim, as três cidades são representantes fortes e dignos de um Brasil colonizado, ambicioso, politizado, historicamente ativo e culturalmente diversificado. Somos um povo unido, longevo e disposto a mostrar a nossa força de braços abertos para o mundo!


DM - Quais são os desafios que o Circuito do Ouro tem no seu dia a dia?
UFS -
Como toda Instância de Governança Regional, o Circuito Turístico do Ouro vivencia hoje o desafio da implantação plena das políticas públicas de desenvolvimento do setor turístico nos municípios filiados. A política de Regionalização trabalhada pelo Ministério do Turismo deixa claro que o comportamento dos gestores e dos atores locais precisa mudar, até porque o pensamento e a lógica de desenvolvimento também já mudaram. Somos mineiros e historicamente carregamos a fama de conservadores, nem por isso, deixamos de encarar a modernidade deste contexto. Prova disso foi o reconhecimento que recebemos em 2009 pelo MTUR quando fomos premiados como o Melhor Planejamento e Gestão do Turismo Regional. Este prêmio veio confirmar que estamos seguindo na atual gestão do Circuito do Ouro, um bom caminho que contempla a modernização da gestão turística e auxilia as secretarias municipais na implantação dos equipamentos e serviços necessários ao desenvolvimento local, in loco em cada cidade. Fácil não é, mas é necessária a persistência, a boa argumentação com os municípios e seus gestores, além de entender o panorama de dificuldades por eles encontradas, pois é ai que começa o nosso planejamento de novas ações.


DM - Como o Circuito do Ouro está se preparando para a copa de 2014?
UFS -
Estamos bastante preocupados com os eventos que estão chegando ao Brasil de 2013 em diante. São conquistas importantes para nosso país e que trarão responsabilidades maiores ainda para nossos municípios. De uma coisa temos certeza, o comprometimento com os bons resultados, com o bom desempenho das cidades no que tange ao crescimento de fluxo e aumento de arrecadações através da cadeia produtiva do turismo, não pode ser preocupação apenas dos gestores municipais. Estas discussões precisam chegar literalmente às comunidades, pois é ali que está a oferta de mão de obra, a expectativa de qualidade de serviços e naturalmente o conhecimento que será necessário neste momento de grande mobilização.Torcemos pelos melhores resultados, mas sabemos que temos um enorme trabalho de sensibilização e transformação de costumes daqui pra frente.


DM - Para finalizar deixe uma mensagem ou um convite para o internauta visitar as três cidades.
UFS - Reporto-me aos mistérios e segredos das ruas sabarenses, aos sabores históricos ouropretanos e à pureza melódica e contrita das melodias sacras geradas em terras marianenses para confirmar que o peso histórico e religioso de Minas Gerais está marcado nestes 300 anos de progresso e o melhor, ainda muito presentes nas cidades e conservados pelo povo. Hoje, três séculos depois, nossa cultura é produto turístico, nosso casario objeto de estudo nas escolas, nossas serras orgulho ambiental e nossa gente exemplo de coragem e desenvolvimento. São argumentos fortes e convincentes a um passeio pelas terras acolhedoras do Circuito do Ouro de Minas Gerais. Vivencias variadas e sensações das mais diversas! Cores, sabores, aromas, sons e emoções. O Circuito do Ouro oferece história, aventura, gastronomia, bons eventos e calor humano. Aproveite a ocasião e venha confirmar, que Sabará, Mariana e Ouro Preto estão melhores e mais lindas 300 anos depois! 

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