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Acervo Arquitetônico - Ecletismo

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  • Belo Horizonte - Det. fachada Conservatório UFMG-Arq. Eclética - Maria Lucia Dornas
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  • Belo Horizonte - "Castelinho" - Maria Lucia Dornas
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  • Belo Horizonte - Sesc Laces - Maria Lucia Dornas
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No final do século 19, uma nova estética arquitetônica começa a se impor na Europa - o Ecletismo. Este estilo foi prontamente adotado pela burguesia, já que bem atendia aos seus  desejos e necessidades - modernidade, progresso, conforto e melhoria do padrão de vida. Graças às exigências da classe burguesa, a arquitetura residencial evoluiu na parte técnica com a planta, e as instalações sanitárias, principalmente, recebem tratamentos inovadores. Os equipamentos e serviços urbanos como hotéis de maior porte, grandes lojas, escritórios, bolsas de valores, bancos, teatros, sedes de governos, repartições públicas foram construções privilegiadas pelo novo estilo, que se tornou um grande modismo. A arquitetura passava a ser, naquele momento, um instrumento de demonstração de poder de uma classe social.


Para atender a tantas aspirações e exigências para a satisfação das necessidades da classe burguesa, o ecletismo adotou os mais variados elementos decorativos, sem preconceitos de épocas e de culturas. Os mais variados estilemas foram utilizados: florões, ordens gregas, cariátides, talantes, máscaras, folhas de acanto, cartelas, rosáceas e capitéis variadíssimos,  chegando a insólitas combinações.


O pau-a-pique é substituído pelo tijolo cozido, as telhas coloniais pelas francesas, o beiral pelas platibandas decoradas comumente com balaustradas, esculturas ou 'compoteiras'. A revolução industrial proporcionou grandes avanços à arquitetura. Novas tecnologias eram colocadas à disposição de construtores e arquitetos. As peças metálicas usadas na estrutura e no acabamento são de grande importância e, assim, começava a união entre indústria e arte.  As peças metálicas podem ser observadas em gradis, sacadas, etc.


O ecletismo está presente em inúmeras construções de Belo Horizonte. Compreende o período que vai do final da década de 80 do século 19 à década de 40 do século 20. O estilo coincide com a revigoração econômica do Estado no final do século 19. Minas estava inserida na atividade cafeeira exportadora. O melhor exemplo foi a construção da nova capital do Estado, Belo Horizonte, que acabou se tornando uma grande referência arquitetônica para todo o Estado.  


O crescimento do Estado não se dá de forma ordenada. São ilhas de desenvolvimento. As cidades que possuem estações ferroviárias recebem as novidades mais rapidamente. Além das novidades que chegam através dos trilhos, chegam também os imigrantes. Estes exerceram uma grande influência no sistema construtivo e decorativo. No século 19, o construtor italiano substituiu o português. Os italianos também dominaram a mão-de-obra na área decorativa e foram, por exemplo, mestres na técnica do estuque que era de grande importância para o ecletismo.


Partindo da observação das construções, pode-se identificar quatro momentos:


Ecletismo moderado
Este primeiro momento vai da década de 80 do século 19 ao final da década de 10 do século 20. Caracteriza-se por um ecletismo de linhas suaves, mas ainda preso ao gosto neoclássico. E nem se nota o abuso de estilemas. 


A arquitetura civil no início do século 20 não trouxe novidades. A presença forte do ecletismo adentrou pelo século marcando as construções civis, religiosas, públicas, ou particulares. As construções ecléticas moderadas do fim do século 19 e principio do século 20, de bom gosto, vão, então, dando lugar a construções mais audaciosas durante as décadas de 10 e 20. Com um ecletismo opulento, as fachadas passam a ter um excesso decorativo, chegando, em muitos casos, a comprometer o bom gosto que está presente nas décadas citadas. Mas, um ecletismo tardio, da década de 40, ainda pode ser encontrado em Minas, principalmente nas cidades do interior, época em que a capital já se rendia ao gosto da arte déco. 


Ecletismo Intermediário
 
A influência do neoclássico se esvai e o estilo passa a apresentar linhas e decoração mais rebuscada. São bons exemplos:


Ecletismo Opulento
É o auge da miscelânea de estilos, como diz Carlos Lemos, historiador da arte. O Ecletismo tolera tudo, é a licença para a criação. São recriações e combinações de formas elaboradas ao longo dos séculos pela arte européia. Essas construções já são encontradas na década de 20 e seguem pela década de 30.  Exemplos:


Ecletismo Tardio
Apesar da arte déco ter várias manifestações em Belo Horizonte no final dos anos 30, o  Ecletismo ainda persistiu na década de 40.


