Destinos

Parque Nacional Grande Sertão Veredas

Apresentação

  • Chapada Gaúcha - Cachoeira Mata Grande - Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Cachoeira do Rio Claro - Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Expedição Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê
  • Chapada Gaúcha - Rio Preto - Grande Sertão Veredas - Marcelo Andrê


Agora, o mundo quer ficar sem sertão... Se um dia acontecer, o mundo se acaba.”    Guimarães Rosa

 

Municípios de Abrangência
O parque abrange os municípios de Chapada Gaúcha, Formoso e Arinos, no noroeste de Minas Gerais, e o município de Côcos, na Bahia.


Portaria

Localizada a cinco quilômetros de Chapada Gaúcha.


Distância de Belo Horizonte

751km


Como chegar

Partindo de Belo Horizonte o caminho é seguir no sentido de Montes Claros.
Rodovias
BR040 - até o trevo da BR135
BR135 - prosseguir até Mirabela que está 64 quilômetros após Montes Claros.
MG202 – Dez quilômetros após Mirabela entrar na MG202 e seguir até
Brasília de Minas.
MG402 – Em Brasília de Minas prosseguir pela MG402 até o município de São Francisco onde se deve fazer a travessia do rio São Francisco por meio de balsa.
Estrada vicinal – após a balsa prosseguir por 126 km em estrada vicinal até Chapada Gaúcha.


Por via área o caminho mais fácil é por Brasília - Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. De Brasília prosseguir para Unaí, depois seguir em sentido de Arinos e Chapada Gaúcha. São aproximadamente 360km de estrada pavimentada e em boas condições.


Sede administrativa
rua Guimarães Rosa, 149 – Chapada Gaúcha – 39314-000
Telefone: 38 3634-1465
parnagsv@gmail.com


Infraestrutura

Externa
A cidade de Chapada Gaúcha oferece hotéis e pousadas para hospedagem.

Horário de funcionamento
As visitas ao parque só podem ser realizadas com agendamento prévio.

A sede administrativa funciona de segunda à sexta das 8h às 12h e das 14h às 18h.

A visita deve ser finalizada até às 17h, sendo o condutor responsável pela devolução das chaves das cancelas.

O registro dos visitantes é feito mediante o preenchimento do "Termo de Conhecimento de Riscos e Normas" na sede administrativa do parque em Chapada Gaúcha, ou encaminhado por e-mail.

A entrada no parque só é permitida com veículo 4x4 e o acompanhamento de um condutor de visitantes da região, que deverá ser contratado pelo interessado. Não é permitido pernoitar no interior do parque.   


Área
230.67 ha


Criação
Criado pelo decreto nº 97.658 de 12 de abril de 1989 com 83.364 ha. Área ampliada em 21 de maio de 2004.


Objetivos
Os cientistas Ângelo Machado e Célio Valle, do Centro de Conservação da Natureza de Minas Gerais fizeram informalmente, em 1977, à Maria Tereza Jorge Pádua, então diretora do Departamento de Unidades de Conservação do antigo IBDF, a proposta de criação de um parque nacional na região dos Gerais. Essa  foi a primeira iniciativa para a preservação de espécies da região. Não havia uma única unidade de conservação que pudesse proteger os ecossistemas tão maravilhosamente descritos na obra de Guimarães Rosa.


Os Campos Gerais, pela sua grandiosidade, belezas naturais e pela sua riqueza cultural, sempre despertaram interesse e curiosidade. Vasta área na margem esquerda do São Francisco, originalmente 13 milhões de hectares, tem como características extensos campos graminosos e as magníficas veredas.


No início da década de 80 os Gerais, no bioma cerrado, começaram a ser destruídos, principalmente pela monocultura de soja, eucalipto e pelo desmatamento descontrolado para a formação de pastagens e produção de carvão. Reconhecendo a gravidade e a urgência da situação, a FUNATURA, em 1986, com o apoio do World Wildlife Fund (WWF-US), iniciou estudos nos Gerais, visando a criação de unidades de conservação na região. Finalmente, em abril de 1989, foi criado o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (PARNA GSV), com o apoio do IBAMA.


A categoria Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e turismo ecológico (SNUC, 2002).


Descrição
O nome do parque surgiu de uma homenagem ao escritor João Guimarães Rosa, sugerida pelos conservacionistas mineiros. O livro Grande Sertão: Veredas, do escritor, foi inspirado em uma viagem de 45 dias realizada por ele em 1952 pelo sertão, passando pela região onde hoje se encontra o parque. O cenário do romance é o norte de Minas e mais especificamente os cerrados das margens direita e esquerda do rio São Francisco, cujas tipologias encontram-se quase todas preservadas no parque nacional. 


O Parque Nacional Grande Sertão Veredas situa-se nos antigos Gerais de Santa Maria, nome pelo qual - informa Martius em 1820 – eram conhecidos aqueles cerrados do noroeste de Minas, provavelmente devido à Serra e Contagem de Santa Maria, posto fiscal colonial nas lindes com Goiás.
 

