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Igreja Matriz de São José

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As obras da Igreja de São José foram iniciadas em 1901. Dois redentoristas chegados à nova capital um ano antes foram os responsáveis pela construção do templo, que seria a nova matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem em substituição à antiga. Durante a construção de Belo Horizonte, o governo assumiu o compromisso com D. Silvério Gomes Pimenta, bispo de Mariana, de construir uma grande matriz.   


Com grandes solenidades presididas pelo padre Frederico Becks, seu primeiro pároco, e com a participação fervorosa da população, no dia 19 de março de 1904 foi inaugurada a primeira parte da construção. A solenidade contou com a participação do vice-presidente da República, Dr. Afonso Pena, altos funcionários públicos e o prefeito da capital, Coronel Francisco Bressane. A procissão foi formada com crianças vestidas de anjos, organizações católicas, alunas de escolas públicas e do colégio Imaculado Conceição.


Dois anos depois, inaugurava-se uma das torres que também ganhou um sino fundido em Belo Horizonte. Em 1905, os serviços religiosos já eram celebrados normalmente. Adros, muros e gradis estavam praticamente concluídos em 1910.


O projeto da igreja, chamado na época de “Manuelino moderno”, é, na realidade, uma construção em estilo eclético do arquiteto Edgar Nascente Coelho. A decoração interna foi executada pelo  artista alemão, Guilherme Schumacher, nos anos de 1911 e 1912. Toda a parte interna foi decorada com pinturas, não existe nenhum espaço que não tenha recebido alguma pintura.


A capela-mor 
O tema principal da pintura da capela-mor é a adoração no céu à Santíssima Trindade. Próximos ao Cristo, que segura o cálice com a hóstia, estão Maria, à esquerda, e José, à direita. Mais acima, na direção de Deus Pai, encontra-se, nos dois lados, um séqüito de santos e anjos músicos. Ladeando o Espírito Santo, estão querubins com seis pares de asas.


As paredes da capela-mor são profusamente ornamentadas. Na parte baixa, formando uma espécie de barrado, existem símbolos que são repetidos ao longo de todo o espaço. São eles: um elefante representando a Terra; a águia, o ar; o dragão, o fogo; e o peixe, a água. 


Na parte média, estão os Apóstolos. Ao alto, anjos carregam objetos como o turíbulo, ou símbolos ligados à paixão de Cristo. Ainda se tem a representação  dos evangelistas Lucas e Mateus. 


No centro do barrado da cúpula, está Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ao longo do barrado, medalhões imitando mosaicos mostram a genealogia de Jesus, como Jacó, Isaac e outros.


Arco-Cruzeiro 
Na parte central do arco-cruzeiro está retratada a Basílica de São Pedro em Roma. Atrás dela, aparece São José em atitude de benção e a inscrição: Sancte Jose Patrones ecclesiase ora pro nobis.


Altares do arco-cruzeiro 
O altar à direita é dedicado a São Geraldo, um dos grandes santos da Congregação Redentorista.
O altar à esquerda é dedicado à Sagrada Família.


Naves laterais 
Altares 
O altar à direita é em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Ao fundo, tem-se o painel da aparição da Virgem à Bernadete. 


O altar á esquerda é consagrado ao Sagrado Coração de Jesus. O painel ao fundo retrata a aparição do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria de Alacoque.


Capelas
 
Na nave lateral esquerda se tem a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira dos Redentoristas. Nas paredes, têm-se as cenas de um navio em uma tempestade, que é referente à história de um quadro muito venerado da Virgem Maria que foi roubado da Ilha de Creta e levado para Roma. Durante a travessia do mediterrâneo, uma terrível tempestade atingiu o navio que transportava a obra. No auge do desespero, os tripulantes invocaram à Virgem e logo a tempestade passou. A outra cena retrata os doutores da igreja, São Bernardo e Santo Afonso, que divulgaram a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro junto ao Papa.


No forro, anjos carregam as inscrições, Torre de Davi, Porta do Céu, Torre de Marfim, Casa de  Ouro, Sede de Sabedoria.


Na nave lateral direita, está a capela dedicada ao Redentorista Santo Afonso Maria Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor.  Existem ali cenas de sua vida.  


Os anjos pintados por Guilherme Schumacher foram claramente inspirados nas pinturas de Fra Angélico.  


Ao fundo da nave lateral, próximo ao nártex no lado direito, está a cena de José do Egito sendo vendido por seus irmãos; acima, o desenho de três lebres em forma de uma roda. Do outro lado, está a cena do triunfo de José; acima, o desenho da coroa de espinhos e os três cravos. 


Nave
  
Acima das arcadas da nave central, do lado direito, estão as representações das seguintes santas: Philomena, Isabel, Tereza, Inês, Verônica, Gertrudes, Genoveva, Luzia, Santana, Santa Rosa de Lima, Maria Madalena, Catarina de Siena, Efigênia, Cecília.  


Do lado direito da nave estão: Cristovão, Vicente de Paula, Jorge, Turíbio, Estevão, Lourenço, Henrique, Luiz, Benedito, Francisco de Lelis, Patrício, Carlos Borromeu, Domingos e Miguel Arcanjo.


No forro do corpo da igreja, estão cenas da vida de São José. Do lado esquerdo, o casamento de Maria com José, o casal procurando um local para hospedar, a natividade, Jesus sendo apresentado a Simeão e Ana. Do lado direito, a fuga para o Egito, Jesus no templo entre os doutores, Jesus ajudando José na carpintaria e a morte de São José. Ladeando as cenas, aparecem anjos com longos cabelos ao estilo art noveau.


Batistério 
No batistério, estão as cenas do batismo de Cristo e do Espírito Santo. Devido aos batizados se realizarem na nave da igreja, o batistério foi transformado em uma espécie de altar. Lá estão a imagem do Senhor com a cruz às costas e Nossa Senhora da Soledade.  


As paredes das naves laterais acima das janelas possuem uma decoração inusitada para um templo religioso católico: os símbolos do zodíaco pintados em dourado sobre um fundo azul. Do lado esquerdo, estão os signos de áries, touro, gêmeos, câncer, leão e virgem; do lado direito, peixes, aquário, capricórnio, sagitário, escorpião e libra.


Entremeando toda essa decoração, estão elementos decorativos inspirados em pinturas florentinas renascentistas.


As escadarias projetadas pelo irmão redentorista Venefrido Vogels estão sempre presentes na vida da cidade, abrigando vários movimentos sociais em momentos importantes.


Na matriz de São José foram celebradas as Exéquias da Princesa Isabel no dia 13 de dezembro de 1921 e as do Papa Bento XV em 28 de janeiro de 1922.

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