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Mariana

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

  • Mariana - Igreja de São Francisco de Assis e Igreja do Carmo - Sérgio Freitas
  • Mariana - Igreja N. Senhora do Carmo - Diego Gazola

Em janeiro de 1999, a cidade de Mariana assistiu, assombrada, a um triste espetáculo: o interior da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo ser destruído pelas chamas. Pinturas e esculturas em madeira e pedra sabão desapareceram para sempre em meio ao fogo. Foi uma perda lastimável para o patrimônio artístico brasileiro.


Histórico
No ano de 1759, a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que já estava instituída em Mariana desde 1751, construiu uma capela provisória sob a invocação do Menino Deus.


Arquitetura e decoração

Seguindo o estilo rococó, a construção do templo definitivo foi iniciada no ano de 1784. O mestre pedreiro Domingos Moreira de Oliveira ficou responsável pelas obras. Em 1793, as obras já estavam adiantadas. Fez-se, naquele ano, a cobertura da capela-mor e obras no frontispício. José Meireles Pinto executou a talha da porta principal, e Sebastião Gonçalves Soares, os dois anjos em pedra-sabão na portada.


O risco do retábulo-mor, datado de 1797, é de autoria do Reverendo Félix Antônio Lisboa, meio-irmão do Aleijadinho. Um discípulo do Mestre Ataíde, Francisco Xavier Carneiro, fez o douramento do retábulo, a pintura do forro da capela-mor - infelizmente perdida no incêndio, e o douramento dos retábulo laterais.


O forro ostenta pintura ornamental em painel, com moldura policromada rococó, em concheados, guirlandas de flores, tendo, ao centro, a representação de Nossa Senhora do Carmo cercada por anjos e nuvens, entregando o escapulário a São Simão Stock. Não se tem a autoria desta obra.


Pode-se considerar que o ano de término das obras foi 1835, quando os relógios foram instalados.


No incêndio, foram perdidos o forro da nave, os altares laterais e os púlpitos em pedra-sabão, a balaustrada, as imagens e o tapa-vento que possuía curiosas cenas como casais passeando, fontes de água com pássaros. A capela-mor não foi atingida devido ao seu telhado ser mais baixo que a nave, o que criou uma proteção natural, mas o calor do fogo provocou o deslocamento da pintura.


A igreja foi tombada pelo IPHAN.

Está registrada no Livro de Belas Artes.

Inscrição: 266. Data: 8 de setembro de 1939.

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