O cerrado é dominante, com toda sua orquestrada paisagem de jardins naturais, como descrevia o Dr. Glaziou em 1893, desde o cerradão, o carrascal até as veredas famosas de buritizais, passando por diversas paisagens intermediárias.
 

Os nomes cerrado, carrasco, vereda, e caatinga são encontrados em documentos do século 18 já com conotações específicas. Variaram, porém, ao longo do tempo, entre eles a denominação “cerrado”, deixando de ser designativa de um a fitofisionomia par a designar uma totalidade ambiental. Warming, discípulo dinamarquês do famoso Dr. Lund foi o primeiro a descrever o cerrado, em 1892, em Lagoa Santa, lugar tão cruzado de coisas importantes para a história da ciência.
 

O sinônimo antigo para cerrado – os Gerais – parece-nos descrever melhor a complexidade paisagística do ecossistema. Gerais implica em junção de gêneros – matos, campos, várzeas – nessa harmônica unidade na diversidade que é exatamente o cerrado. 


O Parque Nacional Grande Sertão Veredas possui um apelo muito forte, não só pela atração literária, mas principalmente pelas belezas naturais envoltas em torno do cerrado e suas veredas. O turismo, como alternativa de desenvolvimento, novamente aparece como um dos direcionamentos apontados por vários representantes da sociedade local para a discussão sobre a região do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.


No parque são encontrados todos os tipos fisionômicos do cerrado e ecossistemas compostos pelas seguintes fitofisionomias: cerrado senso strictu, campos limpo e sujo, matas de galeria e veredas.


Os aspectos ambiental e cultural ficam evidentes nas placas, mesclando informações sobre animais e frases de Guimarães Rosa. Além de informações em inglês para os turistas estrangeiros, a estrutura também conta com acesso para cadeirantes no Mirante da Siriema, um pouco antes da trilha, e também ao final, já chegando à cachoeira, onde foi erguido um quiosque e um banheiro seco.


A região é uma das mais pobres do Estado e possui a menor densidade demográfica do Estado, 5 hab/km².


Relevo

Com topos relativamente planos, característicos do chapadão Central, tem altitude variando de 600 m a 1.200 m, enquanto vales, limitados por margens bem definidas, têm áreas sujeitas a inundações. O relevo é caracterizado por ser suave ondulado. O solo é constituído em grande parte de sedimentos aluvionares, de tipo arenoso, que preenchem as calhas dos rios e se estendem às suas planícies de inundação. Ocorre também a formação Urucuia, caracterizada por depósitos pluviométricos, de coloração quase sempre avermelhada.


Clima

O clima da região é o tropical, com temperatura média anual de 20ºC, temperatura máxima absoluta de 34º a 36ºC e mínima absoluta de 0ºC a 4ºC. Caracteriza-se por quente semiúmido. O período mais seco ocorre durante os meses de setembro a novembro, o mês mais frio é junho e a estação chuvosa ocorre entre dezembro e fevereiro, com chuvas entre 1.250mm e 1.500mm anuais.


Vegetação

A mata ciliar, a vereda e o cerrado são os três principais detentores de riqueza da fauna vertebrada terrestre no parque. Já o carrasco e o campo limpo possuem uma riqueza menor de espécies. No entanto, essa menor riqueza não significa que são ambientes de importância secundária na unidade de conservação.


Um destaque na vegetação é o carrasco, transição entre o cerrado e a caatinga, caracterizada por ser extremamente fechada e com plantas de porte arbustivo. O parque é um dos poucos locais onde o carrasco encontra-se protegido. Mas o que mais chama a atenção no parque são as veredas, que praticamente dominam a paisagem. As veredas são formações típicas do Brasil Central, onde se destaca a palmeira do buriti (Mauritia vinifera), em terreno encharcado, sobre um grande tapete graminoso. Um fato curioso é a associação do buriti com a palmeira buritiana (Mauritia armata), pouco comum nas veredas. Outras espécies encontradas no parque são: puçá, pacari, peroba-do-campo, ipê amarelo, ipê roxo, genipapo, jatobá, jacarandá, sucupira, vinhático, açoita-cavalo, ingá, cedro, araticum, murici, entre outras.


Fauna
A fauna do parque é bastante variada e representativa do cerrado, contendo expressivo número de espécies de mamíferos brasileiros em extinção. Destacam-se o lobo-guará (Chrycyon brachyurus), o tatu-canastra (Priodontes giganteus), o tamanduá-bandeira (Myrmeacophaga tridactyla) e o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus). Outras espécies como tatu-bola,  onça-parda (ou suçuarana), jaguatirica, onça-pintada, cervo-do-pantanal, entre outras, podem ser encontradas. Uma característica marcante da fauna local é a riqueza das espécies de aves, principalmente dos psitacídeos (família das araras, papagaios e periquitos). A existência das veredas é vital para a sobrevivência dos psitacídeos, constituindo-se de fonte de alimentos, abrigo e local para a reprodução. Dentre as aves cita-se a ema, o motum, a arara-canindé e a arara vermelha. Outros animais como peixes, anfíbios e répteis também são encontrados com representantes de diversas espécies. Dentre eles, destacam-se: jacarés, cobras, traíras, rãs, sapos, mandis, piaus, entre outros.