AONDE ENCONTAR ARQUITETURA ECLÉTICA


Praça da Liberdade e Imediações 
Palácio da Liberdade


Secretaria de Estado da Fazenda


Secretária de Estado da Segurança


Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas


Centro de Referência do Professor


Palacete Dantas / Secretaria de Estado da Cultura
avenida Cristóvão Colombo, 347
O arquiteto Luís Signorelli fez o projeto para a residência da família Dantas em 1915.


Solar Narbona / Secretaria de Estado da Cultura 
avenida Cristóvão Colombo, 280
Foi construída pelo engenheiro Francisco Narbona para residência de sua família,provavelmente na primeira década do século 20.  A casa já foi sede da Escola de Odontologia.  



Avenida Afonso Pena e imediações  


Departamento da Polícia Civíl  
praça Rio Branco
O prédio foi construído para abrigar a Alfândega do Estado. Depois, sediou a Secretaria de Estado da Agricultura. A edificação mantém suas características arquitetônicas originais, que se identificam com os prédios das demais secretarias da primeira fase da capital, embora não tenha sido esta sua destinação original, além de estar situado em área afastada do chamado centro administrativo da Praça da Liberdade.  O projeto foi assinado por Luis Signorelli


Laces - Sesc
rua Caetés esq. de rua São Paulo
Essa imponente construção foi erguida em 1925 para abrigar o Banco do Comércio e Indústria de Minas Gerais. Foi projetado por Ricardo Wridt. Atualmente (maio 2003), estão sendo feitas restaurações para abrigar o Liceu de Artes.  


PSIU
- Posto de Serviço Integrado Urbano
praça Sete
Sede do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, a construção foi projetada em estilo eclético pelo laborioso arquiteto italiano Luis Olivieri. Em 1930, o prédio perdeu seu frontão decorado com um relevo representado por um trabalhador agrícola e uma camponesa trabalhando no campo cercada por uma profusão de cachos de uva. Em 1941, foi acrescentado mais um andar sem alterar as suas linhas originais. Mais tarde, abrigou o Banco do Estado de Minas Gerais e, atualmente, é sede do Posto de Serviço Integrado Urbano - PSIU


O PSIU é tombado pelo IEPHA
Registrado como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto nº 27.927   Data: 15 de março de 1988.


Centro de Arte Contemporânea e Fotografia
avenida Afonso Pena, 737


'
Castelinho'
rua Espírito Santo, 757 esq. de avenida Afonso Pena.
Projetado pelo arquiteto português Antônio Costa Christiano, sua construção é de 1920. Nesse prédio, funcionou uma famosa loja de chapéus e roupas masculinas. 


Automóvel Clube
avenida Afonso Pena, 1394
Construído na década de 30, seu projeto é assinado por Luís Signorelli. Abriga o clube mais tradicional de Belo Horizonte. Em seus salões já aconteceram importantes festas e recepções da sociedade belo-horizontina. Em 1956, o clube recepcionou o Príncipe de Gales (futuro Eduardo VIII) e seu irmão príncipe George.


O Automóvel Clube é tombado pelo IEPHA.
Regitrado como Bem Imóvel - Metade Século 20
Inscrição: Decreto nº 27.927  Data: 15 de março de 1998.


Palácio da Justiça
avenida Afonso Pena, 1420
Uma das mais imponentes construções ecléticas da cidade, esse prédio foi projetado pelo arquiteto A. Rebechi. Sua construção aconteceu entre os anos de 1909 e 1913. Alegorias da justiça romana em estuque, trabalhadas por João Morandi, compõem a decoração da fachada.


O Palácio da Justiça Rodrigues Caldas é tombado pelo IEPHA
Registrado como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: nº 18.641   Data: 10 de agosto de 1977.


Conservatório UFMG
 
avenida Afonso Pena, 1543        
A construção foi iniciada em 1905, mas a inauguração só aconteceu em 5 de setembro de 1926 com o nome de Conservatório Mineiro de Música. Em 1962, o conservatório passou a integrar os quadros da UFMG. O projeto da fachada foi claramente inspirado no Petit Trianon de Versailles. Seu primeiro objetivo foi sediar uma escola livre de música. O auditório, no primeiro pavimento, possui pinturas de autoria de Antônio Parreiras, são treze telas de variadas dimensões e uma tela central que retratam cenas da ópera Tiradentes.


O Conservatório Mineiro de Música é tombado pelo IEPHA.
Registrado como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto 27.927   Data: 02 de junho de 1988.


Durante muitos anos, funcionou neste prédio a Escola de Música da UFMG. Após sua restauração, ele passou a ter novas funções. Foi feito um “restauro criterioso e de respeito às características arquitetônicas originais do prédio. O resultado é a concepção de um ambiente requintado, com instalações revestidas de sofisticação, conforto e praticidade, prontas para atender a um público exigente.” (Informativo – Conservatório UFMG)


Pavimento  térreo:


- um pequeno auditório


- quatro salas de aula


- escritórios da UFMG e da FUNDEP


 Primeiro pavimento


- auditório


- salas para a exposição de artes plásticas da UFMG – Coleção Brasiliana e Coleção das Amigas da Cultura. 


