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Diamantina

Museu do Diamante

  • Diamantina - Museu do Diamante - Diego Gazola

A Casa 
A  antiga residência do Inconfidente Padre José de  Oliveira e Silva Rolim é uma das construções  que sobressaem no panorama arquitetônico de Diamantina. “O prédio, semi-assobradado, está num nível superior ao da rua... a fachada principal, bem equilibrada quanto às partes cheias e os vãos, são simples e harmoniosas...” (Barroco 16).

Construída no século 18, permaneceu como residência até 1945, sendo, então, desapropriada pela União. Após o tombamento da casa, em 1950, foi organizado o Museu do Diamante.


O Museu

O Museu do Diamante é um dos melhores atrativos de Diamantina. A exposição é agradabilíssima, valorizando as peças que proporcionam uma ótima abordagem da história do Distrito Diamantino. É uma visita imperdível.Inaugurado em 1954, o museu tem a “... finalidade de recolher, conservar e expor elementos característicos das jazidas, formações e espécimes de diamantes ocorrentes no Brasil, bem como objetos de valor histórico relacionados com a indústria daquela mineração em face dos aspectos principais do seu desenvolvimento, da sua técnica e sua influência na economia e no meio social do antigo Distrito de Diamantina” (IPHAN).


A Coleção
Hoje a coleção do museu é formada por:

- Mobiliário do século 18 e 19
 
- Equipamentos e Utensílios domésticos

- Arte Sacra

- Instrumentos de mineração

- Instrumentos de suplício para escravos

- Louças

- Pinturas, esculturas, desenhos

- Armaria


O Diamante

A origem da palavra vem do grego “adamas”, que significa indomável.  Envolto em lendas e conhecido desde a Antigüidade, sempre foi símbolo de poder e riqueza. Além de ser associado à invencibilidade, é símbolo de constância e sinceridade devido a sua transparência e pureza. Formado de carbono puro, é a substância natural mais dura que se conhece.Normalmente, o diamante é incolor ou amarelo claro. Os de cores fortes são raros. O que distingue um diamante dos minerais com aparência semelhante são: o brilho, a refração simples, o peso específico e a extrema dureza.Só 20% de todos os diamantes  possuem a qualidade de uma gema. Os outros são apenas para uso industrial, sendo utilizados na confecção de materiais de corte e polimento.“Através de processos químicos, os diamantes se cristalizaram há vários milhões de anos nas profundezas da crosta terrestre sob elevadíssimas condições de temperatura e pressão. Mais tarde, a força das erupções vulcânicas projetou a rocha diamantífera derretida através de estreitos condutos até a superfície, onde atualmente são encontrados os diamantes” (De Beers).


O peso de um diamante é medido em quilates. Cada quilate tem 100 pontos. Um quilate corresponde a um quinto do grama.Em Minas Gerais, os diamantes são encontrados, principalmente, em aluviões dos rios que formam as bacias do São Francisco, Jequitinhonha e Paranaíba. Os principais locais de ocorrência estão em: Diamantina, Grão Mogol, Ferros, Patos de Minas, Coromandel, Estrela do Sul, Boa Vista, Datas, Nazareno, etc.


Os mais famosos diamantes brasileiros
 
Getulio Vargas – 726,6 quilates, encontrado em 1938 no Rio Santo Antônio, Coromandel, Minas Gerais
Darcy Vargas  -  455 quilates, encontrado em Minas Gerais
Estrela do Sul  -  254,5 quilates encontrado em 1853, Minas Gerais. É considerado o mais belo diamante brasileiro.


O viajante inglês Richard Burton, em seus relatos, faz a seguinte referência aos diamantes brasileiros: “As lavras brasileiras produziram alguns grandes e valiosos diamantes, todos os quais saíram do país. O diamante ”Bragança” foi usado por D. João VI, que era um apaixonado por pedras preciosas e as possuía no valor de cerca de £3.000.000. O diamante “Estrela do Sul” foi encontrado em julho de 1853, por uma negra.”


A tradição do anel de noivado com diamante 
Em 1477, além de uma aliança de ouro, Maria de Borgonha foi presenteada por seu noivo, Maximiliano da Áustria, com um anel com diamante. Provavelmente, a partir daí, surgiu a tradição do anel com diamantes como presente de noivado.  


A tradição de o anel ser colocado no terceiro dedo da mão esquerda vem de uma crença egípcia de que a “vena amoris” – a veia do amor, corria diretamente do coração à ponta do terceiro dedo da mão esquerda.  


Horário de funcionamento
terça a sábado de 12h às 17h30
domingos e feriados de 9h às 12

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