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Carangola

Apresentação

  • Carangola - Vista parcial da cidade - Amaury Frossard Ribeiro
  • Carangola - Município de Carangola - Vinícius Horta
  • Carangola - Município de Carangola - Vinícius Horta
  • Carangola - Município de Carangola - Vinícius Horta
  • Carangola - Capela de S. Manoel -Dist. de São Manoel - Vinícius Horta
  • Carangola - Distrito de São Manoel - Vinícius Horta
  • Carangola - Distrito de São Maonel - Vinícius Horta
  • Carangola - Distrito de S. Manoel - Vinícius Horta
  • Carangola - Distrito de São Manoel - Vinícius Horta
  • Carangola - Antiga Estação - Vinícius Horta
  • Carangola - APA Alto da Conceição - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Anjos da Praça CoronelMaximiano - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Instituto São José - Fabiana Bernardes
  • Carangola - APA Morro da Torre - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Carangola - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Carangola - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Pedra São Bento - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Acervo Arqueológica Ms. Hist. Municipal - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Acervo arqueológico - Ms. Hist. Municipal - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Matriz de Santa Luzia - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Ms. Histórico e Arquivo Público - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Museu Histórico Municipal - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Antiga Estação Ferroviária - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Igreja Nossa Senhora Aparecida - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Cachoeira do Boi - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Cachoeira do Boi - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Cachoeira do Boi - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Forum - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Prefeitura Municipal - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Terminal Rodoviário - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Arraiolo - artesanato local - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Arraiolo - Artesanato local - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Pico da Bandeira - Funchal Garcia - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Pico da Bandeira - Funchal Garcia - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Assinatura de Funchal Garcia - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Orquidário - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Orquidário - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Pontilhão de Ferro - Fabiana Bernardes
  • Carangola - Colégio Regina Pacis - Edison Vilela
  • Carangola - Colégio Regina Pacis - Edison Vilela
  • Carangola - Casarão Funchal Garcia - Edison Vilela
  • Carangola - Balneário Águas de Santa Maria - Amaury Frossard Ribeiro

A região de Carangola era habitada pelos índios Coroados e Puris, que haviam sido expulsos do litoral pelos colonizadores. As perseguições obrigaram esses índios a deixarem o litoral e a se embrenharem nas matas do Rio Paraíba, e, à medida que o povoamento avançava, eles subiram gradativamente pelos afluentes e sub-afluentes Pomba, Muriaé e Carangola.


Para sobreviverem em um meio ambiente desconhecido, adotaram novas formas de vida. Os cabelos, por exemplo, que eram longos quando viviam no litoral, foram cortados devido à floresta densa, surgindo, daí, as denominações dadas pelos exploradores portugueses de “Arrepiados” e “Coroados”.


Durante o período colonial a área geográfica onde hoje se encontra o município de Carangola pertenceu à Capitania Hereditária do Espírito Santo. No século 17, o governador da Capitania do Rio de Janeiro concedeu as primeiras sesmarias no vale dos rios Paraíba, Pomba e Muriaé até o sudeste de Minas Gerais, na atual região da Zona da Mata. Os sesmeiros da região entre os Campos dos Goitacazes, Macaé e Carangola foram os irmãos Gonçalo, Manuel e Duarte Corrêa de Sá.


Com a criação da Capitania de Minas Gerais e suas três primeiras vilas no século 17, surgiram as jurisdições territoriais. A Vila do Ribeirão do Carmo (atual Mariana) incorporou a área geográfica constituída pelos sertões dos rios Pomba e Doce, o que incluía toda a Zona da Mata. Portanto, primitivamente, a área geográfica de Carangola pertenceu à Mariana.


Nos mapas da Capitania de Minas Gerais, de 1780, já consta o Rio Carangola com esse nome e o traçado ali delineado demonstra que o cartógrafo tinha conhecimento exato do curso desse rio. Mas constitui ainda uma incógnita, se algum aventureiro, ou bandeirante, esteve ou ao menos passou por Carangola durante o século 18.


