Destinos

Ouro Preto

As Salas do Museu

1º Plano


Sala das Origens

Espaço que sintetiza aspectos fundamentais da evolução de Vila Rica, incluindo o processo de ocupação e uso do território - representado pelos Marcos de Sesmaria - e a evolução do núcleo urbano. Na sala encontram-se elementos representativos dos bandeirantes e da descoberta do ouro, além de sinais de ocupação indígena. A Coroa portuguesa aparece representada por retratos e armas. Símbolos do poder municipal são exemplificados por urna eleitoral, escrivaninha e vara.

 

Sala da Construção Civil
Elementos da construção urbana de Vila Rica, a partir de 1740, podem ser vistos nesta sala. Peanhas, telhas de barro e em faiança, tijolos em adobe, alcatruzes. Os instrumentos de trabalho nessa área são exemplificados por moitão, trena e plaina.
 

Sala dos Transportes
Objetos de montaria (estribo, caçamba, chicote e freio), de transporte (arcas e liteira), armas brancas e de fogo, contextualizam as condições de deslocamento pelas estradas e trilhas do século 18. Equipamentos e atividades ligadas ao transporte, alvos de furto por parte de salteadores, eram fiscalizados pela Coroa. O requinte de esporas, selas e arreios, dentre outros elementos, indicavam a condição social do passageiro.


Sala da Mineiração

Esta sala contextualiza o período que antecedeu a Inconfidência Mineira, destacando a exploração desenfreada do ouro, o sacrifício do trabalho negro e a cobrança exagerada de impostos. Neste local, maquetes ilustrativas dos processos de mineração praticados em Vila Rica, instrumentos para pesagem, coleta e separação do ouro, objetos de suplício de escravos, dentre outros, são expostos.

 

Sala da Inconfidênica
A claridade da sala, acentuada pelos painéis que monumentalizam a entrada do Panteão dos Inconfidentes, remete o visitante ao Século das luzes, ao Iluminismo. No período, trabalhada pelo movimento enciclopedista, a humanidade forjava o mundo novo que seria implantado pela Revolução Francesa. O local guarda objetos pertencentes aos envolvidos direta ou indiretamente no movimento e documentos originais, os restos mortais de Maria Dorotéia e uma lápide em homenagem a Bárbara Heliodora. Destaque para o volume dos Autos de Devassa com a sentença contra Tiradentes e as traves da forca em que o mesmo foi executado.

 

Panteão
Verdadeiro altar da Pátria, foi inaugurado em 1942, para consagrar a ação cívica aos participantes da Inconfidência Mineira. No espaço, uma placa central registra o nome de todos os envolvidos no movimento.
 

Três Inconfidentes - Em 21 de abril de 2011, as ossadas recentemente identificadas dos inconfidentes Domingos Vidal de Barbosa, João Dias da Mota e José de Resende Costa foram sepultadas no Panteão. Com os despojos, agora são 16 inconfidentes identificados. Outros 10 têm paradeiro desconhecido. O sepultamento foi autorizado depois que as ossadas foram oficialmente identificadas pela Faculdade de Odontologia da Unicamp, em Piracicaba, SP, o que exigiu anos de estudos e uma parceria entre história e ciência. Desde 1980, o Museu da Inconfidência realizava pesquisas históricas sobre o caso. Os estudos científicos foram realizados por equipe da Unicamp chefiada pelo professor Eduardo Daruge, doutor em odontologia legal. Com apoio de cientistas britânicos, o grupo recriou o rosto de José Resende da Costa, que era capitão do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São João e fazendeiro em Arraial da Laje, hoje chamado Resende Costa, MG.


Sala da Vida Social
Elementos da vida cotidiana nos séculos 18 e 19 estão presentes nessa sala. Vestimentas, objetos de pedra sabão, pratos, talheres, testemunhos dos ofícios femininos e masculinos e dos ambientes doméstico e social. As peças revelam o apego às demonstrações de prestígio por parte da elite colonial. Requinte na maneira de vestir, no mobiliário e nos serviços de mesa.

 

Sala do Império
Esta sala mostra Ouro Preto após a Proclamação da Independência. Elevada à categoria de Imperial Cidade, ela já era o centro administrativo, político e cultural de Minas Gerais. Prensa para gravuras, livros e jornais, a partitura do Hino da Independência, gambiarra para iluminação pública e quadros de D. Pedro I e D. Pedro II retratam o clima da época em que estavam chegando a estrada de ferro e o telejornal, surgiam a Escola de Farmácia, a Escola de Minas, o Colégio Mineiro, o Arquivo Público Mineiro e a fábrica de tecido.

