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Parque Estadual da Serra do Intendente

Apresentação

  • Conceição do Mato Dentro - Cachoeira Três Barras - Henry Yu
  • Conceição do Mato Dentro - Cachoeira do Tabuleiro - Diego Gazola
  • Conceição do Mato Dentro - Cachoeira do Tabuleiro - Diego Gazola
  • Conceição do Mato Dentro - Cachoeira Rabo de Cavalo - Diego Gazola

Município de abrangência
Conceição do Mato Dentro


Distância de Belo Horizonte ao Parque Estadual da Serra do Intendente

160 km


Como chegar

Partindo de Belo Horizonte pegar a Linha Verde, sentido Lagoa Santa e, de lá, a MG 10, sentido Serra do Cipó. Em Conceição do Mato Dentro, siga até o entroncamento de Congonhas do Norte. Depois vire à esquerda sentido Tabuleiro, e siga 19 km de estrada de terra, mantendo-se à esquerda até o parque.


Sede administrativa

Distrito de Tabuleiro
31 99603-6767
31 99632-3388


Infraestrutura

Interna
Ponto de apoio ao turista.


Entorno

Os visitantes podem contar com a infraestrutura de Conceição do Mato Dentro.


Horário de funcionamento

De segunda a domingo, das 8h às 16h
Requer agendamento prévio.


Entrada gratuita


Área
135,08 km²


Criação

28 de março de 2007


Histórico

No início do século 19, o Intendente Câmara, supervisor do comércio de diamantes, utilizava a rota de deslocamento do Arraial do Tijuco, atual Diamantina, para Gaspar Soares, atual Morro do Pilar, com o objetivo de vistoriar a primeira forja de ferro no Brasil. Nessa Região, surgiu o parque que recebeu seu nome, localizado nas terras altas da serra do Espinhaço meridional.


Objetivo

Vários fatores contribuíram para a necessidade de implantação de um parque nesta área do município de Conceição do Mato Dentro. O principal deles foi a demanda da comunidade local junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e ao IEF, através de suas autoridades representativas e das manifestações da opinião pública, em abaixo-assinados enviados aos órgãos de Estado.


Essas demandas foram motivadas pelas ameaças que a área vem sofrendo com as frequentes queimadas, desmatamento e outras ações predatórias que têm provocado grandes danos à flora e fauna locais, inclusive ameaçando de extinção algumas espécies endêmicas, levantadas em estudos, e contribuindo para o desaparecimento de espécies contidas nas listagens oficiais de "Ameaçadas de Extinção". Outra ação predatória de destaque, causada pela ação antrópica, é a diminuição do volume de todos os cursos d'água encontrados na área e a intermitência de outros que deixam de correr no período mais seco.


Levantamentos e avaliações técnicas realizadas pelo IEF apontaram vários indicativos de qualidade ambiental que justificaram a transformação da área em uma unidade de conservação de proteção integral. Entre eles, destaca-se o estado de conservação da área e a representatividade ecológica.


A criação da unidade de conservação reforça o trabalho na proteção ao complexo do Espinhaço, reconhecido como Reserva da Biosfera em 2005, pelo programa ‘Homem e Biosfera', da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Parque Estadual da Serra do Intendente, juntamente com o Parque Nacional da Serra do Cipó e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro da Pedreira, formam um corredor contínuo de unidades de conservação nas altas terras da Serra do Espinhaço.


Há um grande esforço para preservação da área da Reserva do Espinhaço, que se reflete no crescente número de unidades de conservação criadas pelo Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal. Na esfera estadual, destacam-se os Parques Estaduais do Rio Preto, do Biribiri, do Itacolomi, da Serra Negra, do Grão Mogol e do Pico do Itambé.


Clima

É o subtropical de altitude, com verões típicos e estação seca bem definida. A temperatura média anual é de 20º C.


Hidrografia
Todos os cursos d'água desse parque deságuam no rio Santo Antônio, um dos afluentes do rio Doce. Há também as sub-bacias hidrográficas do córrego Lambari, rio Cubas, córrego do Capão, córrego do Curral Velho, ribeirão do Peixe Tolo, córrego do Nono, córrego da Laje e as cabeceiras do rio Preto e córrego Palmito. Abrange ainda as nascentes e cabeceiras do ribeirão do Campo.


Vegetação
A cobertura vegetal é constituída por campos rupestres, campos de altitudes, cerrados, matas de galeria e por florestas que perdem parte da folhagem na época da seca, além de importantes remanescentes de mata atlântica.


Região de vegetação extremamente variada possui um dos mais altos graus de endemismo do mundo. Canelas-de-ema, sempre-vivas, orquídeas e bromélias são plantas típicas da região. 