O que ver e fazer
Na entrada, os visitantes são recebidos com a frase de Guimarães Rosa “Agora, o mundo quer ficar sem sertão... Se um dia acontecer, o mundo se acaba”. Na sequência, outras citações do escritor mineiro marcam a trilha do Mato Grande.


O Parque pode ser visitado durante o ano todo. Normalmente, o período de seca vai de maio a outubro e as chuvas se estendem de novembro a abril.


“...Tem que ser um processo que ocorra naturalmente e gradualmente. Anteriormente trabalhamos mais com a infraestrutura da unidade, na sede, com veículos e reformas. Agora que já tem a base, dá para evoluir. Um dos focos principais passa a ser o uso público, onde a gente vai conseguir dar um retorno para a sociedade. O pessoal vai chegar, ver, curtir, conhecer, interagir com as entranhas do parque”. Luiz Sergio Martins


Trilha do Mato Grande
Construída pela Fundação Pró-Natureza (FUNATURA), com apoio do Funbio / TFCA e parceria do Parque Nacional Grande Sertão Veredas / ICMBio é considerada uma das principais atrações do local. No percurso existe um mirante, placas interpretativas em grotas nomeadas de acordo com os animais recorrentes no local, como o tamanduá, o inhambu, o lobo e a cobra. A trilha margeia o rio do Mato Grande e corta vários ambientes do cerrado. O local surpreende o visitante pela exuberância das paisagens e o volume d’água dos rios. 

Trajeto: 2,2 Km
Grau de dificuldade: fácil


Veredas diversas


Mirante da Seriema

O encontro entre os Rios Preto e Carinhanha (rio que divide os estados de Minas Gerais e Bahia)

Vereda do Santa Rita e encontro com o Rio Preto 


Órgão responsável pelo parque

ICMBIo - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente
http://www.icmbio.gov.br/portal/  


  
É bom lembrar

Verificar nível do tanque de combustível do veículo. As distâncias percorridas são longas.

Levar bastante água e um bom lanche, mas evite vasilhames de vidro ou enlatados. Prefira alimentos leves como frutas frescas ou desidratadas, castanhas, sanduíches (sem maionese).

Nem todos os estabelecimentos aceitam cartões e as opções de saque em Chapada Gaúcha são:
Correios (Apenas Banco do Brasil), de segunda a sexta das 8h30 às 16h30
Lotérica (Caixa ou Banco do Brasil), de segunda a sexta das 8h às 18h e sábado de 8h às 12h
Caixa Eletrônico do Bradesco - Todos os dias das 6h às 22h
Mercado Toledo (apenas Bradesco) - de segunda a sábado das 8h às 12h e 14h às 18h.

Utilize roupas adequadas, boné e tênis ou outro calçado fechado.

Leve protetor solar e repelente

Levar seus remédios de usos específicos, como antialérgicos, e de uso controlado, como pressão, asma e outros.

Na época da chuva, traga capa de chuva e roupa reserva para trocar após o passeio. Dica: embale roupas e equipamentos eletrônicos em um saco estanque para mantê-los secos.

Siga as normas e as orientações dos funcionários do parque e condutores de visitantes, especialmente nas áreas de banho, pois elas visam a proteção dos ambientes e dos próprios visitantes.

Observe, mas não recolha flores e pedras dos locais que você está visitando, nem moleste os animais.

Todo lixo que você produzir deverá ser trazido de volta à cidade, inclusive o lixo orgânico.

Atividades em ambientes naturais envolvem riscos e o parque nacional não conta com serviço de resgate, portanto, aja com moderação. Evite atitudes que possam causar acidente, como subir em pedras ou árvores e saltar no rio de lugares altos.


Lembre-se: você é o principal responsável por sua segurança.

Atenção: Em épocas de chuva existe o risco de ocorrência de trombas d'agua, fenômeno decorrente do acúmulo de água na cabeceira do rio, provocando uma enchente repentina arrastando o que estiver em seu curso.


Restrições


Não são permitidos:
A entrada nas áreas de visitação com bebidas alcoólicas ou qualquer outra droga legal ou não, que limite os reflexos e a capacidade de coordenação motora do indivíduo. Fumar, além de ser proibido no PNGSV, não combina com o ambiente e atrapalha a experiência dos outros visitantes. Respeite-os.

O uso de bronzeador, xampu e sabonete nos banhos de rio.

A entrada de animais domésticos.

O ingresso e a permanência na unidade de visitantes portando armas, materiais ou instrumentos destinados a corte, caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna e à flora.

A utilização de aparelhos ou instrumentos sonoros dentro do parque, excetuando-se os casos necessários à fiscalização, busca e salvamento.

 

Fonte: Plano de Manejo do Parque Nacional Grande Sertão e Veredas. 2003

 

 

Enviar link

Região Turística
Norte de Minas
  • Cidades próximas:
  • Arinos