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Marliéria

Apresentação

  • Marliéria - Lago - Parque Estadual do Rio Doce - Henry Yu

"Visitar Marliéria é sentir a magia quase intacta do interior de Minas Gerais"


Cercada de montanhas e verde paisagem, com um clima agradável, habitada por uma gente simples, alegre e acolhedora. Assim é a típica cidade mineira de Marliéria, onde se pode caminhar com tranquilidade pelas ruas. Respira-se ar puro, e o verde da Mata Atlântica, preservada pelo Parque Estadual do Rio Doce, está presente na paisagem.

Terra de gente laboriosa, já que são vários os artesãos, as bordadeiras e as quituteiras de mão cheia. O calendário de eventos é animado pela Exposição e Cavalgada de Marliéria, com apresentação de conjuntos e cancioneiros regionais, rodeios e a tradicional cavalgada pelas ruas.

Em 1865, Germano de Sousa Baltazar, chegou à localidade conhecida como "Babilônia"; em pouco tempo, o forasteiro tornou-se um grande proprietário da região. Algum tempo depois, doou três alqueires de terra para a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, mas as obras, porém, foram abandonadas por causa da transferência do doador para outra região. Em 1891, o povoado foi elevado à categoria de distrito, mantendo o nome Babilônia.

Em 1923, o distrito teve a sua denominação mudada para "Marliéria" e, trinta anos depois, foi elevado à categoria de município. O nome é uma homenagem ao militar francês Marlière.


Guido Tomás Marlière

A política preconceituosa e equivocada de D. João VI para a população indígena foi desastrosa. Em 1808, o príncipe regente D. João VI autorizou, através de uma carta régia datada de 13 de maio, uma ação armada contra os povos botocudos. "[...] Que desde o momento, em que receberdes esta minha Carta Régia, deveis considerar como principiada contra estes Índios antropophagos uma guerra offensiva que continuareis sempre em todos os annos nas estações seccas e que não terá fim, senão quando tiverdes a felicidade de vos senhorear de suas habilitações e de os capacitar da superioridade das minhas reaes armas de maneira tal que movidos do justo terror das mesmas, peçam a paz e sujeitando-se ao doce jugo das Leis e promettendo viver em sociedade, possam vir a ser vassallos úteis [...]"


Foi nesse ambiente agressivo que o militar francês Guido Marlière chegou ao Brasil, em 1807, fugido das guerras napoleônicas. Foi preso no mesmo ano, suspeito de ser um espião da França. Após provar sua inocência, foi solto e ingressou nas tropas imperiais e se tornou comandante das Seis Divisões Militares do Rio Doce e diretor-geral dos índios. A nomeação para este último cargo foi graças ao sucesso que obteve na resolução dos conflitos entre os puris/coroados e os colonos no rio Pomba.


Em 1812, foi agraciado por uma Carta de Sesmaria - "meia légua de terras em quadra situada no caminho do Rio de Janeiro, na paragem chamada ‘o Rio Novo do Pihá' (Piau), passadas as terras do Rev. Vigário Miguel Antônio de Paiva, do Termo da Vila de Barbacena". Guido foi um trabalhador incansável junto aos índios, atuou em todo o Vale do Rio Doce e Vale do Rio Jequitinhonha, atingindo os rios Mucury e São Mateus, numa imensa região desconhecida e perigosa, pela presença de indígenas antropófagos. Puris, cropós, croatas, nacnenuques, malalis, manhuaçus, gracnuncs, quejaurins, maxacalis e outros povos foram pacificados por intermédio de suas ações.


Povoações indígenas criadas pelo militar Guido Marlière deram origem a muitos municípios mineiros, como Guidoval, Visconde do Rio Branco, Guiricema, Cataguases, São Geraldo, Muriaé, Miraí, Astolfo Dutra, Conselheiro Pena, Pocrane, Tarumirim, Resplendor, São Domingos do Prata, Mesquita, Jaguaraçu.


Fez amizade com o famoso viajante e pesquisador Auguste Saint Hilaire e lhe escreveu em uma das cartas: "Aflijo-me pela sua má saúde, como se fôsseis um irmão; não sereis chorado apenas pelos que se dedicam à ciência; sê-lo-eis também pelos meus pobres índios que aprenderam que noutro hemisfério têm um amigo que pleiteia sua causa diante do tribunal da Humanidade".


Marliére pertenceu à "Oficina Mineira" da Grande Oriente do Brasil (GOB); a integração foi deferida em 31 de julho de 1822, como consta a Ata da Sessão Nº 8, sendo a primeira Loja Maçônica do interior a filiar-se ao GOB.


No dia 15 de junho de 1836, Guido Tomás Marlière faleceu em sua fazenda - Guidoval - no povoado de Sapé de Ubá, que se tornou mais tarde a cidade de Guidoval. Na estrada que liga Ubá a Cataguases, existe um monumento em sua homenagem. Uma das inscrições diz: "À memória de Guido Tomás Marlière, o desbravador das selvas e civilizador de índios, abrindo estradas e semeando núcleos de população, as Câmaras municipais de Ubá, Cataguases, Rio Branco e Pomba fizeram erigir este monumento, símbolo da gratidão ao pioneiro de progresso de Minas. Inaugurado em 1928."

 

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