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Cristiano Otoni

Apresentação

"Eu não construo estrada para o Brasil de hoje, mas para o Brasil do futuro. Não podemos dividir os trens. É preciso que os trens que correm na baixada galguem a Serra para correr no planalto, senão, não haverá desenvolvimento econômico possível para as províncias de Minas e de São Paulo."
(Christiano B. Ottoni)


Localizado na Serra da Mantiqueira e às margens da Estrada Real, o município de Cristiano Otoni é hoje o maior produtor leiteiro da região. O destaque fica para as fazendas históricas e a natureza generosa.


O calendário de eventos conta com muitas festas - Festival de Folias de Reis, Festival Cultural, Festa de São Sebastião - e a celebração do padroeiro Santo Antônio, com quadrilhas, barraquinhas e muita culinária típica das festas juninas. No distrito de São Caetano, acontece a Festa do Cavalo no mês de maio.


Existe em Cristiano Otoni a preocupação em preservar e valorizar seu patrimônio cultural. Duas imagens importantes para o patrimônio material e para os devotos foram restauradas - Santo Antônio e São Caetano. Nos últimos anos, registraram-se como bens do patrimônio imaterial a Sociedade Musical Barão do Rio Branco e a Festa do Padroeiro Santo Antônio.


"Motivo de orgulho para todos os cristianenses é a "Sociedade Musical Barão do Rio Branco". Fundada em 11 de fevereiro de 1911, ela sempre participou efetivamente da criação de uma identidade local. Na década de 1930, surgiram os blocos carnavalescos regidos pelos músicos da banda local. Eram dois blocos: o bloco da elite e o bloco dos morenos. Cada um queria se apresentar melhor e, quando se encontravam nas ruas, era uma verdadeira festa de confete, serpentina e lança-perfume. Depois dos blocos, vieram os bailes de carnaval, também orquestrados pela banda. Ela continua tocando em festas religiosas locais e de cidades vizinhas. Nos anos 1970, a banda quase foi extinta, uma vez que os músicos emigraram para cidades maiores à procura de melhores condições de vida. No mês de junho, acontece o concurso de bandas da cidade, que coincide com a festa do padroeiro. Atualmente, a sede da banda funciona numa sala cedida pela prefeitura e administra uma escola de música voltada para o público jovem do município." (Prefeitura de Cristiano Otoni)


Suas raízes históricas estão na segunda metade do século 18, com o estabelecimento de grandes propriedades rurais, que, apesar da extensão, viviam de subsistência. As primeiras referências são relativas ao sesmeiro João José Dutra, que ganhou da Coroa portuguesa terras que hoje correspondem à região da Fazenda da Pedra.


A vida da localidade foi transformada com a inauguração de uma estação de estrada de ferro Central do Brasil. A linha, à ocasião passando pelo futuro município de Cristiano Otoni, foi inaugurada no fim do século 19, graças ao pioneirismo do engenheiro Christiano Benedicto Ottoni.


Na época, o Império não considerava possível fazer com que a locomotiva, com partida do Rio de Janeiro, atravessasse a Serra da Mantiqueira, a 890 metros, e chegasse à Zona da Mata mineira. O engenheiro, porém, apresentou alternativas construtivas ao imperador Dom Pedro II, recebendo o aval para que o sonho fosse adiante.


Em 15 de dezembro de 1883, uma comitiva enviada pela Corte esteve na região para prestigiar a festa de inauguração da Estação Ferroviária "Cristiano Otoni", assim batizada em homenagem ao engenheiro considerado "o pai das estradas de ferro no Brasil".


A estação localizada em território da Vila Real de Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete, acabou motivando a formação de um povoado que ficou conhecido com o nome da Estação - Cristiano Otoni. Surgiram estabelecimentos comerciais e residenciais, as atividades agropecuárias prosperaram, mas faltava algo fundamental para os mineiros, a igreja.


Dos esforços da população, surgiu o templo dedicado a Nossa Senhora da Guia. No final do século 19, para tristeza da população, a singela capela estava quase em ruínas. Antônio José da Costa, fazendeiro, doou um terreno do lado oposto da linha férrea para a construção de uma nova igreja. Mais uma vez, a comunidade se organizou para arrecadar fundos para a construção. Havia um pedido especial, ou seja, o fazendeiro, devoto fervoroso de Santo Antônio, solicitou que o orago da igreja fosse ao santo português. Em 1910, o templo estava concluído. No princípio, estava subordinado à Paróquia de São Sebastião de Conselheiro Lafaiete; somente em 1968 foi criada a Paróquia de Santo Antônio de Cristiano Otoni. Alguns anos antes, o padre José dos Santos Gomes arrecadou donativos para ampliar a igreja e erigir a torre.


Três famílias se destacam na história econômica do município, Zille, Baeta e Costa. Alberto Zille foi proprietário de um curtume e de uma fábrica de sapatos, que funcionou até 1925. Segundo a tradição oral, nos fins de semana, a fábrica se transformava em sala de cinema para a exibição de filmes mudos, e a sonorização ficava sob a responsabilidade dos músicos locais.


Ainda nos anos vinte, Adalberto Zille e Manoel Domingos Baeta investiram em uma usina hidrelétrica - Usina Força e Luz -, que fornecia energia elétrica para Carnaíba e Cristiano Otoni, ainda distrito de Conselheiro Lafaiete. A usina funcionou até o início da década de 40, quando foi destruída por uma enchente. Uma nova usina foi construída em 1942, sendo, em 1968, adquirida pelas Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig). Entre os anos 30 e 40, o distrito ganhou seu primeiro posto telefônico e uma linha de ônibus. A inauguração da BR-3, hoje BR- 040, em 1958, traria uma nova época, já que a sede administrativa ficou às margens da rodovia.


Na década de 40, as grandes produções de Hollywood foram exibidas no Cine Arizona, de propriedade de dois comerciantes, Pedro Flores e Afonso Rocha e Chaves, o farmacêutico. Em 1950, o Arizona fechou as portas. Quatro anos depois, era inaugurado o empreendimento de Pedro Cardoso, o Cine Teatro Aparecida, que funcionou até 1984.


O distrito de Cristiano Otoni foi criado pela Lei nº 556, de 30 de agosto de 1911, no povoado e estação do mesmo nome.


A Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, estabeleceu a emancipação do município, tendo como integrantes os distritos de Cristiano Otoni (sede) e São Caetano do Paraopeba.

 

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