Destinos

Gonçalves

Apresentação

A pérola da Mantiqueira

Ao amanhecer, a serração desce de mansinho pelas serras. No anoitecer, o céu se enche de estrelas. A paisagem de Gonçalves sempre sugere um quadro onírico. Situado no extremo sul da Serra da Mantiqueira, o município é conhecido como Pérola da Mantiqueira.


A natureza generosa proporciona um conjunto paisagístico singular, florestas remanescentes da mata atlântica com presença significativa dos pinheiros da espécie Araucária angustifolia, cachoeiras, pedras e picos de até 2.100 metros de altitude são os destaques. Para quem gosta de turismo ecológico, de aventura e rural, o local é perfeito. 


Pode-se praticar canyoning, trekking, montanhismo, boia-cross, rapel, passeios a cavalo, pesca de truta, caminhadas.


Hoje, são mais de 20 pousadas e restaurantes para receber quem busca bons passeios, boa culinária, legítima hospitalidade mineira e muito sossego.


A produção artesanal de excelente qualidade oferece peças de madeira, bambu, tricô e crochê, raízes, pintura com terra, folhas de bananeiras. Na cidade podem-se adquirir também queijos artesanais, geleias e compotas de frutas.


Seu clima subtropical de altitude é considerado uma dos melhores do Brasil. As temperaturas variam de 4º a 27º C.


Em Gonçalves a vida é simples e o essencial é tirado da terra. O solo fértil e o clima temperado favorece a economia tipicamente agropecuária. Os principais cultivos são: batata, cenoura, milho e a banana. Essa última considerada a mais doce do Brasil, em média 20% maior. A consistência mais firme e o sabor doce é  devido ao relevo alto e ao solo.


Desde o século 19, a suinocultura é muito tradicional. Os primeiros moradores do local comercializavam e forneciam porcos para o Rio de Janeiro, capital do Império.


A história

Muito antes de a história acontecer nas terras que hoje conhecemos por Gonçalves, nascia em Portugal Policarpo Teixeira de Andrade de Queiroz, em 26 de janeiro de 1808, na cidade de Advire. Criado pelo seu tio Joaquim José de Queiroz, adquiriu uma boa formação em letras e manipulação de fórmulas. Aos dezessete anos, interessado nas riquezas de Minas Gerais, foi para São João del-Rei, em busca de ouro, fortuna e tudo que ouviu dizer sobre a Colônia.


Quando Policarpo chegou ao Brasil, em 1825, deixando para traz a tradição de sua família, encontrou as reservas de ouro em escassez. Mudou-se para Vila Nova de Itajubá, em 1834, e casou-se em 1837 com Felizarda Thomazia de Amaral.


Felizarda era filha natural do Padre Lourenço da Costa Moreira, o primeiro vigário dessa freguesia e um de seus fundadores. Em 1841, Policarpo mudou-se para Silveiras numa fazenda que comprou com o dinheiro que economizou durante anos, somado com o da herança de sua esposa.De casa nova, Policarpo criou seis filhos: Luiz, Francisco, José Policarpo, Felizarda, Joaquim e o caçula Policarpo Júnior, que herdaram de seu pai a mesma herança de Portugal.


Policarpo não educou apenas filhos, educou líderes comunitários que mais tarde fundariam um partido liberal em Pouso Alegre. Nos anos de 1873 a 1877, Policarpo Júnior presidiu o partido e fundou o jornal liberalista “O Mineiro”, juntamente com seus irmãos Joaquim e Luiz. O partido se extinguiu quando Policarpo Júnior adoeceu e foi se tratar em Penha do Rio Peixe (hoje Itapira).


Durante sua recuperação, Policarpo Júnior fez e cumpriu uma promessa a Nossa Senhora das Dores; doou seis alqueires de terra da Fazenda Rio Manso, situada na divisa entre Minas e São Paulo, para construção de uma capela.


Em 1878, a capela já estava construída de sapé e taipa, foi transferida em 1897, por sentença judicial, para as margens do rio Sapucaí, local da atual matriz. Sua transferência se deu devido à discórdia entre os primeiros moradores e herdeiros da fazenda.


Residiam no local, onde a capela foi construída, três colonos mestiços e solteiros, denominados Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e Antônio Gonçalves, que não deixaram herdeiros, mas legaram seus nomes à capela conhecida popularmente como Capela das Dores dos Gonçalves.


O pequeno povoado, que se formava entre serras, tinha pessoas empenhadas para o seu desenvolvimento, um deles era o Capitão Antônio Carlos, que junto a Bueno de Paiva elevou Gonçalves a Distrito da Paz, trouxe a Agência dos Correios e o Cartório de Registro Civil, além de lavrar em ata a fundação da Lira Nossa Senhora das Dores, em 1909. O povo de Gonçalves então passou a contar com instrução musical, que divulgou o lugar, atraindo novos moradores.


O distrito começava a crescer formando os primeiros estabelecimentos comerciais. A construção do alicerce da atual Igreja Matriz foi iniciada em 1920, por iniciativa das famílias gonçalvenses, que buscavam com carros de boi, maciços blocos de pedra da região. Seu desenvolvimento foi retardado, como em todas as cidades da divisa de Minas com São Paulo, devido às revoluções de 1928, 1930 e 1932.


No ano de 1949, foi concluída a reforma da igreja com a construção de uma torre com estilo moderno. Sua inauguração foi anunciada através do megafone e de impressos distribuídos entre os moradores.


Em 1953, teve Início o movimento para desligar Gonçalves do município de Paraisópolis e em 1° de março de 1963, se deu a instalação do município, com um Prefeito Interino, até as eleições, quando assumiu a prefeitura o primeiro prefeito, por eleições diretas.


Fonte

Folders da Prefeitura de Gonçalves

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Região Turística
Sul de Minas
  • Prefeitura
  • rua Capitão Antônio Carlos 196, Centro
    35  3654-1222


    Prefeita
    Maria de Lourdes Neves (Lourdinha)
    Vice-prefeito
    Pedro Claret Carlos (Pedro Piola)

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