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Uberaba

Apresentação

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  • Uberaba - Fóssil de dinosauro - Vinícius Horta
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  • Uberaba - Museu dos Dinossauros - Vinícius Horta
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  • Uberaba - Museu dos Dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos Dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Réplica de dinossauro - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Uberaba - Vinícius Horta
  • Uberaba - Região do Triângulo Mineiro - Vinícius Horta
  • Uberaba - Região do Triângulo - Vinícius Horta
  • Uberaba - Região do Triângulo Mineiro - Vinícius Horta
  • Uberaba - Região do Triângulo Mineiro - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos Dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Museu dos dinossauros - Vinícius Horta
  • Uberaba - Igreja de Santa Rita - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Igreja de Santa Rita - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Igreja de São Domingos - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Igreja de São Domingos - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Igreja de São Domingos - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Largo da Igreja de São Domingos - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Mercado Municipal - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Ponte sobre o rio Uberaba - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Ponte sobre o rio Uberaba - Manoel Bayão Jr
  • Uberaba - Ponte sobre o rio Uberaba - Manoel Bayão Jr

Uma cidade múltipla. Uberaba é conhecida como um centro de espiritualidade, do gado zebu e dos importantes sítios paleontológicos. Mas, bem antes disso, esse destino já tinha sua importância reconhecida. Politicamente, essa terra era importante centro de decisões relativas à região do Triângulo. Situava-se num ponto estratégico, próximo a Goiás e a São Paulo, sendo rota de boiadeiros, comerciantes, e até de tropas brasileiras durante a Guerra do Paraguai (1865-1870). Mas o desbravamento de sua região só começa após o declínio da atividade mineradora.


Por volta do século 18, o Triângulo Mineiro era conhecido como sertão da Farinha Podre. Uma das versões explica que alguns bandeirantes, ao atravessarem aquele território, teriam enterrado suas provisões e, ao regressarem, encontraram-nas podres. O nome passou a ser conhecido e utilizado por todos os moradores e pelo poder público. Outra versão, no entanto, diz que o nome Farinha Podre era referência à região da Vila do Douro, Conselho de Pinacova, Bispado de Coimbra, em Portugal. Talvez a denominação tenha se dado por causa das semelhanças entre as regiões.


A região da Farinha Podre pertencia a Goiás. Os primeiros homens brancos que passaram por ali foram bandeirantes, da picada de Anhanguera, com o intuito de abrir rota entre o sertão e São Paulo em busca do ouro. O primeiro núcleo populacional foi o Tabuleiro, situado às margens do rio Araguari. No entanto, essa população teve de fugir após o ataque dos Caiapós, habitantes naturais dessas terras. Os índios, na defesa de seu território, reduziram o pequeno povoado a cinzas.


Parte dessa população se refugiou no arraial vizinho, Perdizes. Outra parte foi parar mais longe, em Desemboque. Foi nesta terra que, por volta de 1807, um grupo de aventureiros foi em busca de outro lugar para plantar e percorreu a região de Uberaba: Januário Luiz da Silva, Pedro Gonçalves da Silva, José Gonçalves Heleno, Manoel Francisco, Manoel Bernardes Ferreira, Antônio Rodrigues da Costa e outros que tomaram posses de alguns terrenos.


Eles regressaram a Desemboque e transmitiram ao sargento-mor Antônio Eustáquio da Silva as maravilhas do novo local. O sargento, natural de Santo Antônio da Casa Branca, pertencente a Vila Rica, hoje Ouro Preto, foi encarregado comandante regente dos sertões da Farinha Podre por ato do governo goiano.


Em 1810, Antônio Eustáquio organizou nova expedição às terras encontradas três anos antes. Seguiu com outros que ali se fixaram e fundaram um pequeno povoado. Logo trataram de erguer uma capela para São Sebastião e Santo Antônio. O comandante regressou a Desemboque e organizou uma nova expedição em 1812. Essa nova campanha descobriu um lugar com mais abundância de vegetação e água.


Logo, novos habitantes chegaram à região descoberta. Uma nova capela foi erguida aos mesmos santos, que deram nome ao novo vilarejo: Arraial de São Sebastião e Santo Antônio de Uberaba. Com relação ao nome Uberaba, há muitas versões: uma delas dá o significado de “água brilhante”: u = água; verava = resplandecente. Outros creditam a denominação como uma referência a um fruto de uma espécie de palmeira, jaoverava. Esta última evoluiu até a escrita atual provavelmente por causa de erros de grafia em documentos e cartas. Podia-se ler Iaverava, Hoberava, Oberava, Uberava...


Em 13 de novembro de 1811, foi criado o distrito de Santo Antônio de Uberaba na capitania de Goiás. Já em 4 de abril de 1816,  Dom João VI declara o distrito da Farinha Podre como pertencente à capitania de Minas Gerais. Essa transferência se deu por influência dos moradores de São Domingos do Araxá, que declaravam dificuldades resultantes da distância da sede administrativa da capitania de Goiás. O cônego Hermógenes Cassimiro de Araújo Bruonswik enviou requerimento ao oficial eclesiástico de Goiás pedindo permissão para erguer a capela de São Sebastião e Santo Antônio. Apesar de a região já pertencer a Minas, o distrito ainda se ligava eclesiasticamente ao bispado goiano. A resposta positiva chegou no dia 20 de julho de 1818, e a paróquia foi criada em 2 de março de 1820.


A fertilidade daquelas terras e a salubridade do clima atraíram novos moradores de todas as regiões do entorno, inclusive de Desemboque. Uma carta do capitão Antônio Eustáquio, de 3 de junho de 1822, relatava que “não havia pessoa alguma que comprasse qualquer efeito, mas depois que se principiou a cultivar o terreno que habitamos, afluíram para ele bandos de moradores, que hoje fazem o número de 2 mil pessoas”.


