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24. José Francisco Bias Fortes

Bias Fortes

José Francisco Bias Fortes


Cronologia
Nasceu: 3 de abril de 1891
Faleceu: 30 de março de 1971
Filiação: Crispim Jacques Bias Fortes e Adelaide Araújo Bias Fortes
Natural de Barbacena


Formação
Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas da Faculdade de Direito de Minas Gerais - 1912


Atividades
Advogado
Vereador em Barbacena/MG - 1912 a 1914
Deputado estadual - 1914 a 1918, 1918 a 1922, 1922 a 1925
Deputado federal - 1925 a 1926, 21/5/1930 a 24/10/1930, 1934 a 1937, 1946 a 1950
Secretário de Segurança e Assistência Pública - 1926 a 1929
Secretário de Interior e Agricultura - 1928 a 1929
Membro da Assembléia Constituinte Nacional - 1933 a 1944
Diretor do Jornal de Barbacena
Prefeito de Barbacena - 1937 a 1945
Presidente do Conselho Superior da Caixa Econômica Federal
Governador de Minas Gerais - 1956 a 1961


Trajetória de vida
O gosto pela política veio de berço. José Francisco Bias Fortes é filho de Crispim Jacques Bias Fortes, importante chefe político mineiro, que foi deputado da Assembléia Provincial de 1882 a 1889, participou da fundação do Partido Republicano Mineiro (PRM) em 1888, foi senador estadual de 1891 a 1894 e presidente de Minas Gerais de 1894 a 1898.


Após bacharelar-se em Direito, Bias Fortes, o filho, retorna a Barbacena e abre uma corretora de seguros. Em seguida, elege-se vereador da cidade. Ocupa a Câmara de Barbacena por pouco tempo, no entanto. Em 1914, chega à Assembléia Legislativa de Minas como deputado mais votado, com 35 mil votos. Foi eleito para o mandato mais duas vezes consecutivas.


Em 1924, o deputado federal Antônio Carlos Ribeiro de Andrada elegeu-se ao Senado, deixando assim uma vaga na bancada mineira da Câmara Federal. Bias Fortes candidatou-se a ocupá-la pelo Partido Libertador de Minas Gerais. Eleito, renunciou à sua cadeira na Câmara Estadual e assumiu o novo mandato em agosto de 1925. Embora a legislatura terminasse em dezembro de 1926, Bias Fortes deixou a Câmara em setembro daquele ano, aceitando o convite de Antônio Carlos, que então assumia a Presidência de Minas Gerais, para ocupar a recém-criada Secretaria de Segurança e Assistência Pública.


No movimento revolucionário de 1930, Bias Fortes apoiou a Aliança Liberal. Nessa época debatia-se também a sucessão governamental mineira, firmando-se dentro do PRM a candidatura de Fernando de Mello Vianna, vice-presidente do Brasil. Antônio Carlos indicou Olegário Maciel, presidente do Senado estadual, como candidato à sucessão. Diante de sua preterição, Mello Vianna rompeu com o PRM e aderiu à Concentração Conservadora. Em solidariedade a Mello Vianna, Bias Fortes demitiu-se da Secretaria de Segurança. Outra conseqüência da cisão no PRM foi o início do conflito entre os Bias Fortes e os Andradas em Barbacena. Desde então, as duas famílias passaram a disputar a hegemonia da política municipal.


Em junho de 1931, o ministro da Justiça, Osvaldo Aranha, rompeu publicamente com a Legião Mineira, criando dentro do Governo Provisório um foco de oposição a Olegário Maciel. Em 15 de agosto de 1931, o PRM instalou um congresso em Belo Horizonte, ocorrendo então uma série de pronunciamentos e denúncias contra atos do governo estadual. Nesse clima de tensão, no dia 18 seguinte acontece uma tentativa de deposição de Olegário promovida por alguns congressistas, entre eles Bias Fortes e Cristiano Machado, com o apoio velado de Osvaldo Aranha. O golpe foi reprimido com facilidade, devido à pronta intervenção da Força Pública. Vários perremistas, entre eles Bias Fortes, foram presos e recolhidos durante dois dias na Secretaria do Interior.


Com a extinção do PSN em decorrência das posições divergentes assumidas por seus membros ante a Revolução Constitucionalista, ocorrida em São Paulo de julho a outubro de 1932, Bias Fortes organizou, ao lado de Antônio Carlos Venceslau Brás, José Monteiro Ribeiro Junqueira, Gustavo Capanema e Virgílio de Melo Franco, o Partido Progressista (PP) de Minas Gerais, fundado em janeiro de 1933.


Em junho de 1937, Bias Fortes ingressa no Partido Nacionalista de Minas Gerais, fundado pelo governador Benedito Valladares para se opor a Antônio Carlos e apoiar a candidatura de José Américo de Almeida à Presidência da República nas eleições marcadas para janeiro do ano seguinte. Ainda em 1937, Bias Fortes assume a direção do Jornal de Barbacena e passou a disputar o controle político de sua cidade com seu concunhado José Bonifácio Lafayette de Andrada. Com a instauração do Estado Novo em novembro de 1937 e o conseqüente fechamento dos órgãos legislativos do País, Bias Fortes perde seu mandato de deputado e é nomeado prefeito de Barbacena.


Para as eleições estaduais de 1950, existiam dentro do PSD duas correntes: a que apoiava Juscelino Kubitschek e a que se inclinava por Bias Fortes. No dia 10 de junho de 1950, a Comissão Executiva do PSD mineiro promoveu uma série de reuniões para a escolha do candidato. Enquanto Juscelino recebia o apoio do PR, Bias Fortes era o candidato do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro. Em 20 de julho, realizou-se a reunião da comissão executiva do PSD e nela Kubitschek foi escolhido candidato por 13 votos contra dez dados a Bias Fortes.


Em abril de 1955, a Comissão Executiva do PSD mineiro reuniu-se mais uma vez para a escolha do candidato à sucessão estadual. Apesar da resistência de Benedicto Valladares, com quem se desentendera politicamente, Bias Fortes contava com o apoio de Kubitschek e de José Maria Alckmin, e teve seu nome indicado por unanimidade, sendo homologada sua candidatura em maio seguinte, quando da convenção do partido. Nas eleições de outubro, Kubitschek elegeu-se presidente da República, e Bias Fortes, derrotando o udenista Olavo Bilac Pinto, elegeu-se governador de Minas, assumindo o mandato em 31 de janeiro de 1956.


Apoiando o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart, Bias Fortes assinou o manifesto redigido pelo governador Magalhães Pinto, favorável ao novo regime. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, foi um dos fundadores da Aliança Renovadora Nacional (Arena), tornando-se membro de seu Diretório Regional. Daí em diante Fortes e Andradas passaram a correligionários, filiados ao mesmo partido.


 

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