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Ouro Branco

Igreja Matriz de Santo Antônio

A Matriz de Santo Antônio é um dos templos mais antigos de Minas Gerais. Nos primeiros anos do século 18, Ouro Branco era um próspero arraial que se dedicava à mineração; essa situação justificou a elevação da Matriz à Vigararia Colada em 1724. A menção mais antiga dessa igreja é referente ao 1º termo do casamento ali realizado, em 1717, registrado no Livro 1, fls. 1 da Irmandade. É possível que a data de 1779, inscrita no frontispício, seja a da conclusão das obras.


Devido à incidência de arenito em tons de amarelo-claro ao ouro, do castanho ou ao vermelho na região, as pedras foram fartamente utilizadas na construção.


O frontispício equilibrado e bem projetado possui frontão de caprichosas linhas curvas terminado em volutas, óculo trilobado e oblongo emoldurado de pedra e portada com esculturas.


No interior, a nave, o arco-cruzeiro e a capela-mor formam um conjunto de talha dos mais belos de Minas. Os altares e os retábulos são de um barroco vigoroso e opulento, em que colunas torsas, entablamentos, grande arco com tarja e cornija, volutas, folhas de acantos, dosséis, e figuras de anjos integram-se perfeitamente.


Em 1745, o altar de São Miguel e Almas foi dourado pelo mestre pintor Antônio de Caldas, supondo-se que o de Nossa Senhora do Rosário teria sido executado ao mesmo tempo. Consta ainda, em 1754, uma petição dos habitantes da paróquia e autorização do ouvidor-geral para o douramento da tribuna, e, conforme indica a documentação, em 1755, realizou-se o douramento do altar-mor. Em 1771 e 1777, foram arrematadas as obras do frontispício pelo pedreiro Domingos Coelho. A data de 1779, inscrita no frontispício da igreja, provavelmente se refere à conclusão da edificação.


Surpreendente é a pintura em perspectiva aérea do forro da capela-mor e da nave com cenas da vida de São Antônio. A tarja no alto do arco-cruzeiro é constituída pela esfera armilar, cercada de estrelas e emoldurada por ornatos barrocos, tendo superiormente uma coroa real com duas bandeiras de cada lado. À direita e à esquerda, dois anjos guardam o escudo.


A Matriz de Santo Antônio é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN). (Registrada no livro de Belas Artes. Inscrição 326. 29 nov. 1949).


Fonte: Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados. VITAE/IPHAN. As Igrejas Setecentistas de Minas, Paulo Kruguer Corrêa Mourão, 1986. Guia dos Bens Tombados de Minas Gerais, Wladimir Alves de Souza, 1980.

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