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São João del-Rei

Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar

  • São João del-Rei - Matriz de N.S do Pilar - Sérgio Freitas
  • São João del-Rei - Catedral Basílica de N. S. do Pilar - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - Altar de N. S. da Conceição - Cat. N.S. do Pilar - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - Altar-mor N.Senhora do Pilar - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - Altar-mor N. S. do Pilar - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - Detalhe da capela-mor - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - São Miguel Arcanjo - Cat. N. S. do Pilar - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - Querubins - Maria Lucia Dornas
  • São João del-Rei - São Joao Nepomuceno - Maria Lucia Dornas

Histórico
Rica e esplendorosa a catedral basílica de Nossa Senhora do Pilar é um dos orgulhos da arquitetura religiosa mineira e tem a sua história ligadaao  início do povoamento local. Sob a responsabilidade da Irmandade do Santíssimo Sacramento, começou a construção de uma nova igreja em substituição da capela que teria sido incendiada durante os conflitos da Guerra dos Emboabas em 1709.  A  licença para esta nova construção  é datada de  12 de setembro de 1721.


Em 1732 quando as obras já estavam bem adiantadas chegaram de Portugal: ouro em folha, gessos, óleos, tintas e outros materiais destinados à capela-mor. Vieram também dois admiráveis  painéis, 'A Santa Ceia' e  'Jesus na Casa do Fariseu'. Para complementar a obra ainda era necessária a forração  da igreja, além da colocação de lâmpadas, torre e sinos. “No ano de 1750, a edificação já se encontrava praticamente concluída e ornada como se infere da descrição feita por José Álvares de Oliveira, em sua História do Distrito do Rio das Velhas escrita no mesmo ano. “ (IPHAN)


Existe pouquíssima documentação sobre sua construção e os artistas que nela trabalharam. Dos poucos nomes registrados dois se destacam: Francisco Lima Cerqueira, grande construtor português que atuou  em São João del-Rei e Manuel Vitor de Jesus.


Com todas as pompas, próprias da encenação barroca da morte, foram aqui celebradas “as barroquíssimas exéquias” de D. João V em dezembro de 1750, o soberano português havia falecido em 31 de julho.  Aqui também se celebrou um Te-Deum em regozijo pelo malogro da Inconfidência Mineira.     



Arquitetura e decoração

No princípio do século 19 devido às obras de ampliação da igreja, a fachada teve que ser reconstruída. O projeto foi elaborado por Manuel Vitor de Jesus em 1817 em substituição ao trabalho do Mestre Francisco de Lima Cerqueira.


A nova fachada seguiu um gosto neoclássico “A fachada é composta por cinco portas de entrada, sendo a central mais larga e mais alta, cinco janelas rasgadas ao nível do coro com balcões e guarda-corpo de ferro. Todos os vãos são em verga curva, o corpo central é enquadrado por pilastras que sobem até o enquadramento acima do qual assenta o frontão clássico triangular, em cujo tímpano encontra-se a figura em relevo do Cordeiro, sobre o livro dos sete selos.” (IPHAN)


A capela-mor é o ponto alto da igreja, possui um magnífico trabalho de talha do período joanino. Examine com calma os primorosos detalhes, anjos graciosos que se misturam às voltas e contra voltas, cariatídes, flores, as excepcionais molduras dos óculos e das telas portuguesas e colunas salomônicas, essa talha de altíssima qualidade  é complementada com um rico douramento. No trono do altar-mor a imagem da padroeira, a Virgem do Pilar e no coroamento a presença da Santíssima Trindade. O forro em forma de cúpula é decorado com ornamentos dourados.


Seis altares laterais de rica talha barroca ornamentam a nave compondo um magnífico conjunto.  Os púlpitos obedecem ao mesmo padrão decorativo dos altares laterais.


Existem registros de novas obras que foram feitas ao longo do século 19, como o forro, pintura do coro, assoalho, paredes da sacristia e um novo cemitério entre os anos de 1850 a 1863.


Quanto à parte decorativa das pinturas não se tem documentação que atestem datas e autoria. Alguns autores atribuem o trabalho a Venâncio do Espírito Santo. O forro da nave já estaria pronto no princípio do século 19  pois o viajante John Luccock  passou por São João del-Rei  em 1817 e deixou em suas memórias a descrição minuciosa deste trabalho, citando inclusive que a obra foi executada por um artista local. No medalhão central envolto por nuvens e querubins estão a Virgem com o menino. A complementação da pintura é feita por  um muro-parapeito com a representação dos doutores da igreja, os quatro evangelistas  e  diversos santos. Entre essas figuras se tem a representação de um homem vestido à moda do século 19 acompanhado de um anjo, conta-se que esse homem foi quem financiou  a obra e assim  foi  homenageado pelo  pintor .  “O teto dessa igreja, que é arqueado, foi recentemente pintado, à custa única de um negociante da vila. As tintas são ótimas, mas não combinam entre si e, compostas que são principalmente de vermelho, amarelo e azul, têm um aspecto bizarro  que somente mesmo ao bom gosto brasileiro pode agradar”. (John Luccok). 


A Matriz do Pilar se tornou catedral em 1960 quando foi criada a Diocese de São João del-Rei e elevada à Basílica menor em 1965.


A Igreja Nossa Senhora do Pilar é tombada pelo IPHAN
Registrada no livro de Belas Artes
Inscrição: 328   Data: 29 de novembro de 1949.


Horário de funcionamento: terça a domingo: 07h às 10h - 13h às 20h

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