Destinos

Floresta Nacional de Ritápolis

Apresentação

Município de abrangência
Ritápolis

Localização geográfica
21°03'30" de latitude sul e 44°16'25" de longitude oeste


Distância de Belo Horizonte
197 km


Sede administrativa

Fazenda do Pombal - Zona Rural - BR 294, km 4
CEP: 36.335-000
Telefone: 32 3356-1655 / 3356-1264
Ritápolis

Para correspondência
Caixa Postal 77 – São João del-Rei - CEP 36.307-348


Infraestrutura


Interna
Sede administrativa, casa de hóspedes, imóveis funcionais, biblioteca, laboratório, sala para atividades de educação ambiental, setor de apicultura, marcenaria, depósito, campo de futebol, viveiro florestal, sítio histórico – ruínas da Fazenda do Pombal e engenho de cana-de-açúcar.


Entorno
Os municípios de São João del-Rei, Tiradentes e Barbacena oferecem bons equipamentos de hospedagem e alimentação.

Horário
De segunda a sexta-feira, das 7:00 h às 11:00 h e das 12:00h às 16:00h

Área
89,18 hectares


Criação

Decreto s/nº de 21 de setembro de 1999


Histórico

A Floresta Nacional de Ritápolis situa-se em área integrante da Fazenda do Pombal, local de nascimento do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A propriedade foi tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN através do processo n° 832-70, de 21 de setembro de 1971 sob o número de inscrição 433.


Segundo pesquisas históricas efetuadas pelo Eng° Agr° Adherbal Malta no ano de 1719 a Coroa Portuguesa concedeu ao Capitão-mor Francisco Viegas Barbosa, uma área medindo uma quadra de sesmaria ou "huma légua de terras em quadras", correspondente a 4.356 hectares ou 43,56 km2 em medidas atuais. Nesta propriedade, residiam Domingos da Silva Santos e Antônia de Encarnação Xavier, pais de Tiradentes. Joaquim José da Silva Xavier residiu na Fazenda do Pombal até 1757, quando aos 11 anos, órfão de pai e mãe, foi morar com seu padrinho Sebastião Ferreira Leitão, em São José del-Rei, hoje Tiradentes. A Fazenda do Pombal produzia açúcar e ouro, e possuía naquela sede, 35 escravos. A casa principal era composta por dois andares, sendo que o pavimento superior era a morada da família e os cômodos de baixo eram utilizados como depósitos de ferramentas, a oficina de ferreiro para apontar instrumentos de trabalho, inclusive para ajustar rodas dos carros de bois. Recortando de fora a fora da casa, havia uma varanda que saía da parte da frente para as margens do rio.


A água vinha encanada em quase todo o percurso em troncos de coqueiros caraíba e percorriam uns quatro quilômetros da mina até o engenho. Aos fundos via-se a serra de São José, riquíssima de ouro de beta e de aluviões fartos. Hoje restam apenas os alicerces cobertos de vegetação. Pombal tem uma bela situação à margem direita do lendário rio das Mortes. A perspectiva é larga, o terreno é plano com serras a alguma distância, de um lado e de outro do rio. 
Quando desmembrada a Fazenda do Pombal, deu origem a mais três propriedades: as Fazendas Ouro Fino, Magnólia e Roça Grande. Em 1884, o Coronel Emídio de Mendonça desmanchou a sede e a capela de Nossa Senhora da Ajuda da Fazenda do Pombal e levou todo o material para a construção da Fazenda Ouro Fino, distante três quilômetros da antiga sede do Pombal. As famosas imagens barrocas, o sino, o altar e a porta da antiga capela, foram alguns dos objetos levados pelo Coronel. Atualmente, algumas dessas imagens se encontram no Museu de Arte Sacra, no centro de São João del- Rei.


Em 1948, a Fazenda do Pombal foi adquirida pelo Ministério da Agricultura, já com a área reduzida a 89,50 hectares. Supõe-se ter sido comprada a parte que continha a sede principal, da qual ainda restam as ruínas da sede e do engenho. Na ponte desativada passava um pontilhão da estrada de ferro que levava minério de ferro até Penedo (lugarejo próximo à Fazenda). Quando a estrada de ferro foi desativada, o pontilhão deu lugar a uma ponte de ferro e cimento (atual).


