Destinos

Campos Altos

Apresentação

  • Campos Altos - Ipê amarelo - Fernando Soares
  • Campos Altos - Cachoeira Olho do Sol - Fernando Soares
  • Campos Altos - Café - a maior economia do município - Luceli Maria
  • Campos Altos - Distrito de São Jerônimo dos Poções - Luceli Maria
  • Campos Altos - Encontro de Folia de Reis - Fernando Soares
  • Campos Altos - Estação ferroviária - Luceli Maria
  • Campos Altos - Igreja de 1951 tombada pelo patrimônio municipal - Fernando Soares
  • Campos Altos - Igreja Nossa Senhora da Abadia - Luceli Maria
  • Campos Altos - Ipê amarelo - Fernando Soares
  • Campos Altos - Formação semelhante ao mapa do Brasil - Fernando Soares
  • Campos Altos - Parque Estadual dos Campos Altos - Luceli Maria
  • Campos Altos - Santuário de 1966 - Fernando Soares

“Ó, olha o trem,

vem surgindo de trás das montanhas

azuis, olha o trem”
                         Raul Seixas, O Trem das Sete

 


Foi nos trilhos do trem que Campos Altos viveu durante muitos anos. Ladeada pelas serras da Saudade, da Canastra, do Urubu, da Marcela e do Salitre, o progresso chegou à pequena cidade do interior de Minas sobre trilhos, a vapor. Antes, a região era periferia da economia mineradora e destino de muitos escravos que fugiam em busca de paz e liberdade.



Na região encontra-se o sítio arqueológico do segundo quilombo do Ambrósio. Recentes pesquisas apontam vestígios de mais dois quilombos, descritos em diversos mapas de expedições que saíam à caça de escravos fugitivos. Uma dessas diligências, a de Pamplona, em 1769, descrevia, com detalhes, os quilombos do Rio da Perdição e de Um dos Braços da Perdição. Ambos foram destruídos, assim como o do Ambrósio, no hoje distrito de São Jerônimo dos Poções, devastado pela expedição de Bartolomeu Bueno do Prado.



Nessa época em que a capitania das Minas Gerais era o centro econômico do Brasil, a região em que se localiza o município de Campos Altos era uma zona mal definida entre as bacias do rio São Francisco e do rio Paranaíba. O povoado de Campos Altos pertencia à capitania de Minas Gerais, mas São Jerônimo dos Poções, que hoje é distrito de Campos Altos, pertencia à vila de Araxá, então na capitania de Goiás. Eles passaram a fazer parte da mesma capitania só em 1816, quando D. João VI decretou a transferência do Triângulo de Goiás para Minas.



Até o início do século 20, a região seguia um ritmo tranquilo. O que mudou radicalmente a vida dos moradores foi a chegada da Companhia de Estrada de Ferro Goyaz, cortando as serras da Mata da Corda, entrando pela Garganta da Palestina, rumo ao planalto central. Em 1912 tiveram início as obras para a construção da ferrovia. No ano seguinte, aconteceu a inauguração da Estação de Urubu.



Era a estação mais próxima de várias cidades: Carmo do Paranaíba, Rio Paranaíba, São Gotardo, Patos de Minas, Dores do Indaiá, Córrego Danta e outras cidades e povoados. Estabeleceu-se aí o início do núcleo urbano da cidade de Campos Altos. A ferrovia provocou o rápido crescimento do núcleo populacional. Segundo os historiadores Pablo Luiz de Oliveira Lima e Marcus Caetano Domingos, “Campos Altos é a única cidade que realmente deve sua origem aos trilhos da Estrada de Ferro Goyaz, fenômeno essencialmente moderno, urbano e ‘civilizacional’ em pleno sertão”.



A chegada da estação trouxe também muitos migrantes, que saíam dos povoados vizinhos, do Sul de Minas e até de outros países. Em 1920, a Companhia de Estrada de Ferro Goyaz faliu. Foi adquirida pela Estrada de Ferro Oeste de Minas. Com a mudança de donos, a estação recebeu um novo nome: Estação Campos Altos. Em volta da estação, o distrito prosperava, ao contrário de São Jerônimo de Poções, que via sua população diminuir.



Em 1924 o povoado de Campos Altos passou a integrar o distrito de Pratinha. Em 1939 criou-se o distrito de Campos Altos. Cinco anos mais tarde, emancipou-se e contava com os distritos de Pratinha e São Jerônimo dos Poções. Pratinha separou-se de Campos Altos formando outro novo município.



O município de Campos Altos novamente tem uma onda de crescimento, dessa vez graças ao café. Nesse período, aconteceu uma difusão da arquitetura em estilo art déco, que podia ser visto no cinema na cidade, nas novas casas comerciais e na nova estação ferroviária.



A ferrovia, que ligava o sul de Goiás a Angra dos Reis, transportou passageiros até 1990. Hoje, a linha é operada pela Ferrovia Centro-Atlântica e transporta apenas cargas. O trem somente passa pela cidade e não traz mais toda aquela movimentação do passado, com a qual a cidade aprendeu a conviver. “[...] e o trem, ainda hoje, apesar de não carregar mais passageiros, está presente na vida e na memória da cidade”, uma vez que a história de Campos Altos aconteceu a todo vapor, pelos trilhos de um trem...

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