Durante o século 18, a Zona da Mata, onde está situada Carangola, era interditada à exploração econômica, constituía a chamada “Zona Proibida” para evitar o contrabando do ouro produzido no centro da Capitania. A medida governamental visava obter um melhor controle, de forma que o ouro escoasse para o Rio de Janeiro somente através do caminho novo. Havia, inclusive, vigilância para evitar penetrações.


Mesmo assim, algumas penetrações foram empreendidas por ordem de alguns governadores. Duas dessas, entretanto, aproximaram-se do Vale do Rio Carangola. Em 1734, Matias Barbosa da Silva, o grande explorador e um dos abridores da Picada Goiáz, por ordem do Conde das Galvêias, atingiu as Escadinhas da Natividade, fundando, então, o presídio do Abre Campo. Dessa forma, um núcleo de povoamento foi instalado a menos de seis léguas do Córrego da Pimenta, nascente do Rio Carangola.


A origem do nome Carangola é um enigma. As versões que procuram explicá-la são:
* cara-de-angola, forma de pintura facial dos índios coroados; cará-do-angola, uma espécie de capim; estes nomes teriam surgido depois que o colonizador branco começou a povoar as margens do rio no século 19.
* Existem também as versões de origem indígena para o nome: “Diabo Velho dos Matos”, “Capim Redondo” e “Rio que Arranha”. Mas, há alguma possibilidade do termo ser de origem africana. A região que hoje constitui fronteira entre a Costa do Marfim e as Repúblicas de Mali e Alto Volta, no século 17, tinha a denominação de “Caracoles”.
* Entre os crentes do Candomblé, existe uma entidade denominada “Exu-Carangola”.


Estas são as versões existentes, não havendo uma direção a ser indicada como certa.


Não se sabe exatamente a data da chegada dos primeiros povoadores de Carangola. Entretanto, a partir das primeiras décadas do século 19, aventureiros começam a passar pela região em busca de novas terras.  Uma versão diz que, no ano de 1805, a Vila de Arrepiados foi sitiada por duas vezes pelos índios Arrepiados, e que, para levantar ambos os cercos, o Capitão João Fernandes de Lana, ou Lannes, financiou, armou e comandou duas “bandeiras” contra os índios.



A outra versão afirma que José Lannes Dantas Brandão, vindo de São João Batista do Presídio, atual Visconde do Rio Branco, veio se refugiar nestas paragens, tendo se apossado das terras banhadas pelo Rio São Mateus.


A tradição oral afirma que “os Lannes” embrenharam-se pela floresta e chegaram ao local acampando às margens de um córrego onde está atualmente o Jardim da Praça Coronel Maximiano. Não há como fixar uma data exata, mas supõe-se que tenha ocorrido durante a primeira década do século 19, entre 1805 e 1810. Em 1820, o Guarda–Mor Manoel Esteves de Lima abriu uma picada na Serra dos Arrepiados que, passando por Carangola, penetrou na província do Espírito Santo e atingiu o litoral pela Vila de Itapemirim.  


Em 1833, o tenente Coronel José Batista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. Há indícios de que, em 1842, já existia um núcleo de povoamento em Carangola e que o mesmo já possuía essa denominação.


Em 1848, Manoel Francisco Pinheiro e José Gonçalves de Araújo introduziram na região a cultura do café, plantando os primeiros exemplares em Caiana.


Em 1859, por iniciativa do Vigário de Tombos, Padre Antônio Bento Machado, foi decidida a construção de uma Igreja Matriz, que passou a ser conhecida como “Santa Luzia do Carangola”.


A Lei n° 2.500, de 12 de Novembro de 1878, elevou a Vila à categoria de cidade, mas, apenas em 7 de Janeiro de 1882, foi oficialmente instalado o município.

 

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Região Turística
Zona da Mata
  • Prefeitura
  • praça Coronel Maximiano, 88 - Centro
    CEP  36800-000
    32  3741-2225


    Prefeito
    Luiz Cezar Soares Ricardo
    Vice-prefeito
    Flávio Dias Queiroz

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