De 1945 a 1950 a Fazenda do Pombal passou por outra mudança drástica: o terreno foi terraplenado em toda área que um dia fora construída a casa de senhores, para a instalação de um posto fixo agropecuário com plantação de peral, mangueiral, criação bovina, suína, etc.


O tombamento da área deu-se através de um decreto-lei em 1971, e em 1999, a Unidade de Conservação passou para a categoria de Floresta Nacional — FLONA, administrada pelo ICMbio. 


As ruínas da Fazenda Pombal e do engenho de açúcar abrangem uma área de aproximadamente 1000m2 ou 0,10 ha, equivalente a 0,11% da Floresta Nacional de Ritápolis. Essa zona visa assegurar o desenvolvimento de pesquisa e estudos voltados a interpretar para o público os fenômenos histórico-culturais ocorridos no contexto regional, envolvendo a infância e vida de Tiradentes. 


Objetivos
Proteger remanescentes de vegetação nativa;

Proteger espécies da fauna, incluindo as raras e ameaçadas de extinção, cujas áreas de refúgio estão particularmente escassas e fragmentadas na região;

Proteger os recursos hídricos;

Restaurar ecossistemas degradados;

Produzir sementes e mudas de espécies florestais;

Promover o uso sustentável dos recursos florestais e faunísticos;

Difundir técnicas e métodos gerados a partir de pesquisa científica;

Possibilitar a pesquisa científica voltada à conservação e utilização dos recursos naturais;

Proteger sítios históricos e culturais para pesquisa e visitação;

Propiciar atividades de educação e interpretação ambiental, e a recreação em contato com a natureza. 


Descrição
Bioma: mata Atlântica e cerrado.
A Floresta Nacional de Ritápolis localiza-se em uma região ecotonal divisória de floresta estacional semidecídual e cerrado sensu lato.


Zona de Conservação

É constituída por áreas naturais relativamente conservadas, contendo espécies da flora e da fauna e fenômenos naturais de grande valor científico, apresentando uma área de 27,65 ha, equivalente a 30,96% da Floresta Nacional de Ritápolis. 


Representa um mosaico ambiental e sucessional, formado por áreas com características fito fisionômicas e edáficas distintas, regiões com árvores de grande porte e com árvores de menor porte, consequência de queimadas, corte para atividades agrícolas ou pela retirada seletiva de madeiras mais nobres. 


Zona de uso especial
Essa zona apresenta uma área de 17,92 ha, equivalente a 20,07% da Floresta Nacional de Ritápolis, e compreende toda a infraestrutura de apoio e uso geral destinada a atender as atividades que serão desenvolvidas na Unidade de Conservação. Está constituída de locais necessários à administração, manutenção e serviços da Unidade de Conservação.


Zona de Uso Público
É constituída por áreas naturais ou alteradas pelo homem. Está dotada de infraestrutura para o desenvolvimento de atividades de recreação e educação ambiental. Com uma área de 4,93 ha, equivalente a 5,52% da Floresta Nacional de Ritápolis, está localizada na porção urbanizada da Unidade de Conservação, sendo ocupada por uma área estruturada com edificações e espaço de lazer, de modo ordenado.


O contato com a Zona Histórico-Cultural e o Viveiro facilita o desenvolvimento do programa de uso público, concentrando nesta região as atividades de recreação, educação ambiental e treinamento da comunidade.


Zona de Recuperação
Essa zona contempla áreas alteradas pelo homem, sendo considerada uma zona provisória que, depois de restaurada deverá ser incorporada a uma ou mais zonas permanentes. Apresenta uma área de 7,89 ha, equivalente a 8,83% da Floresta Nacional de Ritápolis, em áreas degradadas pela instalação da ferrovia MRS.


Zona de Manejo
Essa zona apresenta uma área de 27,38 ha, equivalente a 30,66% da Floresta Nacional de Ritápolis, e está constituída de locais com aptidão para produção e manejo florestal. A Zona de Manejo compreende as áreas de floresta plantada com eucalyptus com potencial econômico para o manejo sustentável de produtos florestais e as áreas com floresta nativa em diversos estágios de regeneração.


Zona de Uso Conflitante

Essa zona apresenta uma área de 3,55 ha, equivalente a 3,97% da Floresta Nacional de Ritápolis. Abrange os trechos da ferrovia e da estrada intermunicipal que cortam a Unidade de Conservação.


