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Ouro Preto

Acervo Arquitetônico e Paisagístico da Cidade de Ouro Preto

  • Ouro Preto - Casas da rua Direita - Sérgio Freitas
  • Ouro Preto - Ouro Preto - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Ouro Preto - Danielli Vargas
  • Ouro Preto - Ouro Preto - Danielli Vargas
  • Ouro Preto - Ouro Preto  - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Igreja São José - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Igreja de Santa Ifigênia - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Ig. Nossa Sra da Conceição - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Ig. Nossa Senhora da Conceição - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Casario de Ouro Preto - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Igreja de Santa Ifigênia - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Bairro de Antonio Dias e ladeira de Santa Ifigênia - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Ouro Preto  - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Bairro de Antônio Dias - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto  - Cruz Pontificial - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Início da rua São José - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Det. da fachada do Museu da Inconfidência - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto  - Capela do antigo palácio do governo - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto  - Ouro Preto  - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto  - Casario - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Casario de Ouro Preto  - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Casario Colonial - Divanildo Marques
  • Ouro Preto - Ouro Preto - Divanildo Marques
  • Ouro Preto - Ouro Preto - Divanildo Marques
  • Ouro Preto - Rua Direita - Divanildo Marques

Nenhuma cidade colonial brasileira mantém com tamanha integridade e coerência a sua inteira imagem setecentista. Construções de pedras, adobe e pau-a-pique, igrejas, chafarizes e edifícios públicos conferem grande tipicidade a sua fisionomia. Suas casas sobem em grupos pelas ruas tortuosas e ladeiras íngremes ou reúnem-se em pequenas retas ou curvas. Um dos aspectos que mais chamam a atenção na arquitetura da cidade são as casas geminadas, construídas para se evitar as correntes de ar.


Em meio ao casario, destaca-se a mais famosa fonte de Ouro Preto: o Chafariz dos Contos. Ao seu lado, surge a Casa dos Contos, como ficou conhecida a Casa Real dos Contratos de Vila Rica, verdadeiro palácio da arquitetura colonial brasileira e utilizada como prisão de alguns inconfidentes. Construído para residência de João Rodrigues Macedo, cobrador de impostos, o prédio foi incorporado aos bens reais porque o proprietário não havia recolhido à Fazenda os tributos arrecadados. A Casa dos Contos foi ainda utilizada pela Infantaria Portuguesa e funcionou como 'Casa de Fundição'. Hoje é um importante Centro de Estudos do Ciclo do Ouro.


Na Praça Tiradentes, dois prédios fronteiriços dominam a paisagem: a Casa da Câmara e Cadeia, hoje, Museu da Inconfidência e o antigo Palácio dos Governadores, hoje Escola de Minas, com o seu Museu de Ciência e Técnica.


O Museu da Inconfidência - túmulo dos inconfidentes e depositário de grande acervo documental de importante fase da história brasileira - é fruto da grande vaidade do Governador Cunha Menezes que, ao querer ligar seu governo a alguma realização imponente, acabou dotando a cidade de outra obra-prima.


Lembrando o poderio colonial, o Palácio dos Governadores tem um aspecto assemelhado ao de uma fortaleza. Foi construído por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, passando por várias modificações até 1781.


No correr das casas ou destacado pelo isolamento, pode-se apreciar os Passos da Paixão de Cristo. E é na altiva construção de capelas, com suas fachadas singelas, ou das que se aprimoraram na decoração interna, que o barroco e rococó marcam sua presença em Ouro Preto.


A Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, de fachada remodelada, interior profuso e nave octogonal, tem seus altares entalhados e dourados e púlpitos esculpidos.


Igualmente se busca a monumentalidade na outra Matriz, Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, pelo estilo nobre da talha do retábulo do altar-mor. Sua nave também é cuidadosamente decorada, com seus altares laterais, onde encontra-se o túmulo do escultor e arquiteto Aleijadinho.


São José, Senhora das Mercês a Misericórdia, além da ovóide Senhora do Rosário dos Pretos fazem parte do conjunto de igrejas de Ouro Preto, que vale a pena serem vistas de perto. Assim como a famosa e singela Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Padre Faria, uma das mais antigas de Ouro Preto.


Não é só pelo trabalho de Aleijadinho ou pelo douramento de Mestre Athaíde que se deve conhecer a Igreja do Carmo, mas por todo o seu conjunto arquitetônico e decorativo, acrescidos pelo Museu do Oratório implantado na Casa do Noviciado, que fica no seu adro.


Mas, é sobretudo na Igreja de São Francisco de Assis que toda a beleza do rococó mineiro se mostra. Projetada e decorada por Aleijadinho, cada detalhe exibe uma arte magnífica. Seja no altar-mor, seja no arco-cruzeiro esculpido em pedra-sabão ou ainda púlpitos e retábulo, o altar-mor e o forro da nave da lgreja, Mestre Ataíde fez deste trabalho sua obra-prima.


Possuindo o maior acervo homogêneo de arquitetura colonial do mundo, Ouro Preto preserva seus monumentos e procura guardar em suas ruas a becos a personalidade urbana e arquitetônica com que nasceu e desenvolveu no século do ouro. Graças a isso, em 1933, foi declarada Cidade Monumento Nacional por Decreto Federal e Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980 pela Unesco.


O conjunto arquitetônico é tombado pelo IPHAN
Registrado no livro de Belas Artes
Inscrição: 039      Data: 20 de abril de 1938.


Registrado no livro Histórico
Inscrição: 512      Data: 15 de setembro de 1986.


Registrado no livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Inscrição: 098       Data: 15 de setembro de 1986.

 


 

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