Instituto de Educação
  
rua Pernambuco esq. de Alfredo Balena
Neste prédio, funcionou a tradicional Escola Normal Modelo que formou diversas gerações de professoras belo-horizontinas. Projeto de Edgar Nascentes Coelho, a construção teve início em 1897. No final da década de 20, a fachada ganhou um novo projeto de Carlos Santos. Durante a administração Antonio Carlos (1926/30), o prédio sofreu uma modificação radical, sendo em parte demolido, mantendo, no entanto, o mesmo partido arquitetônico. Ao ser inaugurado em 1930, esse edifício, bonito exemplo do ecletismo, apresentava sóbrias linhas arquitetônicas e uma monumental fachada.


Na entrada principal, existem dois grandes painéis laterais da escultora belga Jeane Milde, que representam o ensino das ciências naturais e o ensino artístico. No ano de 1953, um grande incêndio destruiu quase toda a ala direita do prédio, atingindo principalmente a biblioteca, que possuía mais de 30 mil volumes, os arquivos e os laboratórios de testes. Em setembro de 1956, o INEP (Instituto Nacional de Ensino Pedagógico) entrega para inauguração a ala direita reconstruída e mais o novo prédio destinado a 'Escola Primária' construído com frente para a avenida Carandaí e as ruas Timbiras e Paraíba.


O Instituto de Educação é tombado pelo IEPHA
Registrado como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto nº 21.969   Data: 15 de fevereiro de 1982.


Corpo de Bombeiros
rua Piauí,  1815
O prédio foi edificado em 1913 e nos primeiros anos abrigou o Colégio Anglo-Mineiro, que recebeu o mobiliário escolar, gabinetes de física, química e história natural dos Estados Unidos. Em 1918,  passou a sediar o Ginásio Mineiro. Poucos anos depois, já na década de 20, passou a ser sede de uma das unidades do Corpo de Bombeiro.


Apesar das mudanças de função conservou suas características arquitetônicas.


RUA DA BAHIA


Edifìcio Parc Royal

rua da Bahia
Um dos mais charmosos prédios ecléticos da cidade, foi inaugurado em 1921 com projeto do arquiteto Luís de Morais.


Centro de Cultura
Belo Horizonte
rua da Bahia, 1149Seguindo o projeto do arquiteto Isidro Monteiro, é o único prédio em estilo manuelino (gótico português). Foi construído de 1909 a 1914 para abrigar o Conselho Deliberativo de Belo Horizonte. O belo forro trabalhado em madeira foi projetado por Gabriel Galante. A decoração interna e externa ficou sob a responsabilidade de João Morandi.


O Centro de Cultura de Belo Horizonte é tombao pelo IEPHA
Registrado pelo Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto n° 17.087   Data: 13 de março de 1975.


Academia Mineira de Letras
rua da Bahia, 1466
A casa foi construída para residência da família do Dr. Borges da Costa. Em 1926, foi remodelada pelo arquiteto Luiz Signorelli. Atualmente é sede da Academia Mineira de Letras.   


AVENIDA JOÃO PINHEIRO  E IMEDIAÇÕES


Colégio Promove

avenida João Pinheiro
É um significativo exemplar de residência particular do início do século. Esteve ameaçada de demolição, mas hoje faz parte da fachada do Colégio Promove, sendo um bom exemplo de preservação do nosso patrimônio. O projeto da casa é de Luiz Olivieri. 


Museu Mineiro

avenida João Pinheiro, 342
Este prédio foi construído em 1897 com a função de servir de residência para o Secretário da Agricultura; a partir de 1905, passou a abrigar o Senado Mineiro; na década de 30, passou por reformas para abrigar a Pagadoria do Estado; e no início da década de 80, foi restaurado para abrigar o Museu Mineiro.


Arquivo Público Mineiro 
avenida João Pinheiro, 372
A casa foi construída para servir de residência para o Secretário de Finanças. A construção é de 1897. Em 1910, foi reformada para abrigar a Prefeitura Municipal que funcionou no prédio até 1938. 


Escola Estadual Afonso Pena 
avenida João Pinheiro, 450
Sua construção foi destinada a ser casa do Secretário de Estado do Interior. Em 1906, Já sofria reformas para que ali fosse instalado o primeiro grupo escolar de Belo Horizonte. A casa ao lado, correspondente ao número 416 e também em estilo eclético, foi comprada pelo governo para ampliar a escola. 