Clima
É caracterizado pela presença de uma estação seca bem definida, de abril a setembro, que coincide com o inverno. Por outro lado, há também uma estação chuvosa pronunciada, entre outubro e março, responsável por 85,28% da precipitação anual. A temperatura média anual para o período compreendido entre 1961 a 1990 para a região da Floresta Nacional de Ritápolis foi de 19,14°C, sendo que o mês com a temperatura média mais elevada foi fevereiro (21,7°C) e julho o mês com a temperatura média mais baixa (15,5°C).


Relevo
abrange relevos colinosos com vertentes convexas e topos convexizados ou tabulares, intercalados por alvéolos, com incisões de drenagem entre 44 e 92 metros e declives que variam entre 5 a 24°. Sob influência de precipitações que variam entre 800 a 1750 mm concentradas no verão, as formações vegetais que recobrem as formações superficiais argilosas e areno-argilosas estão representadas por savanas e pastagens.


Vegetação
A Flona de Ritápolis está situada em uma área de transição entre as regiões mineiras da Zona da Mata, Sul de Minas e Centro-Oeste, e sua composição vegetal inclui amostras da mata atlântica e do cerrado, além de campos limpos, matas ciliares e campos rupestres - o que oferece farto material a estudiosos da flora e da fauna. As pesquisas ocorrem através de acordos de cooperação técnica firmados com universidades e outras instituições.


Entre a abundante vegetação pode ser citados, aroeira fria, aroeira quente, pau pombo, araticum, pimenta macaco, araucária, ipê amarelo, ipê cascudo, embaúba, canela serra, canela preta, maçaranduba, jatobá, jacarandá, cedro, quaresmeira, araçá, açoita cavalo.


Fauna
Gambá saruê, catita, cuíca, mico-estrela, bugio, macaco prego, sauá, tatu-galinha, tatu-rabo-mole, irara, gato-do-mato, cachorro do mato, veado, paca, capivara, préa, gato-mourisco e caxinguelê.


Avifauna
Garça-branca, gavião carijó, caracará, jacuaçu, saracura, frango-d’água, maria-olho-falso, juriti, siriema, pomba-amargosa, maritaca, jandaia-estrela, alma-de-gato, beija-flor-rubi, martim-pescador, tucano, pica-pau-rei, viuvinha, bem-te-vi, sabiá-laranjeira, canário-de-fogo, saíra-dourada, tico-tico, tziu, colheirinho e trinca-ferro.


Hidrografia
Os rios, das Mortes e Santo Antônio são marcos importantes na área do parque.


O que ver e fazer


Viveiro Floresta, horta medicinal e apiário

O viveiro florestal tem um estoque de cerca de 70 mil mudas, de quase 400 diferentes espécies - em sua maioria nativas da região. As mudas são vendidas a preços acessíveis, visando essencialmente a recuperação de áreas degradadas e evidenciando a exploração de produtos não-madeireiros como uma atividade sustentável que pode ser mantida em determinadas Unidades de Conservação. Plantas ornamentais também são produzidas, para arborização urbana em cidades que mantêm com a FLONA acordos de cooperação mútua.


Educação Ambiental
É continuamente trabalhada na Unidade. Escolas da região enviam alunos para participar de caminhadas ecológicas, palestras, grupos de discussão e visitas às áreas históricas e ao viveiro florestal.


Normas específicas da Flona de Ritápolis
Os veículos dos visitantes deverão se concentrar na área destinada ao estacionamento.

É proibida a prática de atividades esportivas com veículos automotores.

Os visitantes que realizarem as atividades de ciclismo serão obrigados a utilizar os equipamentos de segurança exigidos pelo Departamento Nacional de Trânsito.

A atividade de ciclismo só será permitida nas vias abertas a visitação pública.


Órgão responsável pela Floresta

ICMBIo - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente
http://www.icmbio.gov.br/portal/

 

É bom lembrar que 
O sol forte exige chapéu e protetor solar todo tempo.

É interessante ter vários filmes extras à mão, pois não há onde comprá-los dentro das trilhas dos parques.

O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.

Leve sempre algo para comer na mochila. Frutas, sanduíches e barras de cereais são algumas sugestões de alimentos nutritivos.

As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa d’água na mochila. 

Um calçado confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.

Tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.

Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.


Fontes
ICMBIo - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente
http://www.icmbio.gov.br/portal/

 

Universidade Federal de São João del-Rei
http://www.ufsj.edu.br/


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