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Mariana

Igreja de São Francisco de Assis

  • Mariana - Igreja de São Francisco de Assis - Sérgio Freitas
  • Mariana - Det. pintura do forro da sacristia - Ig. S.F.Assis - Henry Yu
  • Mariana - Igreja São Francisco de Assis - Diego Gazola
  • Mariana - Detalhe fachada Ig. S. Francisco de Assis - Diego Gazola

Na paisagem de Mariana, destaca-se uma imponente igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis. É em seu interior que está sepultado o mestre Manoel da Costa Ataíde, o maior pintor da arte colonial brasileira.


Após a licença concedida por D. Frei Manuel da Cruz, a obra da igreja foi iniciada em 1762. A planta foi elaborada por José Pereira dos Santos e a construção ficou sob a responsabilidade de José Pereira Arouca.


A primeira missa foi celebrada no dia 6 de dezembro de 1777. Nessa época, já estavam praticamente prontas a capela-mor, a sacristia e a casa do noviciado. Acredita-se que em 1790 o frontispício já deveria estar concluído, pois, naquele ano, o Bispo de Mariana sagrou um dos sinos ao qual foi dado o nome de Francisco da Conceição.


Os nomes de destaque da arte colonial mineira que aqui trabalharam foram: José Pereira Arouca, Francisco Vieira Servas e Manoel da Costa Ataíde.


Segundo documentação, Francisco Vieira Servas executou o trono nos anos de 1801 e 1802. As pinturas não especificadas e o douramento dos altares de São Roque e São Luiz, rei de França,   foram executadas por Francisco Xavier Carneiro que, entre os anos de 1802 e 1807, recebeu diversos pagamentos. Vários pesquisadores atribuem a Xavier Carneiro a pintura do forro da nave, que tem como tema a Arca de Noé e o Dilúvio.


Do Mestre Ataíde, tem-se e o douramento do retábulo do altar-mor, do altar de Santa Izabel e a carnação da sua imagem. Também são atribuídos ao mestre os belos forros da sacristia. Seu colorido e tipos físicos inconfundíveis estão nas cenas da vida de São Francisco. Os trabalhos do Mestre Ataíde na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco foram executados nos anos 1784 e 1795.


A suave decoração da igreja pertence ao período do rococó. Em seus altares laterais, estão santos que pertenceram à ordem franciscana, entre eles, São Roque, que peregrinou pelo Caminho de Santiago de Compostela e ao qual é dedicada uma das festas tradicionais da cidade no dia 16 de agosto.


Todo visitante deve prestar atenção ao entrar na igreja. Do lado direito, está a campa de número 96 e é nela que está sepultado o Mestre Ataíde.   

 

A igreja é tombada pelo Iphan
Registrada no Livro das Belas Artes
Inscrição:163. Data: 8 de julho de 1938


Funcionamento:

segunda a domingo, das 8 às 12 e das 13 às 17 horas.

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