Destinos

Parque Nacional das Sempre-Vivas

Apresentação

Parque fechado ao público


Criação

13 de dezembro de 2002 - Decreto s/nº


Área

124.154 ha


Municípios de Abrangência

Diamantina, Buenópolis,Bocaiúva and Olhos d'Água


Descrição

O relevo marcante da unidade é a serra do Espinhaço, de intensa beleza cênica devido à formação geográfica do tipo cordilheira e por abrigar uma grande concentração de nascentes de afluentes do rio Jequitinhonha, com belíssimas quedas d'água.


A unidade apresenta uma grande heterogeneidade ambiental formando um complexo mosaico de tipologias vegetais, ainda em excelente estado de conservação. Foram registradas na região desde mata densa de fundo de vale até os campos rupestres típicos de altitudes elevadas. Destaca-se a presença das pequenas flores sempre-vivas; segundo estudos realizados, 70% das sempre-vivas do mundo estão concentradas nesta região.

 

Constata-se a presença de animais ameaçados, como a onça-pintada, a onça-parda, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra.


A região apresenta clima tropical-úmido, com temperatura média anual de 20ºC e precipitação média anual de 1250 a 1500mm.

 

Biomas e ecossistemas
Cerrado, campos rupestres, mata atlântica, veredas, capões de mata e campos úmidos.

 

Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço
Devido à grande importância socioambiental da cadeia do Espinhaço, as unidades de conservação ali localizadas despertam interesse na comunidade científica internacional a fim de ampliar o conhecimento e conservação da área. Nesse contexto, diferentes estratégias são adotadas para o alcance desses objetivos. O estabelecimento de uma Reserva da Biosfera, de um Patrimônio Mundial da Humanidade e de um mosaico de áreas protegidas são exemplos disso.

 

O PNSV integra uma rede internacional de áreas protegidas conhecidas como reservas da biosfera. As reservas da biosfera são reconhecidas pela UNESCO e representam o principal meio de implementação do programa O Homem e a Natureza (MAB). O estabelecimento das reservas da biosfera busca fortalecer o conceito de desenvolvimento sustentável. São mais de 630 reservas da biosfera em 119 países, sendo que atualmente no Brasil existem sete reservas delas: mata atlântica e cinturão verde da cidade de São Paulo, cerrado, pantanal, caatinga, Amazônia Central e serra do Espinhaço (MMA, 2015; UNESCO, 2015).

 

Em 2005, a UNESCO cria, na região da cadeia do Espinhaço, a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE), presente em 53 municípios do estado de Minas Gerais. O PNSV destaca-se como a maior UC da reserva em sua porção norte. Além do Parque Nacional das Sempre-Vivas, fazem parte da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço diversas unidades de conservação de proteção integral e de uso sustentável, federais, estaduais e municipais, além de territórios quilombolas.

 

As Sempre-Vivas
"Sempre-vivas" é o nome dado no Brasil a partes de plantas, geralmente escapos e inflorescências, que conservam a aparência de estruturas vivas mesmo depois de destacadas e secas e que são comercializadas e exportadas para decoração de interiores (GIULIETTI, 1996), dentre elas destaca-se a família Eriocaulaceae.


Eriocaulaceae é uma família botânica de monocotiledôneas composta por aproximadamente 1200 espécies (GIULIETTI & HENSOLD, 1990 apud COSTA et al, 2008) reunidas em 10 gêneros de distribuição tropical. O principal centro de diversidade  encontra-se na Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais. Segundo Giulietti et al (2010, apud COSTA et al, 2008), no Brasil ocorrem 629 espécies desta família e, na Cadeia do Espinhaço, as estimativas indicam a ocorrência de 380 espécies, sendo 85% endêmicas. Rapini (2008) faz uma extensa revisão sobre estudos florísticos realizados ao longo da cadeia do Espinhaço, e eles concentram-se principalmente na serra do Cipó e Grão Mogol em Minas Gerais, e chapada Diamantina e pico das Almas, na Bahia. O mesmo autor afirma que os microendemismos são característicos da região da cadeia do Espinhaço e que os levantamentos florísticos em áreas de campos rupestres são garantias de novidades taxonômicas.


O levantamento de eriocauláceas realizado no Parque Nacional das Sempre-Vivas corrobora tal citação. Até o momento já foram identificadas 60 espécies de Eriocaulaceae no Parque. Os estudos com Eriocaulaceae no PNSV tiveram início em 2013, motivados pelo Plano de Ação Nacional para conservação das sempre-vivas. Tais estudos estão ainda no início, muitos espécimes coletados durante as expedições de campo ocorridas em 2013 encontram-se em fase de identificação pelos especialistas e, estimativas apontam que o número total de espécies dentro do PNSV pode chegar a mais de uma centena.

 

Como chegar
O principal acesso à Unidade de Conservação se dá pelo município de Diamantina a 280 km de Belo Horizonte. São 124 km pela BR-040, depois percorrer mais 47 km pela BR-135 em direção a Curvelo, daí por mais 129 km até a cidade de Diamantina, passando pelas BR-259 e BR-367.

 

A partir de Diamantina, o principal acesso ao Parque se dá ao sul da unidade de conservação, pela estrada que passa pelo distrito de Guinda, e depois pelas localidades de Sopa, Morrinhos, São João da Chapada e Macacos, perfazendo cerca de 60 km por estrada de terra. Da localidade de Macacos até o atual alojamento da unidade percorrem-se 10 km, também por estrada de terra.



Sede Administrativa
Endereço:beco da Paciência, 166
Diamantina
CEP 39100-000
Telefone: 38  3531-3266 / 2111


Órgão responsável pelo parque
ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente
http://www.icmbio.gov.br/portal/

 

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