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Museu Mineiro

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Um grande passeio pela arte mineira é o que oferece o Museu Mineiro através de seu valioso acervo constituído basicamente por três coleções: a Coleção Arquivo Público Mineiro, Coleção de Arte Sacra e a Coleção Pinacoteca do Estado de Minas Gerais. “Essas, de origem e caráter diverso, mas de natureza complementar, documentam alguns dos períodos da história da produção cultural mineira em seus vários aspectos e manifestações, o que determina sua linha de atuação e objetivo.” (Museu Mineiro)


Histórico do Museu Mineiro
A idéia de se criar um museu que abrigasse a memória do Estado remonta ao período do Segundo Império.  


1873 – No relatório do Diretor Geral de Obras Públicas aparece a preocupação e a vontade de organizar um museu em Ouro Preto.


1893 – A Revista Industrial nº 3 traz um artigo intitulado “Museu em Minas”, que falava da necessidade de criar um museu onde seriam reunidas coleções de zoologia, botânica, mineralogia, etnografia e arqueologia.  


1895 – Criação do Arquivo público mineiro.  No seu art. 2º, a Lei nº 126 refere-se à criação de um Museu em Minas Gerais.


1908 – 22 ago – Projeto de Lei nº 56 para a criação de Museu Mineiro, de autoria do Deputado Nelson de Sena.  A sugestão de local para instalação do museu era a residência do Secretário das Finanças, hoje Arquivo Público, ou a residência oficial do Secretário do interior, ambas na avenida João Pinheiro. 


1910 – 20 set – A Lei nº 528 é sancionada. Segundo essa lei, o museu seria organizado em três seções: “História natural e etnografia e antiguidades de Minas Gerais”. Não havia previsão para sua organização e instalação, ou seja, seria  “para  quando as circunstâncias financeiras do Estado o permitissem, e juízo do governo.”


1977 – 19 jul - Sessenta e sete anos após a aprovação da lei, a implantação foi determinada pelo Decreto nº 18.606.


1978 a 1982 - Foram realizadas obras de restauração e adaptação no prédio para sediar o Museu Mineiro.


1982 – maio – É inaugurado o museu.


2012 - 18 de janeiro - reaberto, com espaço multiuso e novos sistema elétrico, projeto luminotécnico, pintura e museografia.

 
O prédio do Museu
Excelente exemplo de arquitetura eclética da fase de construção de Belo Horizonte, o prédio foi projetado e executado pela comissão construtora da nova capital para ser residência do Secretário da Agricultura. Em 1905, passou por reformas para abrigar o Senado Mineiro, quando passa a ser conhecido, então, com o nome de “senadinho”. O engenheiro Júlio Horta Barbosa foi o  responsável pelas obras de adaptação. Como nesse período o governo estava endividado, houve um corte de verbas para as obras públicas. Júlio Barbosa encontra uma solução, colocou à venda  objetos, materiais e móveis pertencentes a casa do secretário para levantar recursos para a obra. As peças foram avaliadas em 2:000$000, como a obra foi orçada em 7:700$000, os gastos do governo foram de 5:700$000.  


Na década de 30, com a extinção dos Senados estaduais, o prédio foi novamente reformado, desta vez, para abrigar a Pagadoria do Estado. Em 1982, passou a ser sede do Museu Mineiro. Não apenas o acervo do museu mas o próprio  prédio guardam uma parte da história da cidade.


Na decoração interna ainda existe a pintura original do forro da “sala de sessões”  executada por Alfredo Lima em 1908. Nos painéis laterais e na cimalha, encontram-se motivos históricos – brasões de minas com o lema “Libertas quae sera tamem” e o escudo central da bandeira do Brasil. Esta pintura serve como comprovante de que a função dessa sala era ser a “sala de sessões”.


O Acervo

Sala das Colunas
Imagens sacras, oratórios e prataria, a maioria originária da coleção Geraldo Parreiras, adquirida pelo Estado em 1978. 


Espaço Ataíde
Seis telas de autoria de Manoel da Costa Ataíde


Espaço Arquivo Público Mineiro
Moedas, armas, brasões, telas e objetos ligados a história de Minas Gerais. Chama atenção a colher de pedreiro que assentou a primeira pedra da construção de Belo Horizonte - traz a inscrição de 7 de setembro de 1895, a lâmina é em ouro e prata com o cabo em madeira.


Sala das Sessões
O nome da sala faz referência ao antigo Senado Mineiro
O ponto alto da sala é a tela "A má notícia" do artista Belmiro de Almeida (1858-1935). Com fama de agourenta, a tela já passou por várias repartições públicas até finalmente ser integrada ao ao acervo do museu. A tela retrata uma mulher em choro e tristeza profunda, jogada ao chão, uma carta com uma tarja preta ao redor do papel - anúncio de más notícias. 


O Museu Mineiro é tombado pelo IEPHA
Registrado como Bem Imóvel - 1ª Metade Século 20
Inscrição: Decreto 19.596   Data: 05 de dezembro de 1978

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