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Ouro Preto

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias

  • Ouro Preto - Matriz de N.S da Conceição - Sérgio Freitas
  • Ouro Preto - Matriz de N.S da Conceição - Sérgio Freitas
  • Ouro Preto - Matriz de Nossa Senhora  da Conceição - Sérgio Freitas
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  • Ouro Preto - Matriz de N.S da Conceição - Sérgio Freitas
  • Ouro Preto - Igreja N. Sra da Conceição - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Ig. Nossa Senhora da Conceição - Maria Lucia Dornas
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  • Ouro Preto - Igreja N. Senhora da Conceição - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Bairro de Antônio Dias - Maria Lucia Dornas

Histórico
Por volta de 1699, foi erguida a capela de Nossa Senhora da Conceição pelo bandeirante Antônio Dias. Em 1705, é instituída a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Arraial de Antônio Dias, mas, somente em 1727 é que os habitantes da freguesia resolveram construir um templo maior. Várias Irmandades surgiram, então, dentro da Matriz da Conceição, como a de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora das Dores, São José dos Bem Casados e muitas outras.


Arquitetura e decoração
  
O risco foi feito, provavelmente, por Manuel Francisco Lisboa, tendo a parte arquitetônica concluída em 1746. Em meados do século 19, foram feitas obras de reparo no frontispício. Daí, sua atual fachada ser em linhas neoclássicas.


“No interior, o tratamento dos ambientes principais, nave e capela-mor, é esmerado. Talha e pintura invadem toda a superfície arquitetural traduzindo, com esse jogo da arquitetura e da ornamentação, a exuberância do período joanino” (Caderno de Restauração da Matriz de Antônio Dias). Os retábulos da nave, num total de 8, apresentam dosséis, quartelões, colunas torsas, anjos em profusão, compondo um belo exemplo de decoração barroca. Foram executados entre 1725 e 1735. A autoria dessas obras é desconhecida. Dois altares laterais se destacam: o de Nossa Senhora da Boa Morte e de São Miguel.


Altar de Nossa Senhora da Boa Morte
Foi, provavelmente, o último altar a ser entalhado. No local do sacrário, foi colocado um entalhe representando a morte da Virgem, tendo, ao fundo, um grupo de pessoas que a assistem  nesse momento. Como uma “continuação” da história da Virgem, mais acima, no trono, acontece a representação da sua Assunção e, ao alto, no coroamento do retábulo, a Virgem está sendo coroada pela Santíssima Trindade. É a frente desse altar que está sepultado o grande mestre
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.


Altar de São Miguel

A professora Adalgisa A. Campos já levantou, em Minas Gerais, cerca de 56 localidades possuidoras de Irmandades ou altares ou imagens, ou mesmo da denominação do Arcanjo Miguel. Foi uma devoção muito forte em Minas no período colonial, chegando a ser  a terceira mais popular. Essa devoção ao Arcanjo Miguel, em parte, tem explicação no cumprimento de uma das resoluções do Concílio de Trento (1545-1563), que recomendava a ereção de Irmandades sob a invocação de algumas devoções, entre elas a das almas do purgatório. A associação entre Miguel e as almas provem de textos apócrifos ou literários. No purgatório de Dante Alighieri, as almas fazem súplicas ao Arcanjo Miguel.


Capela-mor
O altar-mor foi executado por Jerônimo Félix Teixeira e Felipe Vieira nos anos de 1756 a 1768. O risco original é de Antônio de Souza Calheiros. É uma obra de transição do estilo joanino para o rococó. Há uma diferença de pelo menos trinta anos entre a confecção da talha da Capela-mor e dos altares laterais. A pintura e policromia foram feitas entre 1770 e 1772.


No arremate do retábulo, pode-se observar o dossel, que nas bordas franjadas traz querubins. Cortinas saem debaixo do dossel e são seguradas por dois anjos. Acima e bem no centro do dossel, traz “uma águia saindo de uma fortaleza tendo acima a coroa de rainha, simbolizando o cristo nascido da virgem – o Apocalipse celebra o Cristo como uma águia, separando com as garras o princípio do bem do mal.” (Cadernos de Restauração da Matriz de Antônio Dias). 


Pinturas a óleo e estuque foram utilizadas no forro da Capela-mor. São mostrados os símbolos eucarísticos como os cachos de uva e a hóstia. Nas laterais, as figuras da fé (cruz e cálice) e da Esperança (cruz e âncora). Nas extremidades, os quatro evangelistas: João, Mateus, Marcos e Lucas. Nas laterais da moldura, mais símbolos podem ser observados: Agnus Dei - Cordeiro sobre o livro com a cruz e o estandarte; instrumentos da paixão - Sagrada face, escada, coluna e vara de fel; os dez mandamentos; e os atributos papais - cruz tríplice, mitra, báculo e livro.


Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição está instalado o Museu do Aleijadinho .


No dia 8 de dezembro de 2005 a Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi elevada à condição de Santuário Arquideocesano da Imaculada Conceição. Segundo Dom Luciano Mendes de Almeida, bispo de Mariana, 'a igreja passa a ser referência de devoção da Virgem Maria. Quem transforma a igreja em Santuário é o povo, pela sua presença, pela sua participação.'


A Igreja é tombada pelo IPHAN
Registrada no livro de Belas Artes
Inscrição: 247   Data: 08 de setembro de 1939.


Horário de funcionamento: terça a sábado de 08h30 às 12h e de 13h20 às 17h.

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