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Gratificação (1860)

200$000 !!


De Gratificação

Fugio no dia 19 de outubro p.p. do districto de Milho Verde, termo do Serro (Minas Geraes), um escravo do abaixo assignado, de nome Francisco, (mas talvez que tenha mudado o nome) com os signaes seguintes: baixo, grossura regular, fula, pouca barba, ou quasi nenhuma, dentes lavrados com falta de dois ou trez um pouco beiçudo, pés curtos e grossos, boa figura; quando fica sério é mal encarado, bom serviço de mineração (grifo nosso), principalmente para serviço pedras; levou palito de pano azul, gró do mesmo pano com gola de couro de lontra, dois chapéus, um de lebre e outro de palhinha, gosta de andar aceiado, quer ser bem falante, mas carrega na lingua e he muito sagaz.


Consta, e ha indícios provados, de ter o dito escravo levado cartas fantásticas e passaporte falso, por dinheiro que dera a quem o administrou, tão bem póde ter assentado praça em Ouro Preto, pelo conselho que teve e dizem que foi com destino de contratar-se pelo Juiz de Fora, Parahyba do Sul e cidade de Petrópolis.


Portanto quem o prender, entregando ao abaixo assignado n’este districto de Milho Verde será gratificado com a quantia acima, e pondo nas cadeias de Minas ou nas da província do Rio de Janeiro participando immediatamente, será gratificado com cem mil réis.


Milho Verde, 7 de novembro de 1860

Luiz Beltrão da Silva


Fonte: CAMPOLINA, A.M.P. Escravidão em Minas Gerais.Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Cultura-Arquivo Público Mineiro.1988.

 

 

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