Fauna

Há muitas espécies interessantes da fauna, tais como lobo-guará, suçuarana, lagartinho-do-cipó e veado. Com paciência, também é possível avistar onças pardas, tamanduás-mirim, veados-campeiros e catingueiros, pacas, quatis e capivaras.


O que ver e fazer

Cachoeira Congonhas

Possui 80 m de queda livre, que deságua em um poço propício para banho com 30 metros de largura e 60 metros de comprimento. A cachoeira deságua entre paredões de 100 metros de altura. Existe uma área para descanso sobre pedras. A incidência de sol é das 9h às 14h. A entrada deve ser feita das 8h às 15h30 e a saída até as 16h.


Extensão: 6,30 km da sede


Cachoeira Rabo de Cavalo
Possui duas quedas em formato de rabo de cavalo, entre paredões de quartizito. Forma um poço de 50 metros de largura e 30 m de comprimento. O poço é propício para banho e apresenta área para descanso sobre pedras. Incidência de sol apenas na parte da manhã. A entrada deve ser feira das 8h às 15h e a saída, até às 16h.


A atração é monitorada pelos guardas do parque.


Extensão: 26,4 km da sede


Cachoeira do Tabuleiro
Com 273 m de queda d'água, é a mais alta de Minas Gerais. Possui um poço com mais de 20 m de profundidade. A queda, equivalente a um prédio de 91 andares, fica diante de um paredão rochoso multicolorido. Na parte alta da cascata, há poços e outras quedas menores, em meio a bromélias e orquídeas naturais da região.


É possível fazer escalada com autorização do município e da Federação Mineira de Escalada, através do e-mail escaladatabuleiro@gmail.com. A entrada deve ser feita das 8h às 14h e a saída, até as 16h.


A cachoeira é gerenciada pela prefeitura de Conceição do Mato Dentro. Ingresso pago


Extensão: 21,6 Km da sede


Cânion do Peixe Tolo
Em seu interior, está a cachoeira da Bocaina, que deságua de um paredão de rocha quartizítica de 200 m de altura. O poço possui 20 m de comprimento e 30 m de largura. Há incidência de sol até as 12h. Antes de visitar o cânion, é obrigatório fazer o agendamento prévio com a administração do parque.


Nos feriados, há monitoramento pelos guardas da unidade de conservação.


Extensão: 29 km da sede



Passeios nos arredores


Estrada do Charco

Estrada de terra que liga o Tabuleiro à cachoeira Rabo de Cavalo e margei, em parte, o parque. É possível percorrer a trilha a pé, de bicicleta ou a cavalo. Durante o percurso, observa-se paredões da serra do Intendente, o cânion do rio Preto, a cachoeira de Congonhas e a cachoeira Rabo de Cavalo.


Extensão: 10 km
Grau de dificuldade: médio


Poço do Val

Local para banhos.


Localização
A partir do centro de Conceição do Mato Dentro, seguir 19 km em estrada de terra até o povoado de Tabuleiro. Logo na chegada, entre à esquerdam sentido campo de futebol. Siga mais 500 metros até a ponte e encontrará o poço. O percurso pode ser feito parcialmente de carro.


Grau de dificuldade: baixo


Poço Pari
Oferece local para banho e possui estrutura de camping, banheiros e chuveiros.


Localização
A partir do centro de Conceição do Mato Dentro, seguir por 19 km em estrada de terra até p povoado de Tabuleiro, De lá, segue-se a estrada em direção ao poço do Pari. O percurso em estrada pode ser percorrido de carro. A trilha a pé tem extensão de 800 metros.


Grau de dificuldade: baixo


Travessia Lapinha da Serra
Famosa trilha utilizada originalmente pelos tropeiros que passavam com cargas em lombos de mulas. Ela começa no Vilarejo da Lapinha e cruza a serra do Espinhaço de oeste para leste, na região da serra do Cipó. Nessa travessia, é possível observar picos, piscinas naturais, rios, campos rupestres, matas, cerrado e cachoeiras.


Extensão: 28 km
Duração: três dias
Grau de dificuldade: alto


Dicas
- O distrito de Tabuleiro não possui serviços como bancos ou farmácias. A maioria dos estabelecimentos também não aceita cartões de crédito.


- Cada atração tem um horário específico, que deve ser checado antes da visita.


- O parque não possui bares ou restaurantes, portanto o visitante deve levar lanche e água.


- Ao menor sinal de chuva na cabeceira do rio, saia imediatamente. Há risco de tromba d'água.



Órgão responsável pelo parque

Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde
1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507

Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345

Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381


É bom lembrar que...

- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.


- O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.


- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.


- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa d água na mochila.


- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.


- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois do consumo.


- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.


- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.


- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.


- Entrar no parque com animais domésticos, pode causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.


- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidos. Os parques estaduais possuem restrição de uso de imagem. Consulte o IEF.

 

Fonte
Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais

 

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