O povoado ganha força: em 1819, durante sua passagem pela região, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, já descrevia a existência de pastagem e da criação de gado e a expansão do distrito: “Povoação de umas trinta casas, dispersas sem ordem, dos dois lados do ribeirão, todas, sem exceção, foram construídas recentemente; algumas, até, por ocasião de minha viagem, não estavam ainda acabadas; algumas são grandes para o país e bem construídas”. No início da década de 1830, um abaixo-assinado dos moradores da freguesia de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba pedia a elevação à categoria de vila. O pedido, juntamente com a criação do município, foi atendido em 1836. No ano seguinte, foi instalado o município. Em 1839, o município foi dividido em cinco distritos: Santíssimo, Sacramento, Dores do Campo Formoso, Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos, São José do Tijuco e Monte Alegre.


O crescimento do novo município se deve, em grande parte, ao gado zebu. A importação do zebu para o Brasil começou em 1813, mas foi somente na segunda metade do século 19 que os bois chegaram em terras uberabenses. A pecuária mineira, ainda no período colonial, já se diferenciava da criação nordestina e dos Estados do litoral. Aqui, a alimentação do gado era mais cuidada, os pastos eram de boa qualidade e havia fartura, além dos complementos minerais, como o sal e o farelo de milho. Se não fosse o gado, a primeira metade do século 19 seria vazia na história do Estado, de acordo com o Diagnóstico da Economia Mineira, volume IV.


Teófilo de Godói foi o primeiro pecuarista do Triângulo Mineiro a ir buscar o boi diretamente de seu país de origem, a Índia, em 1898. A partir dessa data e até a metade do século 20, outras inúmeras viagens iriam ser feitas na busca do gado. Esses mineiros também foram pioneiros nas pesquisas para melhoria da raça. Muito se investiu em conhecimento e técnica numa época em que a genética praticada hoje por grandes fazendeiros e que movimenta milhões era tão distante.


O crescimento do rebanho é proporcional ao de Uberaba. Destacam-se também na economia uberabense a produção de cereais, cana-de-açúcar, café e seringueiras. No começo do século 20, a cidade era sede de bispado e de subadministração. Havia serviço de Correios e diversas instituições de ensino. Contava também com diversos estabelecimentos comerciais, indústrias e até fábricas de cerveja, cerâmica, chapéus, fundições, tecidos, ourives, joalherias, relojoarias, etc. Tinha luz elétrica, coisa pouco incomum no interior do Brasil nessa época. Abrigava também linhas de telégrafos, havia a circulação de dois jornais e a estrada de ferro Mogyana, importante ligação entre o Triângulo e São Paulo, grande comprador do gado mineiro.


O gado sempre foi o ponto forte da economia municipal e, desde 1906, as exposições agropecuárias acontecem. Houve uma “zebu mania”: os criadores, jornais e até a população só falavam no assunto; palestras, debates, conferências e estudos eram realizados sobre o gado. À medida que o interesse crescia, aumentava também a especulação: os preços das cabeças de gado subiam assustadoramente. 


Em 1921, o governo brasileiro proíbe a importação do zebu devido à ameaça da febre aftosa. Em contrapartida, há o reconhecimento do zebu do Triângulo: os criadores mineiros começam a exportar gado para os EUA e para o México.


Muitos investiram toda a riqueza que tinham em animais. Na década de 1920, um bezerro que ainda nem havia nascido já valia 300 mil réis. Outros bois, com 24 meses, valiam entre 800 mil e 4 contos de réis. Os descendentes dos zebus premiados eram vendidos por até 15 contos de réis, como contavam, espantados, os jornais da época. A lei da oferta e da procura, além de elevar os preços, trouxe uma série de golpes e um crack: muitos animais inexistentes foram vendidos, e muitos amargaram prejuízos enormes.


Os criadores conseguiram sair da crise investindo em criação intensiva, o que aumentou a produtividade. A pesquisa genética também foi determinante para que o gado uberabense fosse reconhecido por sua alta qualidade e adaptação às condições climáticas nacionais. A cidade hoje conta com as duas principais centrais de inseminação artificial de gado do Brasil. A Expozebu é uma feira reconhecida mundialmente e coleciona recordes na venda de gado, em que as melhores espécies valem milhões de reais.


Mas nem só de gado vive a cidade. Uberaba é rota de turismo religioso para quem busca paz de espírito, sendo considerado um destino de fé. Foi aqui que o maior médium brasileiro, Chico Xavier, juntou multidões. Apesar de ter nascido em Pedro Leopoldo, ele escolheu a cidade do Triângulo para viver e cumprir sua missão. Suas sessões de psicografia atraíam muitas pessoas que buscavam contatos com entes queridos já alecidos. Nessa época, muitos artistas e estrangeiros visitavam Uberaba em busca das palavras de Chico.


Os católicos também encontram na cidade diversas igrejas e catedrais para oração. Destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Abadia, padroeira da cidade, e o museu de artes sacras na Igreja Santa Rita, além da Igreja São Domingos, toda construída em pedra tapiocanga, de cores avermelhadas, que confere à construção em estilo neogótico uma beleza singular.


Uberaba também produz conhecimento. Há uma universidade e várias faculdades e centros de formação profissional na cidade que atraem estudantes de Minas, Goiás, Mato Grosso e outras localidades.


Bem antes dos zebus pisarem em pastos do Triângulo, a região foi habitada por grandes dinossauros, que foram encontrados em Peirópolis. Lá, os paleontólogos da América Latina estudam os fósseis no sítio arqueológico. Quem quer descobrir mais sobre esses animais pode visitar o Museu dos Dinossauros, onde os fósseis e as réplicas dos animais estão expostos.


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