Casa Afonso Pena Júnior
- UNA
rua Aimorés, 1451
A antiga residência do ministro Afonso Pena Júnior possui belos trabalhos de ferro em estilo art nouveau e um acabamento primoroso. Seu interior possui um precioso forro e assoalhos em madeira trabalhados por Gabriel Galanti. Este projeto de José Otaviano Lapertosa e Victor Renault Coelho teve a sua construção iniciada em 1913.


O conjunto Edificações João Pinheiro e Área Adjacente é tombado pelo IEPHA.
Registrado como Conjunto Paisagístico - 2ª Metade Século 19 e 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto n° 23.260   Data: 01 de dezembro de 1983.


PRAÇA DA ESTAÇÃO


Museu de  Artes e  Ofícios
praça da Estação
O museu está instalado na antiga Estação Ferroviária projetada na década de 20 por Luiz Olivieri.


Centro Cultural
- UFMG
avenida Santos Dumont, 174
Inaugurado em 1906, a função original do prédio era abrigar um hotel, mas acabou se tornando um o quartel do Segundo Batalhão da Brigada Policial. Em 1911, o prédio passou a servir a Escola Livre de Engenharia e, mais tarde, foi incorporado ao patrimônio da Universidade Federal de Minas Gerais.  


Casa do Conde de Santa Marinha

rua Januária, 130
A casa foi construída em 1896 para servir de residência particular do Conde de Santa Marinha, um dos mais importantes empreiteiros que trabalharam na construção da cidade.  A planta original foi modificada devido aos novos usos. Apresenta fino acabamento, grandes varandas com lambrequins e guarda-corpo em ferro trabalhado, e em uma das salas há um forro com pintura decorativa atribuída ao artista Frederico Antônio Steckel.


Outros prédios


Imprensa Oficial
 
avenida Augusto de Lima
A construção teve início em 1897 sob a  responsabilidade de Antônio Teixeira Rodrigues, o Conde de Santa Marinha.


Colégio Arnaldo

avenida Carandaí
Em 1909 já se encontravam em Belo Horizonte os religiosos da Congregação do Verbo Divino. Em janeiro de 1912 estava instalado na rua Timbiras o educandário com o nome de Colégio Arnaldo, em homenagem ao fundador da congregação religiosa Pe. Arnaldo Jansen. Foi um dos primeiros educandários da cidade.


O prédio atual é projeto do padre e arquiteto Frederico Vinken. A obra foi concluída em 1935. 


Escola Estadual Pedro II
avenida Alfredo Balena
Dentro da linha neocolonial, esta interessantíssima construção foi inaugurada em 1926. O governo do Presidente de Estado, Mello Vianna, buscou incentivo à construção de prédios escolares e valorização arquitetônica dos mesmos. Mello Vianna justifica: “mais do que quaisquer outros, devem os prédios escolares agradar pelo aspecto, estilo e natureza da ornamentação, produzindo uma emoção estética a que também as crianças são sensíveis, e que vai nestas despertando e aprimorando o gosto artístico.' 


O neocolonial encontra na década de 20 vários adeptos como o próprio Mello Vianna, que interferiu no projeto. 'À falta de um estilo genuinamente brasileiro, em meio a combinações e hibridismo, nem sempre felizes, de estilos vários, achou-se preferível retornar ao colonial, tão estreitamente ligado à nossa tradição, ao nosso ambiente e a nossa índole...' 


A Escola Estadual Pedro II é tombada pelo IEPHA.
Registrada como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto nº 21.970   Data: 15 de fevereiro de 1982.


O  arquiteto Carlos Santos foi o responsável pelo projeto. Na fachada, chama a atenção as duas esculturas que representam o Progresso e a Instrução, executadas pelo escultor Moreira Júnior.  A escola possuía um painel decorativo de autoria de Aníbal Matos.


Escola Estadual Ordem e Progresso

rua Bernardo Guimarães, 1500
A construção é do final do século 19, fazendo parte dos projetos da Comissão Construtora. A casa foi destinada ao Chefe de Polícia (cargo correspondente hoje ao Secretário de Segurança). Ao longo do tempo sofreu diversas descaracterizações.


Escola Estadual Barão do Rio Branco 
avenida Getúlio Vargas, 1059 
Típica construção dos grupos escolares no início do século 20. Construção térrea com planta inspirada nas construções neoclássicas e janelas em arco pleno. Jayme Salse foi o construtor responsável pela obra. Entre os ex-alunos estão tradicionais políticos mineiros como Arthur Bernardes, Otacílio Negrão de Lima, Américo René Gianetti e Israel Pinheiro. 


A Escola Estadual Barão do Rio Branco é tombada pelo IEPHA
Registrada como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto nº 27.927  Data: 15 de março de 1988.

 

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