Destinos

Patrocínio

Apresentação

  • Patrocínio - Terreiro de café - Marcelo Andrê
  • Patrocínio - Fonte Sulfurosa - Hotel Serra Negra - Henry Yu
  • Patrocínio - Fonte Magnésia - Hotel Serra Negra - Henry Yu
  • Patrocínio - Prédio Comercial - Ass. Circ.Tur.Caminhos do Cerrado
  • Patrocínio - Fonte Luminosa - Ass. Circ.Tur.Caminhos do Cerrado
  • Patrocínio - Represa - Ass. Circ.Tur.Caminhos do Cerrado

Conhecida por ser um dos mais importantes produtores de café do cerrado no Brasil - são 27.500 ha de área plantada em 746 propriedades agrícolas -, a cidade de Patrocínio está geograficamente localizada numa colina da região da serra Geral das Vertentes e do grupo da serra da Canastra. O café é responsável por 80% da economia do local, e sua qualidade já lhe conferiu o Prêmio Brasil de Qualidade, iniciativa promovida todos os anos pela empresa italiana "Illy Café". Além da produção de café, Patrocínio destaca-se como polo de armazenamento e comercialização do produto tanto no Triângulo Mineiro como no Alto Paranaíba.


A cidade também é famosa por ser uma estância hidromineral. Na região, encontram-se reservas de lamas sulfurosas e medicinais. Apesar do desenvolvimento, o município ainda preserva uma atmosfera de tranquilidade. A Praça Santa Luzia, rodeada por lindas palmeiras, no centro da cidade, é um local para um despreocupado descanso. O primeiro registro que se tem da passagem de colonizadores pela região diz respeito às bandeiras, que iam em direção a Goiás, à procura de índios e metais preciosos, no final do século 17. Por volta do ano de 1668, a bandeira chefiada por Lourenço Castanho Taques alcançou o planalto de Catiguá, local onde Patrocínio está geograficamente localizada.


No ano de 1736, por ordem do governador Martinho Mendonça, foi aberta a picada de Goiás, que se iniciava em Pitangui, passava pelo Catiguá e seguia rumo a noroeste. Era o início da expansão territorial na região.


Em 1771, o governador da Capitania das Minas, conde de Valadares, encarregou o capitão Inácio de Oliveira Campos de realizar escavações na região do Bromado e de Esmeril. No ano seguinte, o capitão das entradas Francisco de Araújo e Sá, acompanhado de cerca de 20 homens "vadios e de menos falta", foi para a região do Salitre e de Guaxinguá, por ordem do governador, para localizar o capitão Inácio Campos. Encontram o capitão, que já havia se estabelecido na região do Catiguá, nome dado pelos negros, em uma fazenda onde realizavam exploração de ouro e iniciara um roçado.


O mesmo capitão Inácio de Oliveira Campos foi responsável pelo extermínio de quilombos. Durante a empreitada, mais de 50 negros foram presos e devolvidos aos seus donos em Paracatu.


A fazenda iniciada pelo capitão continua as atividades sob administração de outra pessoa e passa a ser conhecida como "Fazenda do Bromado". Existem também referências do nome "Bromado dos Pavões".


Ao redor da fazenda, já estava se constituindo um povoado chamado de "Salitre" pelos habitantes, no ano de 1793. Em um povoado na Capitania das Minas, no século 18, jamais poderia deixar de existir um templo religioso. Em 1804, os moradores ergueram uma casa de oração em homenagem a Nossa Senhora do Patrocínio.


Sobre a casa de oração, existe uma lenda que conta: certa vez a filha de um fazendeiro muito rico caiu gravemente enferma. O pai, desesperado, pediu proteção a Nossa Senhora, prometendo a construção de uma capela, caso a moça ficasse curada. Com a graça alcançada, ergueu-se a Casa da Oração, tendo como padroeira Nossa Senhora do Patrocínio, que significa "proteção".


Outra explicação para o nome é que a Fazenda do Bromado dos Pavões servia como um "patrocínio", ou seja, um auxílio, um apoio, para os que faziam o percurso da picada aberta de Goiás.


O viajante e naturalista francês Saint Hilaire registrou sua passagem por Salitre:



"Em 1819, contava-se aí uma quarentena de casas muito pequenas, construídas de barro e madeira cobertas de telha e sem reboco.      
Essas casas dispostas em duas filas formam uma praça alongada, no meio da qual está construída uma capela, edificada, como as próprias casas de madeira e barro"



No relato, Saint Hilaire diz que parte das casas pertencia a fazendeiros e só eram utilizadas aos domingos e em dias santos de guarda.


Outro viajante, John Emmanuel Pohl, relata a pobreza das casas do arraial, mas ressalta que ficou encantado com a recepção na fazenda em que pernoitou. Louça inglesa, guardanapos finos, talheres de prata foram utilizados durante o jantar.


Castelnau, em seu livro Expedição às regiões centrais do Brasil, escreveu sobre os moradores: "Muito diferentes, no que toca à jovialidade e acolhimento, dos que até aí tínhamos encontrado". Com o tempo, o vilarejo passou a ser conhecido como Arraial de Nossa Senhora do Patrocínio. A mineração do ouro foi efêmera, e, ao se esgotar o metal, a população passou a se dedicar à agricultura de subsistência e à criação extensiva de gado.


A Lei nº 171, de 23 de março de 1840, criou a vila que foi instalada em 1842. Patrocínio foi elevada à categoria de cidade, por meio da Lei n º 1.995, de 13 de novembro de1873.


Em 1918, chegou a Patrocínio o primeiro trem de ferro. Foi um grande acontecimento para a cidade. O trem trazia novidades e notícias e levava as produções patrocinenses. Com a linha ferroviária, o desenvolvimento chegava mais rápido ao município. Um exemplo de desenvolvimento foi a instalação de estabelecimentos de ensino - o Ginásio Dom Lustosa, para meninos, administrado pelos padres holandeses; e o Colégio Nossa Senhora do Patrocínio, fundado pelas Irmãs do Sagrado Coração de Maria de Perlaar. Houve ainda, na cidade, a abertura do Instituto Bíblico Eduardo Lane pela Igreja Presbiteriana.


Os espaços históricos de Patrocínio resistem ao tempo. É possível encontrar em suas ruas casarões, como o da Família Aguiar e o da Casa de Cultura, que foi restaurado.


Os principais eventos do município são: Festa da Cidade, Seminário do Café e Festa do Produtor.


Patrocínio também dispõe de boa rede de hotelaria e restaurantes. Já a vida noturna se concentra nos clubes recreativos, nos bares, nas pizzarias e nas casas noturnas.


Além da rica agricultura e pecuária, a região de Patrocínio possui reservas de caulim, fosfato, titânio. A Estância Hidromineral de Serra Negra explora comercialmente água mineral e lamas sufulrosas.

 

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