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Cruzeiro Esporte Clube

© Divulgação/Cruzeiro Belo Horizonte - Cruzeiro Esporte Clube - Divulgação/Cruzeiro Cruzeiro Esporte Clube

A rua Tamoios, no centro de Belo Horizonte, foi o palco onde deu início a história de um dos maiores clubes brasileiros. Cerca de 100 operários se reuniram para realizar o sonho da colônia italiana que vivia na capital mineira, o de fundar um clube de futebol. No dia 2 de janeiro de 1921, foi criado a Societá Sportiva Palestra Itália.


O uniforme do Palestra adotou as cores da bandeira italiana, numa homenagem ao país que inspirou a criação do clube. Três meses depois, em 3 de abril de 1921, o Palestra realizou sua primeira partida. A equipe venceu por 2 a 0 um combinado de jogadores formados pelas equipes do Villa Nova e do Palmeiras, ambos de Nova Lima (MG). Mas especial mesmo foi a segunda partida da agremiação, isto é, a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético/MG marcou o início de uma das maiores rivalidades do futebol nacional.


Em 1922, os mesmos operários que criaram o Palestra Itália, juntamente com dirigentes da época, foram responsáveis pela aquisição de uma área no centro da capital para a construção do estádio do Barro Preto. Com a edificação do próprio campo de jogo, o Palestra deu início às suas conquistas, com destaque para o tricampeonato mineiro de 1928 a 1930. A equipe era comandada por Ninão, Nininho e Niginho, integrantes da família Fantoni, que sempre esteve ligada ao clube.


Antes disso, em 1925, a cláusula do estatuto que impedia a participação de atletas de outras nacionalidades foi extinta, e o clube teve de passar por um processo de aportuguesamento do seu nome. A agremiação veio a se chamar Sociedade Sportiva Palestra Itália.


O mundo estava em plena Segunda Guerra Mundial, quando o governo brasileiro instituiu, através de um decreto-lei, a proibição do uso de termos e denominação de nacionalidades que fossem inimigas do Brasil. Diante disso, em 30 de janeiro de 1942, o Palestra Itália passou a se chamar Palestra Mineiro.


Diante de seguidas transformações e a fim de transformar o clube em uma instituição totalmente brasileira, em 29 de setembro do mesmo ano foi aprovada uma mudança no nome do clube, ou seja, de Palestra Mineiro passou a se chamar Ypiranga. Mas a entidade só utilizou o nome em apenas uma partida.


Foi quando em 7 de outubro de 1942, em reunião de alguns dirigentes e sócios do clube, por sugestão do ex-presidente Oswaldo Pinto Coelho, finalmente o clube ganhou o nome que ostenta até hoje: Cruzeiro Esporte Clube. Homenagem ao cruzeiro do sul, símbolo da pátria brasileira.


Os anos foram se passando, o clube começou a conquistar vários títulos pelo futebol, até que alguns esportes especializados começaram a ganhar força dentro do Cruzeiro. O basquete foi alavancado e também se tornou fonte de renda para o clube, que começou a entrar em uma grave crise financeira.


Em meados da década de 1950, o Cruzeiro estava afundado em dívidas, e ninguém queria aceitar o cargo de presidente. Até que José Francisco de Lemos Filho, atual vice-presidente administrativo do Cruzeiro, assumiu com apenas 25 anos de idade, tornando-se o mais novo presidente da história do clube e evitando a extinção do futebol do Cruzeiro.


Uma das primeiras missões do então novo presidente foi a construção de uma sede social para o Cruzeiro, com dinheiro fornecido pelo Estado. Gradativamente, as finanças do clube foram crescendo, e com o passar do tempo a situação ficou estável economicamente.


Com a chegada do presidente Felício Brandi, em 1961, a inauguração do Mineirão, em 1965 , e a formação de uma geração vencedora que viria a seguir, o modesto clube formado por operários italianos chamou a atenção dos amantes do futebol. Felício Brandi construiu a Toca da Raposa I, moderno centro de treinamento para os padrões da época; a Sede Campestre, além de formar um dos maiores times da história do futebol nacional. Durante os mais de 20 anos em que esteve à frente do clube, Felício modernizou o clube e deu a ele um dos períodos mais vitoriosos dentro dos gramados.


Em 1966, o Cruzeiro desbancou um dos maiores times do mundo na ocasião, o Santos de Pelé e companhia. A equipe conquistou a Taça Brasil, competição mais importante no cenário nacional na época. Mas foi em 1976 que o Cruzeiro chegou a um dos momentos de maior glória de sua história. A conquista da Copa Libertadores da América, maior torneio do continente, em cima do River Plate, da Argentina; essa foi a consagração de uma era de sucessos para o clube mineiro.


Passada uma época de poucos títulos, a administração de Zezé Perrella chegou para revolucionar o clube. A década de 1990 foi um marco na história do Cruzeiro, com mais e mais conquistas e que veio a culminar na conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América, em 1997, sobre o Sporting Cristal, do Peru. Além disso, conquistas como a Supercopa e a Copa do Brasil enalteceram ainda mais a potência do Cruzeiro no cenário do futebol.


Nos anos 2000, mais um capítulo marcante na história do Cruzeiro Esporte Clube. O time comandado pelo craque Alex conquistou, em 2003, feito jamais realizado por qualquer equipe no Brasil: a tríplice coroa do futebol brasileiro. Reunindo os títulos do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro entrou de vez para a história como uma das equipes mais vencedoras do futebol tupiniquim.


O Cruzeiro se orgulha hoje de ser um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Com inúmeras conquistas, uma excelente estrutura e com uma torcida apaixonada, o clube atualmente é referência no cenário nacional.


Fonte: Site oficial do Cruzeiro Esporte Clube

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