 

2º Plano

 

Sala do Triúnfo Eucarístico
Para festejar o traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário até a matriz de Nossa Senhora do Pilar, que acabava de ser reformada, foi realizada, em 1733, em Vila Rica, a Procissão do Triunfo Eucarístico. Na sala, objetos processionais registram o evento que explicitou todo o poderio da Igreja e do Estado, por meio de um discurso de exaltação da riqueza.

 

Sala Arte e Religião
Objetos religiosos, como missais, livros, altar, crucificados, castiçais, anjos, retábulo e partituras, dentre outros, retratam a importância da Igreja e da religiosidade na ocupação do Novo Mundo e, particularmente, para a evolução artística de Ouro Preto. A coleção reforça a referência barroca nas representações que a sociedade fazia de si e do mundo, presente nas formas de morar, vestir, rezar e morrer.

 

Sala Ataíde
Importante artista do barroco mineiro, Manuel da Costa Athaide nasceu em Mariana, tendo exercido grande influência sobre os pintores da região. Em seu trabalho nota-se a grande presença da religiosidade, além das cores e dos tipos humanos característicos da região. Ele inovou ao introduzir figuras mestiças na representação de personagens bíblicos. Na exposição, ao lado de quadros de sua autoria – N. Sra. Do Carmo e São Simão Stock, Passo da Via Crucis e São Marcos Evangelista, Santo Agostinho de Hipona e São Jerônimo – são apresentadas pinturas de outros autores que comprovam a qualidade da arte produzida na época.


Sala de Pintura e Escultura
Dois momentos da pintura cristã estão representados neste ambiente. Os retratos dos apóstolos e as pinturas eruditas de maior rigor a óleo sobre madeira, Estigmatização de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo. Dois conjuntos escultóricos sobressaem. As imagens em pedra sabão, de autor desconhecido da região de Furquim, em Mariana, que assinava apenas L.C. e as peças de marfim de Goa, nitidamente de fatura portuguesa. O Mestre Piranga está presente também com uma escultura de Santa Bárbara e um Cristo de roca.

 

Sala das Assossiações
Para festejar o traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário até a matriz de Nossa Senhora do Pilar, que acabava de ser reformada, foi realizada, em 1733, em Vila Rica, a Procissão do Triunfo Eucarístico. Na sala, objetos processionais registram o evento que explicitou todo o poderio da Igreja e do Estado, por meio de um discurso de exaltação da riqueza.


Sala dos Oratórios

Esses objetos de culto foram a marca de um período em que a vivência da religião se tornou mais intimista, reforçada pelo Concílio de Trento (1545 – 1563). Seguindo a orientação da Igreja, os fiéis buscavam maior aproximação com Cristo, incluindo o culto dos santos e das relíquias. Multiplicaram-se os oratórios que, posteriormente foram sendo adaptados para outras funções de interesse da comunidade. Instalados nos cômodos da casa, marcavam presença em batalhas, viagens, peregrinações e compareciam em hospitais.

 

Sala do Aleijadinho
Espaço destinado com exclusividade a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A obra do artista, de caráter universal, acha-se ao mesmo tempo inserida na cultura regional. Filho do arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma escrava, nasceu em Vila Rica, no século 18. Autodidata, sobressaiu-se nas artes da escultura, talha e arquitetura. Por volta dos 40 anos, passou a sofrer de doença degenerativa. A perda progressiva dos movimentos das pernas e das mãos o levou a trabalhar com os instrumentos atados ao corpo. Na sala, acha-se reunido um significativo acervo. Documentos e riscos a ele atribuídos, imagem de São Jorge, São Lucas, São João Evangelista, São Marcos e São Mateus, Cristo Flagelado, Anjo Tocheiro, Retábulo procedente de Santa Quitéria, poltrona do palácio do arcebispo Domingos da Encarnação Pontével, e uma réplica em gesso do Profeta Daniel, do conjunto escultórico de Congonhas do Campo.

 

Sala do Mobiliário 1
Peças representativas do mobiliário mineiro dos séculos 18 e 19 estão presentes nesse espaço. Cadeiras, camas, leitos, móveis de repouso, arcas, armários, prataria, dentre outras. Em destaque, a exuberância decorativa das peças, que nas mãos dos artistas mineiros, ganharam expressão renovada a partir de modelos europeus.

 

Sala do Mobiliário 2
Nesta sala, prepondera, nos móveis, o estilo D. Maria I, como a grande cama de dossel com a arca, os sofás e cadeiras que com ela formam um conjunto. Nela são encontrados objetos como a caixa de noiva, livros, utensílios de uso feminino, uma imagem de N. S. da Conceição, de Francisco Xavier das Conchas, quadros a óleo de D. Pedro II e D. Teresa Cristina, de autoria de François René Moreaux.

 

Crédito do texto
Museu da Inconfidência